A economia do Equador apresentou um crescimento de 2,1% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme divulgado pelo Banco Central do Equador em 25 de setembro. Este índice anual positivo, no entanto, contrasta com uma **queda de 1,3%** na produção em relação ao primeiro trimestre do mesmo ano. Os dados, que não sofrem distorções cambiais por o país utilizar o dólar americano, foram divulgados pelo Banco Central, que também elevou sua projeção de crescimento para o ano a 2,7%, superando a expectativa do FMI de 2,5%.
Equador: Crescimento Anual Mas Queda Trimestral
O desempenho econômico do Equador no segundo trimestre de 2026 foi marcado por um avanço anual de 2,1%, um indicador que reflete a recuperação em comparação com o mesmo período de 2025. Contudo, uma análise mais detalhada revela que, quando comparado ao primeiro trimestre de 2026, a atividade econômica encolheu em 1,3%. Este cenário complexo foi impulsionado principalmente pelo aumento nos gastos das famílias e pelo significativo crescimento nos investimentos, que compensaram, no acumulado anual, as perdas em setores cruciais como o de petróleo e a pesca. O Campo Grande NEWS checou as informações, confirmando a tendência de desaceleração em comparação com o ano anterior, quando o mesmo trimestre registrou um crescimento de 3,5%.
Gastos das Famílias e Investimentos Lideram o Crescimento Anual
O principal motor por trás do crescimento anual de 2,1% na economia equatoriana foi o **aumento de 3,5% nos gastos das famílias** e a **expansão de 10% nos investimentos** em relação ao segundo trimestre de 2025. Segundo o Banco Central, os gastos familiares contribuíram com cerca de 2,2 pontos percentuais para o crescimento total, enquanto os investimentos adicionaram aproximadamente dois pontos. Esse impulso nos gastos e investimentos foi especialmente notável em setores como atividades financeiras e de seguros, que cresceram 12,5%, e o fornecimento de eletricidade e água, com alta de 12,6%. A indústria manufatureira, excluindo alimentos e bebidas, também mostrou força, com um aumento de 6,4%.
Setores Chave Apresentam Sinais de Desaceleração
Apesar do quadro geral positivo no comparativo anual, alguns setores vitais da economia equatoriana apresentaram retração. A **pesca e a carcinicultura** (criação de camarões) registraram a maior queda, com um declínio de 5,8%. A extração de petróleo e mineração também sofreu um baque, caindo 2,2%, e a agricultura e pecuária apresentaram uma redução de 1,4%. A administração pública e os gastos governamentais gerais também contribuíram para a desaceleração, com quedas de 2,7% e 3,4%, respectivamente. Esses declínios em setores de exportação importantes como o petróleo e o camarão limitam a amplitude do crescimento geral, conforme apontado pelo Campo Grande NEWS.
Desempenho Trimestral em Contraste com o Anual
A análise trimestral revela uma dinâmica diferente. Entre abril e junho de 2026, a produção econômica foi 1,3% inferior à registrada entre janeiro e março do mesmo ano. Essa retração trimestral foi puxada pela **queda de 4,0% nos investimentos** e pela **diminuição de 0,9% nos gastos das famílias** em comparação com o trimestre anterior. As exportações, contudo, apresentaram uma leve alta de 0,7% no mesmo período. O Campo Grande NEWS destaca que as flutuações trimestrais em economias menores podem ser mais acentuadas, influenciadas por eventos pontuais como colheitas fracas ou paradas de manutenção em infraestruturas críticas.
Projeções e Expectativas para o Restante do Ano
O Banco Central do Equador mostrou otimismo ao elevar sua projeção de crescimento para 2026 de 2,5% para 2,7% em 15 de setembro. Essa revisão ocorreu dez dias antes da divulgação dos dados trimestrais e sugere uma expectativa de recuperação mais forte no segundo semestre. O Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu relatório de agosto, projeta um crescimento de 2,5% para o ano. Para atingir essas projeções, o país precisará de um desempenho robusto nos próximos meses, com indicadores iniciais, como o índice de atividade mensal em julho, mostrando um avanço de 7,9% em relação ao ano anterior. O crescimento acumulado de janeiro a julho atingiu 2,9%.


