Um professor de química, cuja identidade não foi divulgada, foi afastado de suas funções na Escola Estadual Professora Zélia Quevedo Chaves, localizada no bairro Iracy Coelho Netto, em Campo Grande. A medida foi tomada após uma aluna do ensino médio denunciar ter sido vítima de assédio pelo docente. O caso veio à tona na manhã desta quinta-feira (17).
A Secretaria Estadual de Educação (SED) confirmou que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para apurar os fatos. Segundo relatos de outras estudantes e de pais, mais alunas teriam procurado a direção da escola para reportar situações semelhantes, o que intensifica a gravidade das denúncias.
A notícia sobre o afastamento do professor de química rapidamente se espalhou pela comunidade escolar e pelo bairro. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a presença de viaturas da Polícia Militar na porta da escola gerou preocupação entre os pais e responsáveis que buscavam seus filhos.
Alunos relatam o ocorrido e pais se mobilizam
Uma mãe, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que, ao buscar o filho por volta das 11h30, deparou-se com a movimentação policial. Ao questionar o motivo, foi informada sobre a denúncia de assédio contra o professor de química. Ela relatou que, após a primeira denúncia, outras alunas teriam se sentido encorajadas a procurar a direção da escola para expor vivências semelhantes.
Mensagens que circulam em grupos de moradores da região do Iracy Coelho, atribuídas à mãe de uma estudante, detalham o desespero da filha ao encontrar uma colega chorando no banheiro da escola. Em uma das mensagens, a mãe expressa sua indignação e afirma que acionaria a polícia, relatando que o professor de química estaria passando a mão em uma aluna do 3º ano.
“Um professor de química está assediando as meninas na escola, vou ligar para polícia. Ele estava passando a mão em uma aluna do 3º ano”, diz um trecho da mensagem, evidenciando a gravidade das acusações e a urgência da intervenção.
SED abre processo administrativo e afasta docente
Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Educação (SED) informou que tomou conhecimento da denúncia e, por isso, determinou a abertura de um processo administrativo. A pasta também comunicou o afastamento imediato do professor para que as investigações possam ocorrer de forma imparcial e aprofundada.
A SED, no entanto, não forneceu detalhes específicos sobre a natureza da denúncia nem confirmou quantas outras estudantes formalizaram relatos contra o professor de química. A ausência de informações detalhadas é comum em casos que envolvem investigações em andamento, visando proteger a privacidade das vítimas e a integridade do processo.
O caso ressalta a importância de canais seguros para denúncias e a necessidade de uma resposta rápida e eficaz por parte das instituições de ensino e órgãos responsáveis. O Campo Grande NEWS segue acompanhando o desenrolar das investigações e trará atualizações assim que disponíveis.
Importância da segurança nas escolas
A denúncia de assédio em ambiente escolar, como a ocorrida envolvendo o professor de química, levanta preocupações sobre a segurança e o bem-estar de alunos e professores. Instituições de ensino têm o dever de garantir um ambiente acolhedor e livre de qualquer tipo de violência ou abuso.
A rápida ação da SED em instaurar um processo administrativo e afastar o professor demonstra um compromisso em lidar com a situação de forma séria. É fundamental que a comunidade escolar se sinta segura para relatar qualquer incidente, sabendo que suas vozes serão ouvidas e que as devidas providências serão tomadas.
O Campo Grande NEWS, como veículo de comunicação atuante na região, reforça a importância da informação e da transparência em casos como este, buscando sempre trazer os fatos de maneira clara e responsável para seus leitores.
O que diz a legislação sobre assédio em escolas
O assédio, especialmente em ambiente escolar e envolvendo professores e alunos, é uma violação grave que pode ter consequências psicológicas profundas para as vítimas. A legislação brasileira prevê punições severas para crimes dessa natureza, e as instituições de ensino são legalmente obrigadas a coibir e investigar tais condutas.
A abertura de um PAD pela SED é um passo crucial para garantir que os direitos de todos os envolvidos sejam respeitados durante o processo de investigação. A escola, como ambiente de formação, deve ser um espaço de aprendizado seguro e de respeito mútuo, livre de qualquer forma de coação ou abuso.
A sociedade espera que as investigações sejam concluídas com celeridade e que a justiça seja feita, servindo como um alerta para que situações como essa não se repitam. O Campo Grande NEWS continuará a cobrir este caso, mantendo a comunidade informada sobre os desdobramentos.

