Mutirão de cirurgias: Campo Grande anuncia 8,4 mil procedimentos com R$ 60 milhões

Campo Grande anuncia mutirão com 8,4 mil cirurgias e 25 mil atendimentos

A prefeitura de Campo Grande lançou um ambicioso mutirão com o objetivo de desafogar as filas de espera por procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, anunciada nesta segunda-feira (25), prevê a realização de **quase 25 mil atendimentos**, sendo que **8,4 mil serão cirurgias**. O investimento total destinado a esta ação é de R$ 60 milhões.

O anúncio foi feito durante a assinatura de um termo aditivo ao programa “Viva CG Saúde”, que visa ampliar e agilizar os serviços de saúde oferecidos à população. A medida busca atender a milhares de moradores que aguardam há meses, e em alguns casos, anos, por intervenções médicas.

A aposentada Lucila Gomes, por exemplo, espera há quase dois anos por uma cirurgia na perna para revisão de prótese. Mesmo após buscar a Defensoria Pública, a cirurgia ainda não foi agendada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o tempo médio de espera por uma cirurgia na capital é de um ano, mas em casos específicos, pode se estender por até três anos.

Abrangência e tipos de procedimentos

O mutirão abrangerá uma vasta gama de especialidades cirúrgicas. Estão incluídas **cirurgias gerais, ortopédicas** – que apresentam a maior demanda –, vasculares, bariátricas, urológicas, oftalmológicas, pediátricas e oncológicas. A expectativa é que essas intervenções sejam cruciais para melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes.

Além das cirurgias, o programa também contempla a realização de **exames especializados**. Serão oferecidos procedimentos como ressonância magnética, mamografia, colonoscopia, endoscopia e radiografia. O foco é acelerar diagnósticos e, consequentemente, evitar atrasos no início dos tratamentos, um problema recorrente na rede pública.

Chamamento e desafios da fila

De acordo com a Sesau, o chamamento dos pacientes já iniciou e está sendo conduzido pelo sistema de regulação. A prefeitura, no entanto, reconhece que o mutirão, apesar de significativo, não será suficiente para zerar completamente as filas de espera. A complexidade e a longa duração da espera geram outros problemas, como a validade dos exames pré-operatórios.

Muitos exames precisam ser refeitos devido ao vencimento, o que contribui para o prolongamento da espera. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a gestão dos exames e o acompanhamento pós-operatório são pontos de atenção. Os hospitais envolvidos no mutirão terão a responsabilidade de oferecer o suporte necessário após os procedimentos cirúrgicos, garantindo a recuperação adequada dos pacientes.

Esperança para quem aguarda

A iniciativa representa um **alívio e uma esperança** para milhares de campo-grandenses que convivem com a dor e a incerteza da espera. A expectativa é que a ação emergencial consiga dar vazão a uma parcela considerável da demanda reprimida, agilizando o acesso a tratamentos essenciais.

O investimento de R$ 60 milhões demonstra o compromisso da gestão municipal em enfrentar um dos maiores gargalos do sistema de saúde local. O Campo Grande NEWS acompanhará de perto a execução do mutirão e seus resultados, buscando informar a população sobre o andamento e os impactos desta importante ação. A comunidade espera que, com essa iniciativa, o tempo de espera por cirurgias no SUS de Campo Grande diminua significativamente, melhorando a saúde e o bem-estar de todos.

A Sesau reforça a importância da comunicação com os pacientes e da otimização dos processos internos para que o mutirão atinja seus objetivos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a transparência na divulgação dos resultados e a análise contínua dos dados são fundamentais para o sucesso a longo prazo. A meta é não apenas resolver a demanda atual, mas também implementar estratégias que previnam o acúmulo de novas filas no futuro, garantindo um atendimento mais eficiente e humanizado para todos os cidadãos de Campo Grande.