O ex-vereador de Nova Alvorada do Sul, Rogério Casarotto, de 47 anos, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a deflagração da Operação Rota Desviada. A ação, coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao transporte de estudantes universitários. A prisão ocorreu na residência do ex-parlamentar, no distrito de Pana, onde foram encontrados um revólver calibre 38 e 16 munições intactas. A descoberta do armamento, para o qual Casarotto não apresentou documentação, levou à sua detenção imediata. Conforme o boletim de ocorrência, o crime é afiançável. A operação, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em cinco cidades, também mirou o ex-presidente da Câmara, Sidcley Brasil, e o vereador Ronaldo de Camargo, além de pessoas ligadas à associação de estudantes e a uma empresa de ônibus. A investigação teve início em fevereiro de 2024, quando o MPMS começou a apurar o caso, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Operação Rota Desviada investiga desvio milionário
A Operação Rota Desviada tem como foco principal um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Segundo o Ministério Público, verbas municipais destinadas à Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas), para custear o transporte de estudantes para universidades em Campo Grande e Dourados, teriam sido desviadas. A investigação aponta para um esquema complexo que envolve pessoas ligadas à associação e a uma empresa de ônibus com sede em Minas Gerais. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Nova Alvorada do Sul, Campo Grande, Dourados, além de cidades em São Paulo e Minas Gerais, como Fernandópolis e Ituiutaba, respectivamente. A ação visa desarticular a rede criminosa responsável pelo desvio de dinheiro público, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.
Ex-vereador e outros políticos na mira da investigação
Rogério Casarotto, eleito pelo PSDB em 2020 e com mandato até dezembro de 2024, não conseguiu se reeleger. Sua prisão em flagrante por posse ilegal de arma ocorreu durante as buscas em sua residência. Além dele, a operação mirou outras figuras políticas importantes. O ex-presidente da Câmara de Nova Alvorada do Sul, Sidcley Brasil da Silva, e o vereador Ronaldo de Camargo (PP) também foram alvos de mandados de busca e apreensão. Os endereços investigados incluem a residência e a loja de materiais de construção de Sidcley Brasil, em Nova Alvorada do Sul. A investigação detalhada, que resultou na operação desta terça-feira, é um desdobramento de um inquérito aberto em fevereiro de 2024, como apurado pelo Campo Grande NEWS.
Empresa de ônibus e associação de estudantes sob escrutínio
A investigação aponta para o envolvimento de uma empresa de ônibus, sediada em Ituiutaba (MG), e da Aeunas na suposta fraude. Em fevereiro de 2024, quando o caso começou a ser investigado, um dos ônibus usados no transporte estudantil pertencia a Sidcley Brasil, que na época era vereador e presidente da Câmara. Na ocasião, ele negou irregularidades, afirmando que era avalista do genro, suposto proprietário do veículo e da empresa. Até o momento, Sidcley Brasil não se manifestou sobre a operação. O vereador Ronaldo de Camargo declarou que ainda está se inteirando dos fatos e que se pronunciará posteriormente, adiantando que “não tem nada a ver” com as investigações. O atual presidente da Aeunas informou que o departamento jurídico da entidade acompanha o caso e que a associação se manifestará quando julgar necessário.
Operação busca recuperar recursos desviados
A Operação Rota Desviada representa um esforço significativo do Ministério Público e das forças de segurança para combater a corrupção e recuperar os recursos públicos desviados. A prisão de Rogério Casarotto, embora por posse ilegal de arma, destaca a complexidade das investigações e a interconexão entre diferentes crimes. A atuação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foi fundamental para a execução da operação. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul apoiou as ações em campo. A expectativa é que a operação traga mais clareza sobre o esquema e permita a responsabilização dos envolvidos, conforme o noticiado em diversos veículos, incluindo o Campo Grande NEWS.

