Estudante de medicina é presa se passando por médica em clínica de idosos

Jovem forjou carimbo para conseguir emprego

Uma estudante de medicina foi presa em flagrante, nesta sexta-feira (24), acusada de atuar ilegalmente como médica em uma clínica para idosos. O caso aconteceu em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e chocou a comunidade local. A jovem, identificada como Mariana Borges, utilizava o número de registro profissional (CRM) de uma médica de verdade para realizar atendimentos.

A farsa foi descoberta quando a verdadeira dona do CRM, uma oftalmologista com o mesmo nome e sobrenome da estudante, percebeu que seu registro estava sendo usado indevidamente e procurou as autoridades. A denúncia levou a Polícia Civil diretamente ao local de trabalho da suspeita, onde a prisão foi efetuada.

As investigações iniciais, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, revelam que a estudante não apenas usava o número, mas também havia falsificado um carimbo para dar mais credibilidade ao seu falso exercício profissional. Agora, ela enfrentará acusações graves na Justiça. A seguir, entenda os detalhes do crime e as possíveis consequências para a acusada.

A denúncia que revelou o crime

Tudo começou com a iniciativa da médica oftalmologista que, ao notar o uso indevido de seu registro, não hesitou em denunciar o caso. Segundo a Polícia Civil, ela informou que uma mulher com nome idêntico ao seu estava clinicando em uma instituição de assistência a idosos, o que imediatamente acendeu o alerta das autoridades.

Agentes da Polícia Civil foram deslocados até o endereço da clínica em Campo Grande para verificar a veracidade da denúncia. No local, encontraram Mariana Borges em pleno exercício da função, o que configurou o flagrante. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a prisão foi realizada sem resistência.

Falsificação e exercício ilegal da profissão

Em nota enviada à CNN Brasil, a Polícia Civil detalhou que a investigação apontou para um esquema bem planejado. Mariana teria forjado um carimbo médico, utilizando o nome e o CRM da oftalmologista, com o objetivo de ser contratada pela clínica. A semelhança nos nomes foi o fator crucial que permitiu que a fraude se sustentasse por algum tempo.

Com a prisão, a estudante responderá por dois crimes: exercício ilegal de profissão e falsidade ideológica. As penas para esses crimes, somadas, podem resultar em reclusão e multa, além de manchar permanentemente seu futuro na carreira médica que almejava seguir. A defesa da estudante ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Posicionamento do Conselho de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) também se pronunciou sobre o ocorrido. A entidade esclareceu que, por se tratar de um crime cometido por alguém que ainda não possui diploma e registro de médica, a responsabilidade pela investigação e punição recai sobre as autoridades policiais e o sistema de Justiça.

O caso serve de alerta para clínicas e hospitais sobre a importância de checar rigorosamente as credenciais dos profissionais contratados. O Campo Grande NEWS segue acompanhando os desdobramentos da investigação e trará novas informações assim que forem divulgadas pela polícia ou pela Justiça do Rio de Janeiro.