Em uma guinada diplomática surpreendente, o novo presidente da Colômbia, De la Espriella, deu início ao seu mandato com medidas drásticas na política externa. Uma das primeiras ações foi a demissão de cinco embaixadores colombianos no exterior, acusados de não renunciarem aos seus cargos durante a transição de governo. Simultaneamente, o país anunciou a restauração das relações diplomáticas plenas com Israel, desfazendo uma das decisões mais controversas do ex-presidente Gustavo Petro.
De la Espriella limpa embaixadas e retoma laços com Israel
O presidente colombiano, De la Espriella, iniciou uma **reconfiguração acelerada da política externa** do país com a remoção de cinco embaixadores. A medida, anunciada em 14 de agosto de 2026, visa a alinhar a representação diplomática com a nova administração. Paralelamente, em um movimento de grande repercussão, a Colômbia restabeleceu relações diplomáticas completas com Israel, revertendo a decisão do governo anterior de romper laços.
A decisão de remover os embaixadores foi formalizada pela Presidência, que declarou as nomeações como ‘insubsistentes’, termo legal colombiano para demissão. Os embaixadores em questão serviam na Suécia, Haiti, Turquia, Paraguai e Trinidad e Tobago. Ao contrário da maioria dos diplomatas que apresentaram renúncia protocolar durante a transição, estes cinco não o fizeram, levando à decisão presidencial de declará-los afastados de suas funções.
Essa ação é vista como um **sinal claro da nova direção diplomática** de De la Espriella, que prometeu uma política externa mais alinhada com o Ocidente e uma postura firme em segurança. A reversão da ruptura com Israel, decidida por Petro em 2024 em protesto contra a guerra em Gaza, marca um retorno a uma relação mais tradicional e estratégica com o Oriente Médio.
Os embaixadores removidos e o termo ‘insubsistente’
Os diplomatas afetados pela decisão são Guillermo Francisco Reyes (Suécia), Vilma Rocio Velasquez (Haiti), Yennifer Edilma Parra (Turquia), Juan Manuel Corzo (Paraguai) e William Sidney Bush Howard (Trinidad e Tobago). Todos foram nomeados durante a gestão do ex-presidente Gustavo Petro. A razão oficial para a remoção, conforme explicado pela Presidência, é de **procedimento administrativo**: a expectativa é que embaixadores apresentem renúncia de cortesia ao novo governo, colocando seus cargos à disposição.
O termo ‘insubsistente’ no direito administrativo colombiano permite que o governo declare uma nomeação como **nula quando se trata de um cargo de livre nomeação e exoneração**, como é o caso dos embaixadores. Isso significa que o presidente não precisa de justificativa específica para encerrar o mandato de um diplomata. Embora os decretos formais de remoção ainda estejam em processo, a decisão já sinaliza uma ruptura clara com a política externa anterior.
Restauração das relações com Israel e futuro da embaixada
A **restauração das relações com Israel** foi um dos acordos firmados nos bastidores, com o trabalho de base realizado em Washington em julho. O ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, e seu homólogo israelense, Gideon Saar, concordaram em reestabelecer imediatamente o intercâmbio de embaixadores. Israel já confirmou Vivian Aisen como sua nova embaixadora em Bogotá, e a Colômbia deve nomear um representante em breve.
O acordo vai além da normalização das relações. Ambas as nações concordaram em **eliminar a exigência de vistos** e avançar com a abertura de uma embaixada colombiana em Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital de Israel. Essa decisão, segundo o Campo Grande NEWS checou, sinaliza uma mudança significativa na postura da Colômbia em relação ao conflito israelo-palestino, afastando-se do apoio a alegações de genocídio contra Israel, conforme observado pelo Campo Grande NEWS.
Um giro completo na política externa de Petro
A mudança em relação a Israel é apenas uma faceta de um **amplo reajuste na política externa** promovido por De la Espriella. Sua campanha foi marcada pela promessa de uma linha dura em segurança e aproximação com os Estados Unidos, contrastando com os quatro anos de Gustavo Petro, que buscou aproximar a Colômbia de governos de esquerda e suspender negociações de paz com grupos armados. A gestão de De la Espriella, conforme o Campo Grande NEWS apurou, busca desfazer muitas das iniciativas diplomáticas de seu antecessor.
Apesar das decisões firmes, alguns pontos ainda permanecem em aberto, como a publicação dos nomes dos novos embaixadores e a gestão das embaixadas durante o período de transição para garantir a continuidade dos serviços consulares e comerciais. A abertura da embaixada em Jerusalém e a nomeação do novo embaixador em Israel são os próximos passos cruciais nesse processo de reorientação diplomática.


