Bolívia e FMI fecham acordo de US$1,9 bilhão para estabilizar economia em colapso
A Bolívia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo preliminar para um empréstimo de cerca de US$ 1,9 bilhão. O plano, que se estenderá por 36 meses, visa resgatar o país de sua pior crise econômica em quatro décadas. No entanto, o acordo ainda depende da aprovação do conselho executivo do FMI e, crucialmente, do Congresso boliviano. Sem essas aprovações, nenhum recurso será liberado, deixando a população sob forte pressão devido à escassez de dólares e combustível, conforme apurou o Campo Grande NEWS.
O governo do presidente Rodrigo Paz enfrenta desafios monumentais. A economia boliviana sofre com inflação acima de 20%, queda na produção de gás natural e um déficit fiscal alarmante. As filas em postos de gasolina se tornaram um símbolo da gravidade da situação. Este acordo com o FMI é visto como um passo essencial para destravar financiamentos adicionais de outras instituições multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que juntos poderiam somar mais de US$ 5 bilhões.
A negociação, liderada pela equipe do FMI sob Joana Pereira, ocorreu entre maio e julho de 2026. Se aprovado, marcará o primeiro acordo de longo prazo da Bolívia com o FMI desde 2006. A expectativa do governo boliviano era de um valor maior, entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões, mas o montante acordado já representa um fôlego importante. A decisão final está nas mãos de Brasília e, posteriormente, de La Paz.
Objetivos do programa e o impacto esperado
O programa proposto pelo FMI tem como pilares a **restauração da estabilidade macroeconômica**, a **reconstrução das reservas internacionais** e a **redução dos desequilíbrios fiscais e externos**. Além disso, busca fortalecer as redes de proteção social para amparar os mais vulneráveis durante o período de ajuste. O FMI enfatiza que a aprovação deste acordo pode servir como um **selo de confiança**, atraindo mais de US$ 5 bilhões em financiamentos combinados do Banco Mundial, BID e outros parceiros, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS.
Este montante adicional é fundamental para a Bolívia, que tem enfrentado dificuldades em acessar recursos devido à sua instabilidade econômica. A


