A economia argentina registrou uma contração de 0,6% no segundo trimestre de 2026, marcando a primeira queda trimestral desde 2024. O desemprego subiu para 7,9%, afetando aproximadamente 1,8 milhão de pessoas. O risco país fechou em 515 pontos, enquanto o peso argentino demonstra sinais de instabilidade, com o dólar blue e o câmbio atacadista em flutuações. Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega ao país na segunda-feira, 21 de setembro, para avaliações econômicas. Conforme divulgado pelo INDEC, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou retração de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal. O consumo privado caiu 2,4%, embora o crescimento interanual da economia ainda seja de 2,0%.
Economia Argentina em Alerta
O cenário econômico da Argentina apresenta desafios, com a divulgação de dados preocupantes sobre o desempenho do PIB e o aumento do desemprego. A contração de 0,6% no segundo trimestre, segundo o INDEC, interrompe uma sequência de crescimento e sinaliza a necessidade de atenção. O aumento do desemprego para 7,9% reflete um impacto direto no mercado de trabalho, afetando um número significativo de cidadãos.
O risco país, um indicador da percepção de risco de investimento na Argentina, atingiu 515 pontos. Essa alta pode dificultar o acesso do país a financiamentos internacionais e encarecer o custo da dívida. Paralelamente, o mercado cambial mostra volatilidade, com o dólar blue operando entre 1.535 e 1.555 pesos, e o peso no mercado atacadista recuando para a faixa de 1.501 a 1.510. A chegada da missão do FMI na próxima segunda-feira é vista como um momento crucial para entender os próximos passos da política econômica do país, conforme o Campo Grande NEWS checou.
Chile em Feriado Prolongado e UF em Alta
O Chile inicia hoje o primeiro de dois feriados prolongados, as Fiestas Patrias. Durante este período, bancos, cartórios e escritórios públicos estarão fechados. Supermercados e shoppings também não operarão em decorrência da lei de feriados irrenunciáveis. Apesar do fechamento dos mercados, a Unidade de Fomento (UF), um indexador financeiro utilizado no país, continua a se revalorizar, atingindo 40.959,07 pesos chilenos, o equivalente a aproximadamente US$ 42,90. Isso significa que aluguéis e depósitos indexados à UF continuarão a ter seus valores atualizados diariamente.
A paralisação das atividades comerciais e financeiras é uma tradição durante as Fiestas Patrias. No entanto, serviços essenciais como restaurantes, cinemas, postos de gasolina e farmácias de plantão permanecerão em funcionamento. As tradicionais fondas em Santiago também estarão abertas durante todo o fim de semana. O Campo Grande NEWS aponta que a obrigação de hastear a bandeira nacional é mandatória em ambos os dias de feriado.
México e Colômbia: Simulados e Desvalorização Cambial
No México, o peso fixou-se em 17,1872. O país se prepara para o Simulacro Nacional, um exercício de simulação de terremoto que ocorrerá amanhã ao meio-dia. A iniciativa visa testar os planos de emergência e a resposta da população a desastres naturais. Espera-se que haja breves interrupções nas ruas e escritórios durante o simulado.
Já na Colômbia, a Taxa Representativa do Mercado (TRM) subiu para 3.151,73 pesos colombianos, configurando a desvalorização mais expressiva da semana. Um milhão de dólares agora equivale a aproximadamente 3.151.730.000 pesos colombianos. A moeda tem apresentado fraqueza, e o Banco Central colombiano divulgará uma nova taxa de câmbio ainda hoje. O Campo Grande NEWS destaca que a TRM em vigor hoje é a mais fraca da semana, refletindo a tendência de desvalorização do peso colombiano.
Moedas da América Latina: Um Panorama
O real brasileiro mantém-se estável após a decisão do Copom sobre a taxa Selic, que permanece em 13,75%. A taxa de câmbio PTAX abriu em 5,1515 / 5,1521. No Chile, com os mercados fechados, o dólar observado manteve-se em 954,85 pesos chilenos, enquanto a UF continua sua trajetória de alta.
A Argentina busca estabilizar sua economia em meio a indicadores de contração e aumento do desemprego. O país aguarda a missão do FMI para definir os próximos passos. O México foca na preparação para o simulado nacional, enquanto a Colômbia lida com a desvalorização de sua moeda. O cenário geral na América Latina aponta para uma semana de atenção a indicadores econômicos e eventos de segurança.


