Adriane Lopes obtém medida protetiva contra pré-candidato após perseguição com drones

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), conquistou na Justiça uma medida protetiva de urgência contra Bruno Ortiz Barbosa. O indivíduo, que se apresenta como “fiscalizador” e pré-candidato para 2026, tem sido crítico à gestão municipal e, segundo a prefeita, chegou a usar drones para sobrevoar sua residência, causando temor em sua família. A decisão visa garantir a segurança da gestora e coibir o assédio.

Medida protetiva contra pré-candidato após perseguição

A decisão, concedida pelo Plantão Judicial da Comarca de Campo Grande na última quarta-feira (10), atende a um pedido do Ministério Público Estadual. O juiz Marcio Alexandre Wust determinou que Bruno Ortiz Barbosa mantenha distância mínima de 100 metros da prefeita Adriane Lopes, além de proibi-lo de frequentar a Prefeitura e eventos públicos onde ela esteja presente. O descumprimento da ordem judicial pode levar à prisão preventiva do pré-candidato.

Violência política e familiar motivam decisão judicial

Em declarações ao Campo Grande News, Adriane Lopes relatou que vem sofrendo perseguições há cerca de dois anos, com ataques frequentes através de vídeos, injúrias e difamação. A situação se agravou com o uso de drones, que sobrevoavam sua casa, causando síndrome do pânico em sua mãe. A prefeita afirmou que buscará as últimas consequências criminais contra o indivíduo, conforme noticiado pelo portal.

Inicialmente, Adriane Lopes relutou em buscar medidas judiciais, acreditando que os ataques se limitavam ao campo da disputa política. Contudo, as ações de Bruno Ortiz Barbosa passaram a invadir sua esfera pessoal e familiar, motivando o pedido de proteção. O uso de drones para registrar imagens de sua residência e de seus familiares foi um dos principais fatores que levaram à decisão, configurando uma situação de intimidação e perseguição, como aponta o Campo Grande News.

Restrições e consequências para o descumprimento

Além da proibição de proximidade, a medida protetiva imposta a Bruno Ortiz Barbosa veda qualquer tipo de contato com a prefeita, seus familiares e testemunhas, por telefone, mensagens, e-mail ou outros meios de comunicação. O magistrado enfatizou que a concessão da medida visa prevenir danos graves e de difícil reparação, e as restrições permanecerão em vigor até a resolução do processo criminal principal. O Campo Grande News acompanhou os desdobramentos do caso.

O juiz Marcio Alexandre Wust baseou sua decisão na Lei Maria da Penha, reconhecendo a existência de violência doméstica e familiar contra a prefeita. A proibição de frequentar a Prefeitura e eventos públicos em que Adriane Lopes esteja presente reforça o caráter de proteção à gestora. A advertência sobre a possibilidade de prisão preventiva em caso de descumprimento sinaliza a seriedade da medida judicial.

Até o momento, não há manifestação pública de Bruno Ortiz Barbosa sobre a decisão judicial. Ambas as partes, a vítima e o investigado, serão formalmente notificados do conteúdo da determinação. A prefeita Adriane Lopes reafirmou seu compromisso em levar o caso até as últimas instâncias, buscando justiça e o fim da perseguição que, segundo ela, afeta não apenas sua vida pública, mas também sua tranquilidade familiar.

A situação expõe a escalada da violência política e de gênero no Brasil, onde críticas e oposição podem ultrapassar os limites do debate democrático e se transformar em assédio e perseguição. A rápida atuação da Justiça, neste caso, demonstra a importância de mecanismos de proteção para vítimas de tais condutas, garantindo o direito à segurança e à integridade. O Campo Grande News continuará acompanhando o desenrolar deste importante caso.