O Índice de Preços Seletivo (IPSA) da bolsa de Santiago, no Chile, não operou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, devido à celebração do Dia da Marinha, um feriado nacional importante no país. Com isso, o índice manteve o fechamento de quarta-feira em 10.599,69 pontos, valor que representou uma recuperação de 2,40% após uma perda anterior motivada por dados fracos do PIB do primeiro trimestre. O mercado chileno retorna nesta sexta-feira em um cenário regional disperso, com o preço do cobre cotado próximo a US$ 4,50 por libra servindo como principal referência.
Mercado chileno em pausa: IPSA aguarda nova direção
A bolsa de Santiago permaneceu fechada na quinta-feira, 21 de maio, em observância ao Dia da Marinha. Sem negociações, o índice IPSA não teve variação e manteve o patamar de 10.599,69 pontos. Este valor é o resultado de um forte avanço de 2,40% registrado na quarta-feira, que foi suficiente para reverter as perdas decorrentes da divulgação de um Produto Interno Bruto (PIB) abaixo das expectativas para o primeiro trimestre. A notícia, divulgada pelo Campo Grande NEWS, indica que o índice se encontra em uma zona intermediária, aguardando os próximos movimentos do mercado.
O cenário técnico para a reabertura do IPSA apresenta um quadro misto. O fechamento de 10.599,69 pontos está posicionado abaixo da média móvel de 50 dias (50-DMA), que se encontra em 10.742,77 pontos, mas acima da linha Kijun, um indicador de análise técnica, que está em torno de 10.535,57 pontos. A média móvel de 200 dias (200-DMA), vista como um piso estrutural, está em 10.087,74 pontos. O Índice de Força Relativa (RSI) está abaixo da linha média, com leituras de 45,99 (rápida) e 42,67 (lenta), enquanto o Moving Average Convergence Divergence (MACD) apresenta um histograma marginalmente negativo em -41,82, indicando consolidação em vez de uma tendência clara, conforme checou o Campo Grande NEWS.
O IPSA retoma suas operações nesta sexta-feira em meio a uma fita regional heterogênea. Enquanto a bolsa argentina registrou uma alta de 3,19%, o mercado mexicano apresentou leve queda, o brasileiro consolidou seus ganhos e o colombiano mostrou recuperação. A commodity cobre, negociada perto de US$ 4,50 por libra, atua como um âncora para a economia chilena. Adicionalmente, a expectativa de um corte na taxa básica de juros pelo Banco Central do Chile (BCCh) para aproximadamente 4,25% em junho, juntamente com uma projeção de crescimento de 14% no lucro por ação (EPS), reforçam a tendência de alta impulsionada pela agenda pró-mercado do governo Kast, segundo informações do Campo Grande NEWS.
Feriado nacional paralisa a bolsa chilena
Na quinta-feira, 21 de maio, o Chile celebrou o Dia da Marinha, uma das datas comemorativas de maior relevância nacional. Instituições financeiras, escolas e órgãos governamentais, incluindo a bolsa de valores de Santiago, suspenderam suas atividades. A ausência de negociações na quinta-feira fez com que o IPSA mantivesse inalterado o seu fechamento de 10.599,69 pontos, registrado na quarta-feira. Esse valor, por sua vez, havia recuperado as perdas causadas pela divulgação de um desempenho fraco do PIB no primeiro trimestre, posicionando o índice em uma faixa intermediária antes da pausa para o feriado.
Mercado internacional fragmentado durante o fechamento
Enquanto o mercado chileno estava inativo, o cenário nas bolsas regionais apresentou divergências significativas. A Argentina se destacou com uma valorização de 3,19%, liderando os ganhos. O México, por outro lado, registrou uma queda de 0,74%, enquanto o Brasil manteve uma performance consolidada e a Colômbia apresentou uma recuperação. O alívio observado nos mercados globais na quarta-feira, impulsionado por notícias relacionadas ao Irã, perdeu força, deixando um vácuo de direção clara para o mercado chileno seguir na reabertura. O preço do cobre, próximo a US$ 4,50 por libra, surge como o principal indicador externo, com sua trajetória exercendo influência direta sobre o peso chileno e o índice IPSA.
Análise técnica e perspectivas para a reabertura
Com a ausência de uma sessão de negociação na quinta-feira, a análise para a reabertura do IPSA na sexta-feira se concentra na sua posição atual. O índice pausou em uma zona intermediária, com o fechamento de 10.599,69 pontos. Ele se encontra abaixo da resistência técnica representada pela 50-DMA (10.742,77 pontos), que precisa ser superada para a retomada da tendência de alta. Ao mesmo tempo, o índice está acima da linha Kijun (próxima a 10.535,57 pontos), que tem atuado como suporte em quedas recentes. Essa consolidação foi simplesmente estendida pelo feriado.
A reabertura do IPSA nesta sexta-feira não conta com catalisadores domésticos específicos, o que significa que o índice provavelmente seguirá as tendências observadas no preço do cobre e no desempenho dos mercados globais acumulado durante o período de fechamento. O cenário estrutural para a economia chilena permanece favorável: o cobre próximo a US$ 4,50 por libra sustenta os termos de troca, a expectativa de corte na taxa de juros do BCCh para cerca de 4,25% em junho oferece suporte às avaliações de ativos, a projeção de crescimento de 14% no EPS fundamenta os lucos das empresas e a agenda econômica do governo Kast molda a tendência de alta. A superação da 50-DMA é vista como o gatilho técnico para a continuação desse movimento ascendente.
O IPSA retorna às negociações mantendo o fechamento de quarta-feira em 10.599,69 pontos, sem registro de operações na quinta-feira. A resistência imediata se localiza na 50-DMA, próxima a 10.742,77 pontos, seguida pela faixa de 10.803,89 pontos. Como suporte, a linha Kijun em torno de 10.535,57 pontos precede o piso estrutural da 200-DMA em 10.087,74 pontos. O RSI (45,99/42,67) abaixo da linha média e o MACD histograma negativo (-41,82) reforçam a leitura de consolidação, indicando que o feriado apenas pausou o movimento de mercado, sem resolver a tendência.
Resistências: 10.742,77 (50-DMA) → 10.752,79 → 10.803,89.
Suportes: 10.535,57 (Kijun) → 10.272,50 → 10.087,74 (200-DMA).
A invalidação desse cenário de consolidação ocorrerá com um fechamento na sexta-feira abaixo da linha Kijun (10.535,57 pontos), o que reabriria o caminho para a faixa inferior do mercado. O IPSA retoma suas atividades sem um catalisador doméstico, voltando suas atenções para o comportamento do cobre e para o desempenho dos mercados globais acumulado durante o período de fechamento.
Próximos passos para o IPSA: foco na 50-DMA e no cobre
A recuperação da marca de 10.742,77 pontos, representada pela 50-DMA, é o gatilho técnico fundamental para a retomada da tendência de alta do IPSA. Caso contrário, o índice tende a permanecer em uma faixa de negociação lateral, acima do suporte da Kijun. O cobre a US$ 4,50 por libra continua sendo a variável externa de maior peso. Uma variação de 1% no preço do metal impacta o peso chileno em cerca de 0,3% a 0,4%, influenciando diretamente o índice, que é fortemente composto por empresas do setor de mineração.
A expectativa de um corte na taxa de juros para cerca de 4,25% em junho pelo Banco Central do Chile (BCCh) é um fator positivo que suporta as avaliações de mercado e a trajetória de desinflação esperada sob a agenda do governo. Esses elementos, combinados com o desempenho do cobre e o crescimento projetado de 14% no EPS, formam a base para a continuidade da tendência de alta do mercado chileno, conforme destacado pelo Campo Grande NEWS.
Por que não houve sessão no Chile na quinta-feira?
21 de maio é o Dia da Marinha, que comemora a Batalha de Iquique em 1879. Bancos, escolas e a bolsa de Santiago fecham suas portas. Não houve sessão do IPSA, e o índice manteve o fechamento de quarta-feira em 10.599,69 pontos. Foi um comunicado pré-abertura, não um relatório de sessão.
O que o IPSA

