As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul prometem um reencontro com figuras políticas que marcaram décadas de história no estado. Uma geração de veteranos, com trajetórias extensas e reconhecidas pelo eleitorado, decidiu encarar novamente o desafio das urnas. Nomes como o ex-governador André Puccinelli, Edson Giroto, Delcídio do Amaral, Jerson Domingos e Mauricio Picarelli estão entre os que dispensam apresentações e buscam reconquistar a confiança do público.
A disputa eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul se desenha com um retorno expressivo de políticos com longa história no estado. Figuras conhecidas há décadas, como o ex-governador André Puccinelli, Edson Giroto, Delcídio do Amaral, Jerson Domingos e Mauricio Picarelli, estão entre os que decidiram testar novamente sua força nas urnas. Essa volta de nomes já consolidados levanta questionamentos sobre a memória eleitoral e a fidelidade do eleitorado aos seus antigos representantes, conforme apurou o Campo Grande NEWS.
O cenário político sul-mato-grossense para 2026 se destaca pelo retorno de personalidades que já ocuparam cargos de destaque e agora buscam se reinventar ou retomar suas carreiras. A presença desses veteranos promete agitar o debate público e testar a lealdade dos eleitores que acompanham a política estadual há muitos anos. Acompanhe os detalhes dessa movimentação.
Puccinelli mira Assembleia Legislativa aos 78 anos
Um dos retornos de maior peso é o do ex-governador André Puccinelli (MDB). Aos 78 anos, ele agora almeja uma vaga na Assembleia Legislativa, registrando sua candidatura a deputado estadual no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Puccinelli, que governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos, tentou o retorno ao Executivo estadual em 2022, obtendo cerca de 247 mil votos, mas ficou em terceiro lugar. Agora, optou pela disputa proporcional.
Jerson Domingos retorna à política após passagem pelo TCE
Outro nome que volta ao cenário eleitoral é Jerson Domingos (União Brasil). Ele foi deputado estadual pela última vez em 2010, quando obteve 38.204 votos. Em 2015, deixou a atividade parlamentar para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), chegando à presidência da Corte em 2023 e aposentando-se no ano passado. Aos 75 anos, Domingos, que declarou ser produtor agropecuário, concorre novamente a deputado estadual.
Edson Giroto e Mauricio Picarelli buscam vaga na Câmara Federal
Para a Câmara dos Deputados, um dos nomes que reaparecem é o de Edson Giroto (PL). O engenheiro não disputa uma eleição desde 2012, quando concorreu à prefeitura de Campo Grande. Em 2010, Giroto alcançou seu maior êxito eleitoral ao ser o candidato a deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 147,3 mil votos. Após a disputa pela prefeitura, seu nome esteve envolvido em investigações e processos.
Mauricio Picarelli (PRD), conhecido por sua longa atuação na televisão, também concorre a deputado federal. Aos 79 anos, ele busca transformar sua exposição pública, construída ao longo de décadas, inclusive como apresentador do programa “O Povo na TV”, em votos. Picarelli já foi deputado estadual e, mais recentemente, concorreu a vereador em Campo Grande em 2024, ficando na suplência.
Delcídio do Amaral tenta o Governo do Estado mais uma vez
A lista de retornos inclui Delcídio do Amaral (PRD), que mais uma vez busca o Governo de Mato Grosso do Sul. Sua primeira candidatura ao governo foi em 2006. Quatro anos depois, conquistou uma vaga no Senado com 826.848 votos. Desde então, enfrentou dificuldades para se eleger, tendo concorrido ao governo em 2014, ao Senado em 2018, a deputado federal em 2022 e à prefeitura de Corumbá em 2024.
Novos caminhos e retornos surpreendentes
Enquanto alguns políticos retornam após longos períodos afastados das urnas, Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida Amaral (Avante), mantém uma presença recorrente em eleições estaduais e municipais, alternando candidaturas a deputada e vereadora. Seu último mandato foi como vereadora de Campo Grande em 2016.
Um caso peculiar é o de Marco Aurélio Santullo (PP). Após mais de quatro décadas atuando nos bastidores da política, ele estreia como candidato aos 65 anos, concorrendo como “Santullo da Tereza”, em referência à senadora Tereza Cristina, de quem é aliado. Sua trajetória inclui passagens pelo serviço público federal e estadual, além da articulação de campanhas eleitorais.
Outro nome que resgata uma eleição passada é Gilda Maria Gomes dos Santos, a Dona Gilda (PT). Aos 69 anos, ela é candidata a vice-governadora na chapa de Fábio Trad. Sua experiência eleitoral anterior remonta a 2010, quando foi suplente na candidatura de Dagoberto Nogueira ao Senado. A volta desses veteranos ao cenário eleitoral, conforme analisado pelo Campo Grande NEWS, promete um embate interessante, onde a memória afetiva e a fidelidade partidária serão cruciais.
A análise detalhada dessas candidaturas e seus históricos eleitorais pode ser encontrada em reportagens aprofundadas. O Campo Grande NEWS segue acompanhando de perto os desdobramentos dessa movimentação política que definirá os rumos de Mato Grosso do Sul nos próximos anos.

