UPA Coronel Antonino lotada: pacientes sofrem com espera de 3 horas

A tarde desta terça-feira (26) foi de **longas esperas e apreensão** na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, em Campo Grande. Pacientes e seus acompanhantes enfrentaram **tempos de espera que chegaram a três horas**, em meio a um cenário de superlotação, com aglomeração de pessoas tanto no interior quanto na área externa da unidade.

UPA Coronel Antonino registra superlotação e revolta de pacientes

A situação caótica na UPA Coronel Antonino, em Campo Grande, expôs a fragilidade do atendimento de saúde na região. Pacientes relataram **dias de espera e falta de informação**, enquanto a unidade de pronto atendimento se via tomada por um fluxo de pessoas que superava a capacidade de acolhimento. A reportagem do Campo Grande NEWS buscou contato com a Prefeitura Municipal para entender as causas do problema e as medidas que seriam tomadas, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

O fluxo intenso de pacientes na UPA Coronel Antonino gerou um clima de insatisfação e preocupação. Relatos de quem precisou do serviço descrevem um cenário de **descaso e falta de estrutura**, onde a prioridade parece ser deixada de lado em detrimento da quantidade de pessoas na fila. A situação levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos e a capacidade de resposta do sistema de saúde local diante de demandas crescentes.

A demora no atendimento, que em alguns casos ultrapassou as três horas, gerou revolta e desespero. Pessoas com quadros de saúde que exigiam atenção imediata viram-se **reféns de um sistema sobrecarregado**, sem previsões claras de quando seriam atendidas. O Campo Grande NEWS acompanhou de perto a situação, ouvindo testemunhas e buscando respostas para um problema que afeta diretamente a população.

Relatos de desespero marcam o dia na UPA

Celina Vargas, técnica de enfermagem de 52 anos, acompanhava a filha de 22 anos, que apresentava sintomas de virose. Ela contou ao Campo Grande NEWS que chegou à unidade às 10h30 e, por volta das 13h30, ainda aguardava atendimento. “Tem várias pessoas esperando. O caso é da minha filha, está ruim, creio que é virose”, relatou, visivelmente preocupada.

Celina criticou a organização e a falta de médicos. “Triagem chama rápido, deveria fazer direto o que tem que fazer. Isso é um absurdo. Diz que tem quatro médicos, mas é mentira, não tem. Eles ficam de um lado para o outro e não fazem nada”, desabafou, evidenciando a **frustração com a lentidão do serviço**.

Outro caso que ilustra a gravidade da situação foi o de Patrícia Morais, 45 anos, dona de casa. Ela acompanhava o marido, que sofria de falta de ar e havia chegado a desmaiar. Chegou à UPA às 10h, mas decidiu ir embora às 14h, sem ter recebido atendimento. “Eles não falam nada, infelizmente tem que esperar. Está lotado. Já passei pela triagem faz duas horas. Tem muita gente aqui dentro, está lotado, e lá fora também tem gente”, descreveu.

Prefeitura alega priorização por risco, mas espera é longa

Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Grande informou que as unidades de saúde operam sob o **protocolo de classificação de risco**, o que significa que os atendimentos são priorizados com base na gravidade de cada caso. “O que pode influenciar o tempo de espera conforme a demanda do momento”, explicou o comunicado.

A administração municipal também disponibiliza um link para que a população possa acompanhar, em tempo real, o quantitativo de profissionais em plantão e o tempo médio de espera nas unidades. Essa medida visa, segundo a prefeitura, promover maior transparência no atendimento.

Aglomeração e falta de espaço: o retrato da UPA lotada

As imagens e relatos que chegaram à reportagem retratam uma **unidade em colapso**. Pacientes e acompanhantes se espalhavam pelas áreas interna e externa da UPA Coronel Antonino, em busca de um espaço para aguardar o atendimento. A aglomeração aumentava a preocupação com a possibilidade de contágio de doenças, especialmente em um momento em que sintomas gripais são recorrentes.

A falta de estrutura e a demora no atendimento criaram um ambiente de **tensão e incerteza**. Muitos pacientes, diante da longa espera e da aparente falta de soluções, optaram por desistir e procurar outras alternativas, mesmo que isso significasse um risco adicional à saúde. A situação na UPA Coronel Antonino é um reflexo de desafios maiores no sistema de saúde público.

O caso foi trazido à tona por um leitor que utilizou o canal “Direto das Ruas” para relatar a situação. Essa ferramenta do Campo Grande NEWS tem sido fundamental para dar voz à comunidade e expor problemas que afetam o cotidiano dos moradores.