A primeira fase da revitalização do Temple Yard, um histórico centro de artesãos em Bridgetown, Barbados, tem conclusão prevista para antes do Dia da Independência, celebrado em 30 de novembro. A promessa foi feita pelo Ministro da Habitação, Chris Gibbs, em entrevista ao Barbados Today na última terça-feira, 29 de setembro. A notícia traz um sopro de esperança para os cerca de dois dúzias de artesãos, muitos ligados à comunidade Rastafári, que aguardam ansiosamente o retorno ao local após a conclusão das obras.
O projeto, que visa revitalizar o centro de Bridgetown e resgatar a atmosfera vibrante do Temple Yard, enfrenta um cronograma apertado, mas o Ministro Gibbs demonstrou otimismo. A expectativa é que, com a conclusão desta primeira etapa, as tradicionais barracas de couro, artesanato e alimentos voltem a ocupar o espaço em Cheapside, possivelmente a tempo da temporada de festas. Conforme informação divulgada pelo Barbados Today, a fase inicial concentra-se em realojar os antigos inquilinos, mantendo a essência do local.
O Temple Yard, localizado em Cheapside, no coração de Bridgetown, há muito tempo é um ponto de encontro cultural e comercial, especialmente para a comunidade Rastafári, conhecida por seus trabalhos em couro, artesanato e culinária. Ao longo dos anos, muitas das estruturas apresentavam sinais de deterioração, o que motivou o anúncio da revitalização pela Primeira-Ministra Mia Mottley em 2019. Na ocasião, Mottley expressou o desejo de “remover toda a mancha de discriminação contra os barbadenses”, com um foco especial na comunidade Rastafári.
O trabalho de reconstrução só teve início após a realocação temporária dos artesãos em dezembro de 2024. Segundo a Barbados Tourism Investment Inc. (BTI), empresa estatal responsável pela gestão do projeto, uma pesquisa indicou a presença de aproximadamente 24 artesãos legítimos no local. Cerca de 15 deles foram transferidos para o centro de artesanato Pelican, conforme relatado pelo Barbados Today em janeiro de 2025.
Expectativas e Atrasos Anteriores
O Ministro Gibbs informou que o canteiro de obras está passando por verificações finais de qualidade e “snagging”, termo utilizado pelos construtores para descrever o processo de correção de pequenos defeitos antes da entrega. Ele assegurou que a fase um do projeto “corresponde quase a 100%” ao espaço que os artesãos ocupavam anteriormente. No entanto, uma data concreta para a conclusão da segunda fase, que prevê a ampliação do espaço para acomodar novos artesãos e lojas criativas, ainda não foi definida.
O Barbados Today também noticiou que não há uma data estabelecida para a reocupação do espaço pelos artesãos, gerando apreensão entre os comerciantes. Essa incerteza contrasta com metas anteriores que já haviam sido adiadas. Em janeiro de 2026, uma porta-voz da BTI havia informado ao Barbados Today que a fase um seria concluída até o final daquele mês, com a fase dois tendo uma duração de quatro a cinco meses, prevendo a finalização completa do projeto na primeira metade de 2026. Naquela ocasião, a expectativa era de quase 40 artesãos atuando no local.
Impacto nos Comerciantes e a Busca por Espaço Criativo
Comerciantes que foram realocados temporariamente para o centro de artesanato Pelican relataram uma queda significativa nas vendas, uma vez que os clientes tiveram dificuldade em encontrá-los. Para eles, a agilidade na retomada das atividades no Temple Yard é crucial e mais importante do que a data oficial de conclusão das obras. O retorno ao seu local de origem representa a esperança de recuperação econômica e a volta à visibilidade.
O projeto Temple Yard está inserido em um plano nacional mais amplo para a criação de espaços permanentes para artistas e microempresas em Barbados. Na mesma sessão da Câmara da Assembleia, foi aprovado o arrendamento de 25 anos para a tão esperada Galeria Nacional de Arte. O espaço cultural ocupará o Bloco A em The Garrison, um sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO, com aproximadamente 4.000 metros quadrados de terreno e edificações. O aluguel simbólico anual é de Bds$6.000, o equivalente a cerca de US$3.000, considerando a taxa de câmbio fixa de dois dólares de Barbados por um dólar americano.
O que ainda não se sabe
Apesar do otimismo em relação à fase um, o governo ainda não divulgou informações cruciais para os artesãos, como a data exata da entrega das chaves, os valores das taxas de ocupação ou os critérios de alocação dos estandes. Anteriormente, um grupo de vendedores havia solicitado garantias por escrito de prioridade na escolha de seus espaços. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o cronograma anunciado pelo ministro foi divulgado apenas pelo Barbados Today e ainda não foi confirmado de forma independente. Assim, um cronograma oficial para a segunda fase permanece indisponível, mantendo uma dose de incerteza para o futuro completo do empreendimento.
Para mais informações sobre a ilha, consulte “Barbados Explained: The Island, the Economy, the Republic and What to Watch”. Para aqueles que consideram uma estadia mais longa, “Moving to Barbados: Visas, Costs, Work Permits and Daily Life” oferece detalhes relevantes. A revitalização do Temple Yard é um passo importante para a economia criativa de Barbados, e a comunidade aguarda ansiosamente os próximos desdobramentos.


