Ventos fortes deixam rastro de destruição
Uma ventania avassaladora atingiu o Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (29), mergulhando a cidade e a Região Metropolitana em um cenário de caos. Com quedas de árvores, blecautes em massa e a paralisação de serviços essenciais de transporte, os moradores enfrentaram horas de transtornos e apreensão. O fenômeno, intensificado pela chegada de uma frente fria, levou o município a entrar em estágio 2 de alerta, indicando alto risco de ocorrências graves.
O impacto foi sentido em todas as regiões. Estruturas foram danificadas, voos foram cancelados e a rotina de milhões de pessoas foi subitamente alterada. Infelizmente, a força dos ventos também resultou em tragédias, com a confirmação de duas mortes após a queda de um muro em Santa Teresa. O Corpo de Bombeiros foi acionado para centenas de ocorrências, refletindo a dimensão dos estragos causados pelo evento climático.
As autoridades emitiram alertas e pediram para a população redobrar os cuidados, evitando deslocamentos desnecessários. A concessionária de energia Light informou que os apagões foram decorrentes de uma falha externa, e equipes trabalham para normalizar a situação. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, bairros de todas as zonas da cidade, além de Niterói e São Gonçalo, foram severamente afetados.
Quedas de árvores e estruturas danificadas
Os ventos, que chegaram com força surpreendente, causaram danos estruturais por toda a parte. Em Campo Grande, na Zona Oeste, lojistas precisaram fechar as portas mais cedo e árvores foram arrancadas em vias importantes, como a Rua Artur Rios e a Estrada do Monteiro. O cenário se repetiu em outros pontos, como no Andaraí, na Zona Norte, e na Avenida das Américas. Uma das árvores atingiu uma viatura da Polícia Civil em frente à 37ª DP, na Ilha do Governador, evidenciando o perigo.
A força da ventania foi tamanha que arrancou o teto de postos de gasolina na Estrada Rio-São Paulo, em Campo Grande, e em Itaipu, Niterói. Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram a violência do fenômeno, com um pedestre sendo derrubado em Copacabana e bicicletas sendo arrastadas pela via. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram registradas 185 ocorrências relacionadas ao temporal, incluindo 93 cortes de árvores e 5 desabamentos.
Apagão e caos no transporte público
A ventania provocou uma falha generalizada no fornecimento de energia, afetando diretamente o sistema de transporte público. A TrensRJ informou a interrupção da circulação em todos os ramais por questões de segurança. Da mesma forma, o MetrôRio teve sua operação paralisada nas linhas 1, 2 e 4, gerando longas filas e transtornos para quem voltava para casa. O serviço começou a ser normalizado gradualmente após o restabelecimento da energia em alguns pontos.
Bairros como Laranjeiras, Ilha do Governador, Vila Isabel, Sulacap e Inhoaíba, além de cidades como Niterói e Itaguaí, ficaram às escuras. O Campo Grande NEWS verificou que a Light, concessionária responsável, atribuiu o problema a uma falha externa ao seu sistema. O prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais para alertar a população: “Aqueles que puderem, por favor, evitar deslocamentos que não sejam essenciais”.
Aeroportos paralisados e voos cancelados
O transporte aéreo também sofreu forte impacto. O Aeroporto Santos Dumont suspendeu suas operações por quase duas horas, entre 16h52 e 18h56, para limpeza de detritos na pista. A paralisação resultou em sete voos cancelados e outros nove desviados para outros aeroportos. Durante o apagão, geradores foram acionados para manter o funcionamento mínimo do terminal.
No Aeroporto Internacional do Galeão (RIOgaleão), as condições meteorológicas adversas levaram ao desvio de quatro voos que tinham o Rio como destino. O Campo Grande NEWS constatou que a situação nos aeroportos contribuiu para o cenário de transtorno generalizado, afetando passageiros que chegavam e partiam da cidade durante o pico da ventania.


