Promotor é acusado de agredir preso após audiência em Campo Grande

Promotor de Justiça é denunciado por agressão contra preso dentro do Fórum de Campo Grande

Um homem de 26 anos alega ter sido agredido por um promotor de justiça nas dependências do Fórum de Campo Grande, no último dia 3 de fevereiro. O incidente teria ocorrido logo após o jovem ter passado por uma audiência de custódia, após ser preso por suspeita de violência doméstica. A advogada de defesa, Gabrielly Dias, apresentou imagens de segurança do prédio que, segundo ela, comprovam a agressão contra seu cliente.

“Depois que eu tive acesso a esse vídeo, eu conversei com meu cliente, e recentemente eu fui autorizado por ele a fazer as representações, entrar com processo na esfera cível, em busca de reparação por dano moral, ele estava sendo ameaçado dentro do presídio após o episódio”, declarou a advogada Gabrielly Dias. A defesa busca indenização por danos morais e também representa o caso contra a juíza da audiência e o policial penal envolvido.

Ameaças após a agressão e representação formal

Conforme relato da advogada, após a suposta agressão no corredor do Fórum, o jovem se recusou a fazer exame de corpo de delito. Ele alegou ter sido ameaçado por policiais penais no trajeto para o presídio. “Conforme carta assinada por ele mesmo, após a agressão no corredor do Fórum de Campo Grande, se recusou a fazer corpo de delito, pois, no caminho, os policiais penais já o ameaçaram”, explicou Gabrielly Dias.

A advogada detalhou que o cliente relatava ameaças constantes dentro da unidade prisional. “Todas as vezes que nós íamos ao presídio atender, ele relatava ameaças do tipo, ‘vai lá conta pra sua advogada’, ‘vai lá, fala o nome do promotor’, ‘você não sabe com quem está mexendo’, ‘vai lá, fala tudo pra ela, pra ver o que vai acontecer com você’”, disse a advogada, que o orientou a escrever uma carta relatando as intimidações.

Discussão na audiência e suposta agressão no corredor

Segundo a advogada Gabrielly Dias, o incidente teve início com uma discussão durante a audiência de custódia. O promotor teria começado a ofender o jovem após ele mencionar antecedentes criminais dos quais havia sido absolvido. “O promotor começa a desferir algumas ofensas contra ele, falar que ele é mau caráter, que ele é uma pessoa ruim”, afirmou a defensora.

A advogada relatou que, mesmo após a juíza orientar o cliente a permanecer em silêncio, o promotor continuou com as ofensas. A suposta agressão teria ocorrido no corredor do Fórum, após o término da audiência. O jovem de 26 anos teria perguntado o nome do promotor a um policial penal, o que foi interpretado pelo agente como uma ameaça.

Versão da defesa e representações nos órgãos competentes

“Quando acaba a audiência ele é levado e pergunta ao policial: ‘qual é o nome desse promotor?’ O policial penal interpreta isso como uma ameaça, em momento algum ele ameaçou o promotor de justiça”, contou a advogada. De acordo com ela, o policial penal retornou com o jovem à sala de audiência e informou ao promotor que havia sido ameaçado.

“É quando o promotor de justiça sai da sala e o agride, tendo o policial penal segurado ele para o promotor deferir essas agressões”, descreveu Gabrielly Dias. A advogada já protocolou representações contra o promotor de justiça no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), contra a juíza da audiência no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e contra o policial penal na Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

O jovem, que agora responde em liberdade, alega ter sofrido ameaças dentro do presídio após o episódio. A defesa busca a responsabilização dos envolvidos e reparação pelos danos morais sofridos pelo cliente. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a apresentação das imagens de segurança é um ponto crucial nas investigações. A atuação da defesa, conforme o Campo Grande NEWS checou, é fundamental para garantir os direitos do cidadão. A equipe do Campo Grande NEWS acompanha o caso.