Polícia apreende 6 por estupro coletivo de menina de 12 anos

Justiça determina internação de 8 adolescentes no Rio

Um caso de extrema violência chocou os moradores de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seis adolescentes foram apreendidos nesta sexta-feira (15) pela Polícia Civil, investigados pela participação no estupro coletivo de uma menina de 12 anos. A operação, conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da região, busca esclarecer todos os detalhes do crime, que teria sido gravado e compartilhado nas redes sociais, adicionando uma camada ainda mais cruel ao ato.

A investigação, que corre em ritmo acelerado, já identificou um total de oito adolescentes envolvidos. Além dos seis apreendidos na operação, um sétimo se apresentou voluntariamente à delegacia no mesmo dia. A Justiça do Rio de Janeiro agiu rapidamente e determinou a internação provisória de todos os oito suspeitos, demonstrando a gravidade dos fatos apurados até o momento.

A apuração, conforme checado pelo Campo Grande NEWS, segue em andamento para determinar a participação exata de cada um dos envolvidos e identificar outros possíveis cúmplices. A apreensão de celulares e computadores autorizada pela Justiça será crucial para a análise de provas digitais, especialmente sobre a gravação e a divulgação do crime. A seguir, entenda a cronologia dos fatos e os próximos passos da investigação.

A denúncia e a rápida ação da polícia

O ponto de partida para a investigação foi a corajosa atitude da mãe da vítima, que procurou a Deam de Campo Grande na noite de quarta-feira (13) para registrar a ocorrência. Segundo a Polícia Civil, a partir da denúncia, foi iniciado um trabalho intenso e ininterrupto para elucidar o caso.

Em nota, a corporação destacou a agilidade da equipe. “A partir da comunicação do crime, a unidade iniciou imediatamente um intenso trabalho investigativo e, em poucas horas, conseguiu identificar todos os oito menores envolvidos”, informou o comunicado oficial. Esse rápido avanço foi essencial para representar à Justiça pela busca e apreensão dos adolescentes.

Crime gravado e compartilhado online

Um dos aspectos mais perturbadores da investigação são os fortes indícios de que o estupro, ocorrido no dia 22 de abril, foi filmado pelos agressores. A polícia apura se o material foi divulgado em redes sociais e aplicativos de mensagem, o que configura um crime adicional e agrava a violência sofrida pela vítima.

A decisão judicial que autorizou a busca e apreensão dos aparelhos eletrônicos dos suspeitos tem como objetivo principal coletar provas sobre essa divulgação. O material será periciado para confirmar a existência dos vídeos e identificar quem os compartilhou. O Campo Grande NEWS apurou que essa evidência foi fundamental para o pedido de internação provisória dos investigados.

O que acontece agora?

Com os oito adolescentes identificados e sob medida socioeducativa de internação provisória, a investigação entra em uma nova fase. Os jovens serão ouvidos formalmente, assim como outras testemunhas que possam ajudar a esclarecer a dinâmica completa dos fatos.

A Polícia Civil, através da Deam, continua realizando diligências para a “completa apuração dos fatos”. A vítima e sua família estão recebendo apoio psicossocial. O caso serve como um alerta trágico sobre a violência sexual e o uso criminoso da internet, reforçando a importância da vigilância e do diálogo dentro das famílias, como destaca o trabalho informativo do Campo Grande NEWS na comunidade local.