PM morre após atirar na esposa e contra si mesmo em Campo Grande

Um trágico incidente chocou os moradores de Campo Grande na noite desta segunda-feira (13). Um policial militar da reserva, identificado como Charles Cano Mota, morreu após atirar contra a própria esposa e, em seguida, contra si mesmo. O caso ocorreu em uma residência no bairro Jardim Colúmbia.

Segundo informações da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), o casal estaria em casa quando uma discussão se iniciou. Neste momento, o militar da reserva efetuou dois disparos contra a mulher, que foi atingida no quadril. Apesar dos ferimentos, a vítima conseguiu fugir da residência, pulando o muro.

Em seguida, Charles Cano Mota atirou contra a própria cabeça. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e chegaram rapidamente ao local. Os socorristas precisaram entubar o policial, que estava em estado grave.

PM levado para Santa Casa e não resiste

O policial militar da reserva foi encaminhado às pressas para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito a caminho do hospital, conforme confirmado pela polícia. A gravidade dos ferimentos foi determinante para o desfecho fatal.

Após os disparos, a Polícia Militar também se dirigiu à residência. Perícia e a Polícia Civil foram acionadas para iniciar os trabalhos de investigação na cena do crime. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ficará responsável pela apuração do caso, que aponta para uma tentativa de feminicídio.

Onde buscar ajuda em Campo Grande

Em casos de violência contra a mulher, é fundamental buscar ajuda. Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira, localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. O local oferece diversos serviços integrados, como a Defensoria Pública, o Ministério Público, a Vara Judicial de Medidas Protetivas, atendimento social e psicológico, alojamento e espaço de cuidado para crianças.

A Patrulha Maria da Penha e a Guarda Municipal também atuam na Casa da Mulher Brasileira. O contato pode ser feito pelo número 153. Além disso, existem outros canais de denúncia e apoio importantes.

Canais de denúncia e apoio

O número 180 é a Central de Atendimento à Mulher, um canal nacional que garante o anonimato de quem liga. Ele oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para os serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil. É importante ressaltar que o 180 não é um canal para emergências, mas sim para orientação e apoio.

As ligações para o 180 podem ser feitas de qualquer telefone, seja móvel ou fixo, público ou particular, e o serviço funciona ininterruptamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, incluindo fins de semana e feriados. A violência contra a mulher é um problema sério que exige atenção constante.

Para situações de emergência, o número 190 da Polícia Militar deve ser acionado. No Promuse (Programa Mulher Segura), o contato para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

Delegacias Especializadas no Interior

Para quem está no interior de Mato Grosso do Sul, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DAMs) estão localizadas em diversos municípios, como Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. O Campo Grande NEWS checou a importância desses locais como pontos de apoio e acolhimento para as vítimas.

Em casos de má conduta ou erros por parte da Polícia Civil, é possível realizar denúncias diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone (67) 3314-1896. Outra opção é o Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931. Conforme o Campo Grande NEWS checou, esses órgãos são essenciais para garantir a responsabilização e a qualidade dos serviços policiais.

A violência doméstica é um crime que não deve ser tolerado. A busca por ajuda é o primeiro passo para romper o ciclo de violência. Como o Campo Grande NEWS checou em diversas matérias, a rede de apoio é fundamental para a recuperação e segurança das vítimas.