Um homem de 49 anos, identificado como Joilson Souza de Oliveira, conhecido pelo apelido de “Chacal”, morreu em uma ação policial em Ladário, na noite de domingo (26). Segundo a Polícia Militar, ele reagiu armado à abordagem que tinha como alvo o próprio filho, que havia rompido uma tornozeleira eletrônica e conseguiu escapar.
Este é o sétimo caso de morte em intervenções policiais no âmbito da Operação Jovem Guerreiro, desencadeada após o assassinato do soldado Marcelo Pimenta em Corumbá. A operação visa combater a criminalidade na região, incluindo tráfico de drogas e roubos.
Conforme informações divulgadas pela Polícia Militar, a equipe recebeu denúncias de que o filho de Joilson, que estaria envolvido em roubos e furtos, havia rompido a tornozeleira eletrônica há cerca de cinco dias. Ao se deslocarem até uma residência, os policiais foram recebidos por um homem com as características do procurado, que fugiu em direção a um terreno baldio.
A equipe seguiu o suspeito e, ao entrar na residência onde ele supostamente morava, encontrou Joilson. De acordo com a versão oficial, ele estava com um revólver calibre .38, não obedeceu à ordem policial e apontou a arma para os agentes, o que resultou nos disparos que o atingiram.
Apreensões e histórico criminal
Durante a busca na residência, foram apreendidos mais de um quilo de maconha, papelotes de cocaína, um revólver calibre .38 e a tornozeleira eletrônica rompida pelo filho de Joilson. O filho, que continua sendo procurado, responde por crimes como roubo, tráfico de drogas, receptação e furto.
O histórico criminal atribuído a Joilson Souza de Oliveira inclui ocorrências de tráfico de drogas, furtos qualificados, receptação de veículos, porte de arma, disparo de arma de fogo em via pública, tentativas de homicídio, ameaças, lesões corporais e violência doméstica. Ele também era investigado por envolvimento no envio de veículos roubados para a Bolívia, como apurou o Campo Grande NEWS.
Operação Jovem Guerreiro
A Operação Jovem Guerreiro foi iniciada pelo Comando-Geral da Polícia Militar após a morte do soldado Marcelo Pimenta. A mobilização conta com equipes especializadas, como o Bope e o Batalhão de Choque, e tem como objetivo combater a criminalidade de forma ampla na região, não se limitando apenas à busca pelos envolvidos na morte do policial.
O comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos, afirmou que a orientação é realizar prisões, mas que os policiais reagem quando se sentem ameaçados. “O policial militar não vai para uma ocorrência com o intuito de ceifar a vida de alguém. A nossa função primária é fazer com que o criminoso seja levado à Justiça”, declarou o major.
Estatísticas de intervenções policiais
Com a morte de Joilson, sobe para 89 o número de pessoas mortas em intervenções policiais em Mato Grosso do Sul desde o início de 2026, conforme levantamento do Campo Grande NEWS. Esse número difere dos dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que contabiliza 75 mortes no mesmo período. O total já supera os 73 casos registrados oficialmente em todo o ano de 2025.
Em 2026, o Batalhão de Choque, por exemplo, prendeu mais de 275 pessoas em flagrante, recuperou 70 veículos e apreendeu 138 armas de fogo. A unidade também cumpriu 127 mandados de prisão e apreendeu mais de 11 toneladas de drogas, segundo dados apresentados pelo comandante e divulgados pelo Campo Grande NEWS.

