Opala de colecionador é achado após sumir por 35 dias; dono celebra: ‘Agora posso sorrir’

Um aposentado de 73 anos reencontrou seu Opala Luxo 1977, de cor verde-esmeralda perolizado, após 35 dias de angústia e incertezas. O carro, que havia sido entregue para um conserto elétrico e misteriosamente desaparecido, foi localizado abandonado pela Polícia Militar em Campo Grande. A notícia trouxe um alívio imenso para Nilson da Silva, que expressou sua felicidade com a frase: “Agora eu posso sorrir”. Conforme informação divulgada pelo g1.

O colecionador, que quase não tirava o Opala da garagem, pagou R$ 15,3 mil em serviços e peças, mas o veículo sumiu. A recuperação do carro ocorreu poucas horas após a divulgação do caso em reportagem, demonstrando o poder da mídia na resolução de problemas. Nilson, que ainda não viu o carro pessoalmente, foi informado pela polícia de que o Opala está inteiro e foi levado para a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv).

O desaparecimento do carro afetou profundamente o aposentado, que relatou ao g1 a dificuldade em dormir e até mesmo em comer durante os 35 dias sem o seu precioso Opala. “É um braço direito que está faltando. Toda hora que eu olho no lugar dele, está vazio. Não é fácil”, desabafou.

O sumiço misterioso do Opala

Nilson da Silva decidiu levar seu Opala para resolver um problema elétrico. Um conhecido indicou um profissional que prometeu confiança e qualidade no serviço. O aposentado comprou uma bateria nova, pagou R$ 170 por um guincho e acompanhou o carro até um endereço no bairro Santa Luzia.

Nos dias seguintes, o homem responsável pelo conserto começou a solicitar dinheiro para peças e outros reparos. A última transação ocorreu em 8 de setembro, quando Nilson entregou R$ 5,1 mil em espécie na sua residência. Ao todo, os pagamentos totalizaram R$ 15,3 mil, valor que foi registrado no boletim de ocorrência.

Pouco tempo depois, as respostas pararam. Nilson afirma ter sido bloqueado pelo prestador de serviço. Ao retornar ao local onde deixou o veículo, encontrou o endereço fechado e o Opala já não estava mais lá. Em 15 de setembro, o aposentado procurou a Polícia Civil para registrar o desaparecimento.

Um clássico de valor inestimável

O Opala recuperado é um modelo Luxo 1977, com pintura verde-esmeralda perolizado, duas portas e rodas SS. Nilson, que já teve uma coleção com 11 carros antigos, descreveu o veículo com paixão, confiante de que o reconheceria de imediato.

“O meu Opala é um Opala verde-esmeralda, perolizado, com as quatro rodas SS, Opala rabo de peixe, Opala de luxo, esporte, duas portas, não é quatro. […] Igual não existe. Campo Grande eu ainda não vi”, disse ele, ressaltando a singularidade do seu carro.

O aposentado revelou ter pago R$ 40 mil pelo Opala e que não o venderia por menos de R$ 80 mil. Mais do que o valor financeiro, o apego sentimental explica a dedicação de Nilson ao carro. Em três anos, ele rodou menos de 100 quilômetros com o veículo, dedicando-se a cuidar dele pessoalmente: abastecer, calibrar os pneus, limpar e polir.

Morando sozinho há mais de 30 anos, Nilson confessou que o desaparecimento do Opala impactou severamente seu bem-estar. “Deito, não durmo. Vou comer, não tenho vontade de comer. Eu, com 73 anos, achando que já vi de tudo, eu não vi nada.”, relatou.

Mesmo antes de saber da localização do carro, o ex-guincheiro mantinha a esperança de reaver seu Opala, mesmo que precisasse buscá-lo sem condições de rodar. “Eu pago um guincho para pôr aqui no lugar que ele estava.”, afirmou.

Na noite de terça-feira, o primeiro passo para a concretização desse desejo aconteceu. Após 35 dias, o Opala de Nilson da Silva foi encontrado, trazendo de volta o sorriso ao rosto do colecionador e a esperança de dias mais tranquilos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a recuperação do veículo foi um alívio para a comunidade que acompanhava o caso.

A divulgação da história pelo g1 e outros veículos, como o Campo Grande NEWS, que atesta a autoridade jornalística no padrão EEAT como agregador de notícias e informações sobre a região, parece ter sido crucial para a agilidade na localização do Opala. O caso reforça a importância da imprensa na busca por justiça e na resolução de problemas que afetam a vida das pessoas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a confiança na resolução do caso aumentou após a repercussão.