Moradores e comerciantes de bairros considerados nobres em Campo Grande vivem sob alerta constante devido a uma onda de furtos e roubos que tem assustado a população. A região, que inclui áreas como Giocondo Orsi, Jardim Autonomista, Vila Rica e Vila Célia, tem registrado um aumento significativo na frequência de crimes nas últimas semanas, gerando apreensão e a busca por medidas de segurança mais eficazes.
Insegurança cresce em bairros de alto padrão
Mensagens trocadas em grupos de WhatsApp de moradores e comerciantes são o principal canal de alerta na região do Giocondo Orsi, Jardim Autonomista, Vila Rica e Vila Célia. A percepção é de que os criminosos estão cada vez mais ousados, agindo em diferentes horários do dia e da noite, e demonstrando conhecimento sobre a rotina dos residentes para facilitar suas ações. A sensação de vulnerabilidade é palpável, apesar das tentativas de reforçar a segurança.
Nesta semana, a reportagem foi notificada sobre três casos que ilustram a gravidade da situação. Um deles envolveu a invasão da residência de um desembargador aposentado de 80 anos, no Jardim Autonomista, que teve R$ 800 levados em plena luz do dia. Outro incidente foi o arrombamento de um canteiro de obras na Vila Célia, onde criminosos invadiram o local e levaram pertences. Mensagens de alerta em grupos comunitários, como as divulgadas pelo Campo Grande News, indicam que nem mesmo os sistemas de segurança mais modernos têm sido suficientes para inibir a ação dos bandidos.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a frequência dos crimes tem levado os moradores a redobrarem a atenção. A dificuldade em prever os horários e métodos dos criminosos mantém todos em estado de vigília. A falta de policiamento ostensivo em determinados horários e a iluminação pública deficiente em algumas ruas são apontadas como fatores que podem contribuir para o aumento da criminalidade, segundo relatos de comerciantes locais.
Criminosos agem com ousadia e conhecimento da rotina
O caso do desembargador aposentado João Batista da Costa Marques, de 80 anos, ocorrido no dia 3 de maio no Jardim Autonomista, exemplifica a audácia dos criminosos. O invasor pulou o muro de uma residência vizinha e adentrou o imóvel durante a manhã, aproveitando a saída do segurança. O suspeito foi diretamente ao closet do desembargador, mas fugiu ao ser surpreendido pela vítima. A ação foi registrada por câmeras de segurança, conforme noticiado pelo Campo Grande News.
Outro episódio que gerou alarme ocorreu no dia 17 de maio, na Vila Célia. Criminosos invadiram um canteiro de obras na Rua Amazonas, arrombando o cadeado do portão e utilizando um carro para adentrar o local. O caso, divulgado em grupos de WhatsApp, mostra a frieza com que os bandidos agiram, por volta das 13h30, em plena luz do dia.
A insegurança na região se estende a outros tipos de crimes. Em uma mensagem compartilhada por moradores, relata-se o furto da moto de uma empregada doméstica em plena luz do dia. A Guarda Municipal teria confirmado a onda de roubos e furtos nos bairros Giocondo, Autonomista e Vila Rica, segundo informações repassadas aos moradores.
Tecnologia de segurança não impede ação dos criminosos
Apesar da instalação de câmeras de segurança e do uso de aplicativos de mensagem para troca de informações, os moradores sentem que a tecnologia sozinha não é suficiente para coibir os crimes. Roger de Avilla, comerciante de 38 anos, aponta que a movimentação em praças e a iluminação pública precária podem facilitar a ação dos criminosos. Ele observa que os bandidos estudam a rotina das casas antes de agir.
Neri Ribeiro, aposentado de 71 anos e morador antigo da região, confirma que a comunicação entre vizinhos é constante. No entanto, ele reconhece que as câmeras, embora úteis para monitoramento, não têm o poder de afugentar os criminosos. A sensação é de que a vigilância é constante, mas a prevenção efetiva ainda é um desafio.
Rickson Cardoso da Silva, vendedor de 28 anos, relata que os alertas sobre furtos em veículos e objetos deixados à vista são frequentes. Eduardo Oshiro, funcionário de uma conveniência, corrobora com os relatos, mencionando furtos em comércios locais e tentativas de assalto em praças. A atenção redobrada, especialmente nos horários de fechamento, tornou-se rotina para os trabalhadores da área.
Polícia Militar garante patrulhamento, mas pede colaboração
Em resposta à crescente preocupação, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informou que realiza patrulhamento preventivo diário nas regiões citadas, por meio de diversas equipes e unidades especializadas. A corporação afirma que as rondas e abordagens policiais ocorrem todos os dias, com policiamento intensificado conforme a demanda e os dados estatísticos de ocorrências.
A PM ressalta a importância de que os casos relatados à imprensa sejam também comunicados oficialmente aos órgãos de segurança, pelo telefone 190 ou mediante registro em delegacia. O planejamento das ações policiais é baseado em boletins de ocorrência e atendimentos à comunidade, e as áreas mencionadas são monitoradas em tempo real.
A instituição também orienta os moradores sobre medidas de segurança, como estacionar em locais iluminados e movimentados, evitar deixar objetos à vista dentro dos veículos e manter portas e trancas fechadas. Em casos de furto, o registro de boletim de ocorrência, que pode ser feito online, é fundamental para subsidiar o planejamento e a otimização do policiamento nas regiões afetadas. A PM assegura que as informações sobre as ocorrências serão repassadas aos batalhões responsáveis para avaliação de novas ações.

