Militares e pastores somem das urnas em MS; veja o que mudou

O cenário eleitoral em Mato Grosso do Sul para as eleições deste ano apresenta uma mudança significativa: o número de militares e pastores concorrendo a cargos públicos sofreu uma queda acentuada em comparação com o pleito de 2022. A redução levanta questionamentos sobre os motivos por trás dessa diminuição e quais profissões têm ganhado mais representatividade no universo político do estado. Acompanhe os detalhes dessa transformação.

Queda expressiva de militares e religiosos nas eleições de MS

Em Mato Grosso do Sul, a participação de militares e pastores nas disputas eleitorais de 2024 registrou um declínio notável em relação a 2022. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam uma redução de 58% nas candidaturas de militares, que agora somam 14 registros para as vagas de deputado estadual, deputado federal e senador. No segmento religioso, a queda é ainda mais drástica, com um recuo de 80% nas candidaturas de pastores, restando apenas dois registros neste ano.

Militares buscam representatividade na Assembleia e Câmara

O número de militares concorrendo em Mato Grosso do Sul neste ano é de 14, englobando bombeiros, policiais e membros das Forças Armadas. Este quantitativo representa apenas 58% do total registrado em 2022, quando 24 representantes das forças de segurança, incluindo militares reformados, se apresentaram como candidatos. As candidaturas militares se concentram nas disputas pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados, com muitos ostentando suas patentes, como coronel, tenente, sargento e capitão, em seus nomes de urna. Exemplos disso são o candidato a deputado federal Capitão Roledo (PSDB) e Priscila Bombeira (Republicanos).

As chapas partidárias que contam com a presença de militares incluem o PL, PP, PSDB, Republicanos, Novo e DC. Na disputa majoritária, o cenário é ainda mais restrito, com apenas um militar na corrida: Renan Contar, o Capitão Contar (PL), que concorre ao Senado Federal. A presença militar nas eleições, embora reduzida, continua a buscar um espaço significativo no legislativo estadual e federal.

Pastores perdem espaço e registram apenas duas candidaturas

O impacto da redução de candidaturas de religiosos é particularmente acentuado entre os pastores. Em 2022, 11 líderes religiosos registraram candidatura em Mato Grosso do Sul. Contudo, para as eleições deste ano, apenas dois candidatos declararam a ocupação “sacerdote ou membro de Ordem ou Seita Religiosa”. Ambas as candidaturas são para a Assembleia Legislativa, buscando uma das 24 vagas em disputa pelo partido Democracia Cristã (DC).

Essa queda expressiva pode indicar uma mudança nas estratégias de atuação política de líderes religiosos ou uma menor atração por cargos eletivos em comparação com pleitos anteriores. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a representatividade religiosa nas urnas sofreu um baque considerável.

Empresários e advogados lideram o número de candidatos em MS

Enquanto militares e pastores veem suas candidaturas diminuírem, outras profissões ganham destaque no cenário eleitoral de Mato Grosso do Sul. Do total de 419 registros de candidaturas, 57 se declararam empresários, tornando-se a categoria profissional mais representada. Logo em seguida, vêm os advogados, com 47 candidaturas. Essa concentração de candidaturas em setores como o empresarial e o jurídico sugere uma busca por representatividade e influência em áreas ligadas à economia e ao direito.

A diversidade profissional entre os candidatos também se estende a outras áreas. Há 37 servidores públicos concorrendo, abrangendo os âmbitos municipal, estadual e federal. Além disso, 26 professores e 18 representantes da área da saúde, como enfermeiros, médicos e dentistas, também buscam uma cadeira no legislativo. Esses números, conforme dados da Justiça Eleitoral, mostram um leque variado de profissões buscando espaço na política sul-mato-grossense, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS.

A análise desses dados, divulgada pelo Campo Grande NEWS, permite entender as dinâmicas de representação profissional nas eleições de Mato Grosso do Sul. A diminuição de militares e pastores pode abrir espaço para novas vozes e perspectivas, enquanto a força de empresários e advogados reafirma a influência desses setores na política local. Acompanhar o desempenho dessas diferentes categorias ao longo da campanha eleitoral será fundamental para compreender as futuras configurações do poder legislativo no estado.