Menina de 12 anos chega roxa em casa após estupro coletivo em Campo Grande

‘Ela chegou roxa em casa’, revela irmã da vítima

Uma menina de apenas 12 anos viveu momentos de terror ao ser vítima de um estupro coletivo praticado por oito adolescentes em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime, que aconteceu no dia 22 de abril, só foi denunciado à polícia quase um mês depois, quando vídeos da violência começaram a circular e foram vendidos em redes sociais, chegando até a mãe da vítima. Por medo e vergonha, a menina escondeu o que havia acontecido, dizendo à família que sentia apenas cólicas.

A violência choca pela idade dos envolvidos, que têm entre 12 e 16 anos, e pela crueldade com que o ato foi cometido e divulgado. A família, abalada, busca por justiça enquanto a polícia ainda procura por dois dos suspeitos. Segundo informações da polícia, a investigação avança rapidamente para responsabilizar todos os envolvidos, incluindo quem compartilhou as imagens.

A denúncia foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, que prontamente iniciou as investigações. Conforme o Campo Grande NEWS apurou junto às autoridades, a rapidez na identificação e apreensão de parte do grupo foi crucial para o andamento do caso.

Medo, silêncio e a descoberta pela internet

Após sofrer a violência, a vítima voltou para casa visivelmente machucada, mas não conseguiu contar o que havia acontecido. “Ela chegou roxa em casa. Ela chegou falando que tava com cólica, botou até compressa de água quente na barriga”, relatou a irmã da menina.

A família não desconfiou inicialmente, pois a garota sempre foi muito quieta. Foi apenas com a insistência da mãe que ela revelou ter ido encontrar um “namoradinho”, mas foi surpreendida pela presença de outros sete jovens no local. “Chegando lá, não era só ele, e depois ainda chegou mais meninos. Eles se conheciam, são todos amigos”, acrescentou a irmã.

A verdade completa, no entanto, só veio à tona de uma forma ainda mais dolorosa. O vídeo do estupro começou a ser compartilhado e vendido na internet. As imagens chegaram até os responsáveis de um aluno da escola, que levaram o material diretamente para a mãe da vítima. Foi nesse momento que a família entendeu a dimensão do horror vivido pela menina.

Investigação e apreensão dos menores

A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande agiu rapidamente após receber a denúncia. A delegada Fernanda Caterine, responsável pelo caso, destacou a brutalidade registrada nas imagens. “Pelas imagens do vídeo dá pra ver ela recebe tapa na cara, na lombar, ela fica machucada”, afirmou.

O que mais chocou a equipe de investigação foi a idade dos agressores e a forma como comemoraram o abuso. “O que choca muito é que a menina tem 12 anos, e os envolvidos têm entre 12 e 16”, disse a delegada. Os agentes identificaram os oito menores envolvidos no crime e a Justiça determinou a apreensão e internação provisória de todos.

Até o momento, seis dos oito adolescentes já foram apreendidos. As buscas pelos outros dois continuam. A polícia também alerta que qualquer pessoa que armazenar ou divulgar o vídeo do crime poderá sofrer consequências penais. Como o Campo Grande NEWS checou, a operação para encontrar os foragidos envolve diligências físicas e eletrônicas.

O clamor por justiça e o trauma que fica

Para a família da vítima, o sentimento é de incredulidade e revolta. “É surreal”, desabafou a irmã mais velha. “A gente imagina acontecer com a gente que anda na rua, pega ônibus, não com uma menina de 12 anos, ainda mais com outros adolescentes, com outras crianças”.

Ela reconhece a agilidade da Justiça e do trabalho da Deam, mas questiona o futuro dos jovens infratores. “Será que realmente eles vão ser reeducados? Será que dá pra reeducar alguém?”, perguntou. Este caso brutal acende um alerta sobre a violência entre adolescentes e as consequências devastadoras para as vítimas.

A apreensão de computadores e celulares dos envolvidos foi determinada pela Justiça para aprofundar a investigação sobre a produção e disseminação do conteúdo. A apuração do caso, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS, busca não apenas punir os agressores diretos, mas também toda a rede que contribuiu para a revitimização da menina ao compartilhar as imagens do crime.