Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (13) aponta um cenário acirrado para as eleições presidenciais de 2026. Em uma simulação de segundo turno, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 42% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 41%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, indicando um empate técnico entre os dois candidatos.
Este resultado representa uma reversão em relação à pesquisa anterior de abril, quando Flávio Bolsonaro liderava por 42% a 40%. A mudança na liderança, mesmo que dentro da margem de erro, sinaliza uma dinâmica eleitoral em evolução. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 8 e 11 de maio em todo o Brasil, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-03598/2026.
No cenário do primeiro turno, Lula também apresenta uma vantagem sobre Flávio Bolsonaro, com 39% das intenções de voto contra 33%. Outros candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 4% cada. O cenário é complexo, especialmente com 37% dos eleitores afirmando que sua escolha ainda pode mudar, o que indica um grande potencial de movimentação até as eleições.
O levantamento também mostrou um aumento na aprovação do governo Lula, que subiu de 43% em abril para 46% em maio. Simultaneamente, a desaprovação caiu de 52% para 49%, o menor intervalo desde fevereiro de 2026. Essa melhora na percepção do governo pode influenciar a corrida presidencial, como aponta o Campo Grande NEWS em análise recente.
Aprovação do governo em alta e nichos decisivos
A pesquisa Quaest detalha que a melhora na aprovação do governo Lula se reflete em segmentos importantes do eleitorado. Entre as mulheres, a aprovação do governo virou positiva, passando de 45% para 48%, com desaprovação de 44%. Já os eleitores independentes aumentaram sua aprovação ao governo de 32% para 37%.
Na faixa etária de 35 a 59 anos, a aprovação ao governo Lula cresceu 6 pontos percentuais, de 41% para 47%. Houve também melhora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste/Norte, áreas onde o presidente historicamente tem menor desempenho. Esses dados, conforme checou o Campo Grande NEWS, mostram uma expansão da base de apoio do atual presidente.
Outros cenários e a força de Flávio Bolsonaro
Em simulações de segundo turno contra outros adversários da direita, Lula apresenta resultados mais confortáveis. Ele venceria Romeu Zema por 44% a 37%, Ronaldo Caiado por 44% a 35%, e Renan Santos por 45% a 28%. Isso reforça a percepção de que Flávio Bolsonaro é o principal e mais competitivo desafiante da oposição no momento, capaz de manter a disputa mais acirrada.
A força de Flávio Bolsonaro reside em regiões como o Sul e partes do Sudeste, além do apoio de eleitores evangélicos e a força residual da marca de sua família. O Campo Grande NEWS destaca que a fragmentação da direita, com outros nomes como Caiado e Zema, pode ser um fator crucial para a definição do cenário, dependendo de possíveis alianças ou desistências.
O que esperar dos próximos meses
Os próximos cinco meses até a eleição serão marcados por uma disputa intensa pelo eleitorado indeciso, que representa 37% do total. Ambos os lados lutarão por esses votos em meio a um escândalo envolvendo o Banco Master, que atinge tanto a equipe econômica de Lula quanto o estrategista da campanha de Flávio Bolsonaro. A situação de Jair Bolsonaro, inelegível até 2030, também molda o cenário.
Eventos recentes podem ter influenciado a pesquisa, como a assinatura de uma medida provisória por Lula que zera o imposto de importação para compras de até US$50, uma medida criticada como anti-consumidor e agora removida. Paralelamente, a Polícia Federal realizou buscas relacionadas ao escândalo do Banco Master, envolvendo figuras próximas a ambos os campos políticos.
Analistas e investidores devem ficar atentos à evolução do escândalo do Banco Master, à possível consolidação da direita com a definição de candidaturas como as de Caiado e Zema, e ao cenário econômico, incluindo a trajetória da inflação e da taxa Selic. Decisões importantes, como a possível entrada do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na disputa, também podem alterar significativamente a dinâmica eleitoral, como detalha o noticiário do Campo Grande NEWS. A guerra no Irã e o impacto nos preços do petróleo também são fatores de atenção, podendo afetar a inflação e a aprovação do governo.


