Um imóvel na Vila Manoel da Costa Lima, em Campo Grande, que anteriormente abrigava um escritório de advocacia criminal, foi alvo de um ataque a tiros na madrugada desta terça-feira (4). Pelo menos 12 disparos atingiram o portão, a fachada e um veículo na garagem da empresa que ocupa o local há apenas três meses. Felizmente, ninguém ficou ferido.
Empresa atual nega desavenças e aponta para antigos inquilinos
A Polícia Civil já iniciou as investigações para determinar se o ataque visava os atuais ocupantes do imóvel ou se há alguma relação com os antigos inquilinos, possivelmente ligados à atividade de advocacia criminal exercida no local anteriormente. O proprietário da empresa que hoje funciona no endereço, o juiz arbitral Edson Vicente de Oliveira Júnior, afirmou desconhecer os motivos do ataque.
“Desconheço os motivos. Estou tranquilo com a minha consciência e com a nossa empresa”, declarou Edson, ressaltando que sua empresa está no local há cerca de três meses e que não possui qualquer desavença que possa justificar tal violência. Ele prefere não culpar diretamente os antigos ocupantes, mas sugere que a motivação pode estar ligada a eles.
“Tenho certeza de que não foi pela minha empresa. Pode ter relação com antigos inquilinos, mas isso cabe à investigação”, ponderou. Conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, a empresa atual opera há aproximadamente três meses no endereço, e a natureza da atividade anterior pode ser um ponto chave para a investigação policial.
Histórico de incidentes no local
Moradores da região relataram à reportagem que, quando o escritório de advocacia criminal funcionava no imóvel, alguns veículos de advogadas que trabalhavam no local chegaram a ser depredados enquanto estavam estacionados na rua. No entanto, não há confirmação oficial de que esses incidentes anteriores estejam diretamente ligados ao atentado desta terça-feira.
Esses relatos, contudo, adicionam uma camada de complexidade à investigação, sugerindo um possível padrão de hostilidade associado ao endereço, independentemente de seus ocupantes atuais. A Polícia Civil busca conexões que possam esclarecer a origem da violência.
Ataque ocorreu de madrugada e surpreendeu funcionários
De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas ouviram uma sequência de disparos por volta da 1h20 da manhã. Logo após os tiros, foram ouvidos passos de pessoas fugindo a pé. Curiosamente, dois funcionários que dormiam dentro da empresa no momento do ataque afirmaram à polícia que não ouviram os disparos, possivelmente devido à intensidade do sono ou ao isolamento acústico do prédio.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e recolheu 12 estojos de munição deflagrados na área externa do imóvel. A identificação de câmeras de monitoramento em imóveis vizinhos é vista como um passo crucial para a identificação dos autores do crime. As imagens captadas podem fornecer pistas valiosas sobre a dinâmica do ataque e os responsáveis.
Investigação em andamento
O caso foi registrado como disparo de arma de fogo e dano. A Polícia Civil segue com as investigações para desvendar a autoria e a motivação por trás dos tiros. A possibilidade de ligação com a antiga atividade do escritório de advocacia criminal é um dos focos principais da apuração, conforme noticiado pelo Campo Grande NEWS.
A comunidade local aguarda respostas, e as autoridades esperam que as evidências coletadas, incluindo as imagens das câmeras de segurança, auxiliem na rápida resolução do caso e na identificação dos envolvidos. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desenrolar das investigações.

