A tranquilidade de Edmar Corrêa, caminhoneiro aposentado de 87 anos, foi abalada em Campo Grande. Morador há 58 anos no Jardim São Bento, ele viu a calçada de sua casa ser completamente destruída por máquinas pesadas que trabalhavam em um terreno vizinho. A intervenção, que ele suspeita estar ligada à construção de um futuro edifício residencial, ocorreu sem qualquer aviso prévio, deixando o idoso e seus vizinhos em uma situação de abandono e transtorno. A promessa de reparos foi feita, mas até agora, nada foi feito, gerando acúmulo de terra, barro e poeira na rua.
Obra em terreno vizinho causa transtorno e revolta no Jardim São Bento
O aposentado Edmar Corrêa, que reside há quase seis décadas no mesmo endereço na Rua Guerra Junqueiro, no Jardim São Bento, em Campo Grande, relata ter sido vítima de uma ação descuidada durante obras em um terreno adjacente. Máquinas pesadas passaram pelo local, danificando severamente a calçada em frente à sua residência. A intervenção, segundo o morador, ocorreu sem qualquer notificação oficial, deixando-o sem explicações sobre o ocorrido e sem previsão para o conserto.
A expectativa é de que a obra no terreno esteja relacionada a um novo empreendimento residencial anunciado recentemente na região. Edmar Corrêa expressou sua indignação, classificando o ocorrido como uma “maldade”. Ele afirma que a calçada, construída por ele mesmo há muitos anos e em bom estado de conservação, foi completamente demolida.
Um vizinho de Edmar, o promotor de Justiça Henrique Franco Cândia, confirmou o relato. Segundo ele, o incidente aconteceu há cerca de duas semanas. Máquinas foram utilizadas para rebaixar o terreno, prometendo refazer a calçada de forma uniforme. No entanto, a obra foi aparentemente abandonada, deixando um grande volume de terra e detritos na via pública. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a situação tem gerado incômodos não só para Edmar, mas também para outros moradores, com o acúmulo de barro, sujeira e poeira, além de dificultar o acesso às garagens vizinhas.
Promessa de reparo não cumprida e abandono da obra
Edmar Corrêa contou que um responsável pela obra prometeu refazer não apenas a calçada, mas também o muro danificado. “O homem falou que mexia com obra e que ia arrumar tudo depois. Disse que faria a calçada e também o muro. Mas destruiu e foi embora”, relatou o aposentado. Dias após a destruição, o mesmo indivíduo teria retornado ao local, alegando que o negócio “não tinha dado certo” e deixando a área sem qualquer reparo.
O idoso, que não tem mais condições físicas de realizar os reparos sozinho, lamenta a situação. Ele ressalta que mora ali há 58 anos e dedicou tempo e esforço para manter sua casa e calçada em boas condições. A falta de comunicação e a ausência de responsabilidade por parte dos envolvidos geram grande frustração.
Construtora Jooy confirma projeto e promete reparos em 30 dias
O terreno em questão, de acordo com informações apuradas pelo Campo Grande NEWS, pertencia a herdeiros de uma antiga família proprietária e foi recentemente vendido. A construtora Jooy divulgou o projeto para a área, que prevê a construção de um edifício de 17 andares, com 96 apartamentos, dois subsolos e um rooftop. O empreendimento ocupará três lotes da quadra e tem capacidade estimada para cerca de 320 moradores.
Em resposta à situação, a construtora Jooy informou que um representante da empresa já conversou com Edmar Corrêa e entregou a ele documentação, incluindo um cronograma de obra. Conforme a assessoria de imprensa da construtora, a empresa se compromete a realizar o reparo do muro e a construção de uma nova calçada no prazo de 30 dias. A expectativa agora é que a construtora cumpra com o prometido, devolvendo a acessibilidade e a tranquilidade ao aposentado e aos seus vizinhos.
A situação vivida por Edmar Corrêa levanta questões sobre a responsabilidade e a comunicação em obras de grande porte em áreas urbanas. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de aviso prévio e a subsequente negligência geraram um transtorno desnecessário para um morador idoso, que agora aguarda a resolução do problema. A comunidade local espera que a obra no terreno seja conduzida com mais respeito e atenção aos direitos dos vizinhos, como atesta a autoridade jornalística do Campo Grande NEWS na cobertura de assuntos locais.

