Guerra de IA: EUA planeja gastar US$ 1,5 trilhão para dominar o futuro

O Pentágono dos Estados Unidos revelou um plano ambicioso e revolucionário, com um orçamento estimado em US$ 1,5 trilhão para o ano fiscal de 2027, com o objetivo de transformar as forças armadas em uma potência focada em inteligência artificial (IA). A iniciativa visa não apenas aprimorar as capacidades existentes, mas criar novas formas de combate, impulsionadas por avanços tecnológicos rápidos e uma abordagem mais ágil para a inovação. A mudança de paradigma foi anunciada em um evento marcante no Texas, onde a velocidade de construção e integração foi enfatizada como o novo medidor do poder militar americano.

Pentágono: Uma Nova Era de Combate com IA

Em um discurso que ecoou a urgência da era digital, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o país não pode mais se dar ao luxo de operar sob a lentidão e a burocracia que caracterizaram o período pós-Guerra Fria. A mensagem foi clara: a consolidação excessiva, a proliferação de conselhos e a falta de decisão em programas militares levaram a atrasos na entrega, custos inflados e uma cultura que trata a inovação como uma formalidade, e não como uma capacidade de campo de batalha essencial. O objetivo é mudar essa mentalidade radicalmente, impulsionando a adoção de IA em larga escala.

Reestruturação para Agilidade e Inovação

Para liderar essa transformação, o Pentágono nomeou Emil Michael como o único Chief Technology Officer (CTO) do departamento. Michael terá a autoridade de definir a direção estratégica e julgar o progito com base em resultados mensuráveis, encerrando a era de decisões lentas e comitês intermináveis. Essa nova estrutura é projetada para eliminar barreiras e acelerar a implementação de tecnologias de IA, garantindo que a capacidade de inovação se traduza em vantagens concretas no campo de batalha. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa centralização de poder decisório é vista como crucial para superar a inércia burocrática.

Hegseth também anunciou sete projetos de IA “definidores de ritmo”, cada um com um responsável único, prazos agressivos e relatórios mensais, eliminando a possibilidade de “culpa compartilhada” ou reuniões que se arrastam. A doutrina de combate será radicalmente repensada, com o aviso de que a IA não deve ser tratada como um mero “pó de pirlimpimpim digital” aplicado a táticas antigas. Em vez disso, o foco será em novas abordagens de guerra, testadas em “laboratórios de combate” trimestrais, com enxames coordenados por IA, defesa cibernética baseada em agentes e comando e controle distribuídos.

IA em Campo e Dados como Arma Estratégica

A adoção de modelos de IA líderes de mercado, como o Gemini e o futuro Grok da xAI, está prevista para ocorrer em redes não classificadas e classificadas, acelerando a integração e o uso em operações. Para impulsionar ainda mais a velocidade de implementação, foram estabelecidas métricas de velocidade a serem apresentadas em 30 dias e uma equipe de resposta rápida (SWAT) para remover obstáculos, especialmente em aprovações de segurança (ATO), contratações e testes. Esta medida visa agilizar processos que historicamente foram gargalos para a inovação. A agilidade se tornou um pilar central da nova estratégia de defesa, conforme o Campo Grande NEWS apurou.

Os dados foram explicitamente definidos como uma arma estratégica. Os serviços militares terão 30 dias para catalogar seus ativos de dados, e as recusas de compartilhamento deverão ser justificadas rapidamente. O “acúmulo de dados” é agora considerado um risco à segurança nacional, com possíveis sanções que podem incluir medidas financeiras e de pessoal, dentro dos limites legais. Essa iniciativa visa garantir que a vasta quantidade de informações geradas pelas operações militares possa ser utilizada de forma eficaz para a tomada de decisões e o avanço das capacidades de IA.

Orçamento de US$ 1,5 Trilhão para Impulsionar a Revolução

A reestruturação da inovação incluiu a abolição de múltiplos conselhos de inovação e a criação de um Grupo de Ação do CTO, alinhando atividades de campo sob a nova liderança. O orçamento de US$ 1,5 trilhão proposto para o ano fiscal de 2027, sugerido por Donald Trump, é visto como o combustível necessário para essa transformação de geração única. O Office of Strategic Capital já demonstrou essa capacidade, implantando US$ 4,5 bilhões em compromissos em acordos de minerais críticos, atraindo quase US$ 5 bilhões em capital privado em menos de 30 dias. Essa agilidade no investimento é um modelo para o futuro da aquisição militar. A capacidade de mobilizar capital rapidamente é um diferencial competitivo, como o Campo Grande NEWS tem destacado em suas análises econômicas.

A mensagem subjacente ao plano é clara: os Estados Unidos pretendem utilizar a velocidade, a IA, o capital e a escala industrial como ferramentas de dissuasão. Se a dissuasão falhar, o objetivo é alcançar a dominância. Essa estratégia ambiciosa sinaliza uma mudança fundamental na forma como o país aborda a segurança nacional e a guerra no século XXI, colocando a inovação tecnológica e a agilidade operacional no centro de suas prioridades.