Tragédia na Via Dutra teve desfecho fatal
A jovem Júlia de Lara Prado, de 28 anos, natural de Aquidauana (MS), não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta-feira (30). Ela estava internada em estado grave desde o dia 19 de abril, após a explosão de uma carreta carregada com gás na Rodovia Presidente Dutra, em Barra Mansa, no Rio de Janeiro. A tragédia também vitimou seu marido, o sargento do Exército Brendon Teodoro Marinato, que faleceu um dia após o acidente, tornando o caso ainda mais desolador para a família.
Júlia lutou bravamente pela vida durante 11 dias. Inicialmente socorrida na Santa Casa de Barra Mansa, sua condição crítica exigiu transferência para um hospital especializado em queimados na capital fluminense. Contudo, a gravidade das lesões sofridas na explosão foi irreversível.
O casal, que havia se mudado para Resende (RJ) em dezembro, vivia um novo capítulo de suas vidas. A fatalidade interrompeu sonhos e deixou uma comunidade em luto, tanto em Mato Grosso do Sul quanto no Rio de Janeiro.
A dinâmica do acidente, conforme o Campo Grande NEWS apurou com base em jornais locais, revela a dimensão do desastre que parou uma das principais rodovias do país.
O acidente que chocou o Rio de Janeiro
Na tarde de 19 de abril, um cenário de caos se instalou na BR-116. O motorista de uma carreta que transportava Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) perdeu o controle do veículo, colidindo violentamente contra a mureta que divide as pistas.
O impacto resultou em uma explosão de proporções devastadoras. A onda de fogo e destroços atingiu múltiplos veículos que trafegavam pela rodovia, transformando a tarde em um pesadelo para dezenas de pessoas.
Duas vítimas morreram carbonizadas no local, incluindo o próprio motorista da carreta. Outros feridos, como Júlia e seu marido, foram socorridos às pressas para hospitais da região. O carro do casal foi um dos atingidos pela explosão.
Uma vida interrompida
Júlia de Lara Prado era de Aquidauana, cidade a 143 km de Campo Grande. Ela e o marido, o sargento Brendon Teodoro Marinato, haviam se mudado para o estado do Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades e para acompanhar a carreira militar dele.
Brendon servia na prestigiosa AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende, após ter atuado no 9º Batalhão de Engenharia de Combate em sua terra natal entre 2016 e 2025. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o casal estava construindo uma nova vida na cidade do sul fluminense.
A morte de Brendon foi confirmada no dia 20 de abril, um dia após o acidente, aumentando a angústia da família que ainda tinha esperanças na recuperação de Júlia. Infelizmente, a luta da jovem chegou ao fim nesta quinta-feira, 11 dias depois.
Luto e comoção
A notícia da morte de Júlia gerou grande comoção entre amigos e familiares em Mato Grosso do Sul. A perda do jovem casal, que tinha um futuro promissor pela frente, marca profundamente a comunidade de Aquidauana.
O caso serve como um trágico alerta sobre os perigos nas rodovias, especialmente aquelas que envolvem o transporte de cargas perigosas. A investigação sobre as causas do acidente na Rodovia Presidente Dutra continua.
As informações sobre a morte de Júlia foram confirmadas por veículos de imprensa locais, como repercutido pelo Campo Grande NEWS, que acompanha o desenrolar desta triste história desde o início.


