Fed eleva juros, Europa acena à Rússia e preços de combustível sobem

O Federal Reserve elevou as taxas de juros em um quarto de ponto percentual, fixando a meta para a taxa dos fundos federais entre 3,75% e 4,00%. A decisão, anunciada em 16 de setembro de 2026, visa combater a inflação elevada, que permaneceu em 3,7% no ano até julho, conforme o índice de preços de despesas de consumo pessoal. A medida, aprovada por unanimidade pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), sinaliza um aperto monetário contínuo para trazer a inflação de volta à meta de 2%.

Fed aperta política monetária e projeta juros mais altos

O Federal Reserve, em sua reunião de dois dias encerrada em 16 de setembro de 2026, decidiu aumentar a faixa alvo da taxa de fundos federais em 0,25 ponto percentual, para 3,75%-4,00%. A declaração do FOMC, divulgada às 14h de Nova York, justificou a ação como um suporte ao mandato duplo da Federação, que inclui a estabilidade de preços e o pleno emprego. A inflação, medida pelo índice de preços de despesas de consumo pessoal, subiu 3,7% no ano até julho, indicando que o problema persiste.

As projeções econômicas divulgadas simultaneamente revelam uma perspectiva de juros mais altos. A taxa mediana projetada para os fundos federais ao final de 2026 subiu para 4,1%, comparado a 3,8% em junho. Para o final de 2027, a projeção mediana é de 4,1%, um aumento em relação aos 3,6% de junho. Essas projeções sugerem a possibilidade de mais um aumento de um quarto de ponto antes do fim de 2026, embora o Fed reforce que são projeções, não promessas.

O mercado já precificava amplamente essa alta. Reuters informou que a probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual estava acima de 90% em 16 de setembro. A medida de CME FedWatch, monitorada por Kiplinger, indicava 92,7% de chance para o mesmo aumento em 15 de setembro. A decisão do FOMC confirmou as expectativas do mercado, que já havia reagido com o rendimento do Tesouro de 10 anos atingindo 5,00%, um pico de 19 anos.

Canadá recebe proposta de “membro associado” da União Europeia

Em um movimento diplomático surpreendente, a União Europeia, através de sua presidente Ursula von der Leyen, propôs ao Canadá a possibilidade de se tornar o primeiro “membro associado” do bloco. O anúncio foi feito em Estrasburgo em 16 de setembro, durante seu discurso sobre o Estado da União Europeia. A proposta visa aprofundar a parceria entre a UE e o Canadá, indo além do acordo comercial existente.

Mark Carney, convidado de honra no evento, saudou a iniciativa. O gabinete do Primeiro Ministro canadense divulgou comunicados indicando um interesse em construir uma “aliança mais forte e ambiciosa”. As áreas de interesse mútuo incluem minerais críticos, capacidade industrial de defesa, inteligência artificial, segurança energética e serviços financeiros. No entanto, o embaixador canadense designado para a UE, Jonathan Wilkinson, ressaltou que o Canadá ainda não está “lá”, mas que o rótulo de membro associado permanece “em cima da mesa”.

A proposta surge em um momento de tensões comerciais, com os EUA prestes a impor restrições a produtos canadenses de álcool e laticínios em 29 de setembro. A União Europeia busca fortalecer laços com parceiros estratégicos, e o Canadá, por sua vez, busca diversificar suas relações econômicas e políticas. Um encontro entre o Canadá e a UE está marcado para Montreal em 29 e 30 de outubro, onde os detalhes e a viabilidade dessa nova associação serão discutidos.

Preços de combustível disparam em meio a tensões geopolíticas

Os preços dos combustíveis continuam a subir nos Estados Unidos, impulsionados por preocupações com a oferta e tensões geopolíticas. O preço médio nacional do diesel atingiu US$ 6,3103 por galão em 16 de setembro, um aumento significativo em relação à semana anterior e ao ano anterior. A gasolina comum também registrou alta, chegando a US$ 4,3672 por galão.

O aumento nos preços do petróleo bruto, com Brent negociado a US$ 108,75 o barril e West Texas Intermediate a US$ 105,83, contribui para essa escalada. Um ataque ao oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita em 10 de setembro, que interrompeu o fluxo de petróleo, é um dos fatores que pressionam a oferta global. Essa alta nos custos de energia afeta diretamente os consumidores e empresas, com repercussões que se estendem até os custos de transporte de mercadorias em toda a América Latina.

Congresso dos EUA debate poderes de guerra e regulamentação de criptomoedas

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução de poderes de guerra em 15 de setembro, direcionando a retirada das forças americanas de hostilidades com o Irã. A medida, que ainda precisa passar pelo Senado, reflete um debate crescente sobre o envolvimento militar dos EUA no exterior. Paralelamente, o Senado rejeitou o avanço do “Clarity Act”, uma legislação sobre o mercado de criptomoedas, evidenciando os desafios na regulamentação do setor.

O Departamento de Justiça também anunciou acusações contra cinco indivíduos ligados a serviços de inteligência russos, incluindo conspiração para financiar o terrorismo e para cometer assassinato. O caso destaca a contínua preocupação com a interferência estrangeira e atividades ilícitas em território americano. Essas ações no Congresso e no judiciário sublinham um período de intensa atividade legislativa e de segurança nos Estados Unidos, enquanto o país navega por desafios econômicos e geopolíticos.