Estupro no Rio: menores filmam e vendem vídeo por R$ 5

Polícia busca por dois foragidos em Campo Grande

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está à procura de dois adolescentes foragidos, suspeitos de participar de um estupro coletivo contra uma menina de apenas 12 anos. O crime, que chocou moradores da Zona Oeste, teria sido planejado pelo então namorado da vítima e envolveu um total de oito menores. Seis deles já foram apreendidos na última sexta-feira (15). O caso ganhou contornos ainda mais cruéis quando as investigações revelaram que os suspeitos filmaram a violência e comercializaram as imagens nas redes sociais, em um ato de extrema brutalidade.

O crime ocorreu no final de abril em Campo Grande. A vítima foi atraída para uma emboscada e violentada pelo grupo. A situação só veio à tona após a mãe da adolescente descobrir a existência dos vídeos e procurar a polícia.

Em depoimento, a menina confirmou os fatos e detalhou a participação de cada um dos envolvidos. Segundo informações da Delegacia de Apoio à Mulher (Deam) de Campo Grande, os agressores aparecem nas gravações se vangloriando do ato.

A investigação, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, segue em ritmo acelerado para localizar os dois menores que ainda estão foragidos. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o processo tramita em segredo de justiça para proteger a identidade da vítima.

A emboscada e a venda dos vídeos

A crueldade do grupo de adolescentes foi além da violência física. As investigações apontaram que o vídeo gravado durante o estupro coletivo foi vendido por um valor irrisório, apenas R$ 5,00, nas redes sociais. A divulgação das imagens foi um fator determinante para que o caso chegasse ao conhecimento da família e das autoridades.

A delegada Fernanda Caterine, responsável pelo caso na Deam, destacou que nas imagens os suspeitos não demonstram qualquer remorso. Pelo contrário, eles se vangloriam do crime cometido, o que evidencia a frieza e a gravidade dos atos infracionais.

A mãe da vítima, ao tomar conhecimento da situação, procurou a delegacia na noite de quarta-feira (13) para registrar a ocorrência. A partir do relato da menina e das provas coletadas, a polícia identificou os oito suspeitos e solicitou à Justiça a internação provisória de todos.

Operação e apreensão dos suspeitos

Com os mandados de busca e apreensão em mãos, a Polícia Civil agiu rapidamente. Na sexta-feira (15), seis dos oito adolescentes envolvidos foram localizados e apreendidos em operações realizadas nos bairros de Campo Grande e Santíssimo, ambos na Zona Oeste do Rio.

Eles responderão por atos infracionais análogos aos crimes de estupro coletivo de vulnerável e divulgação de cena de estupro. As equipes policiais continuam as buscas para encontrar os outros dois suspeitos, que já são considerados foragidos.

O trabalho da polícia, que conforme checou o Campo Grande NEWS, tem sido intenso, busca dar uma resposta rápida à sociedade e garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados. A comunidade local acompanha o caso com apreensão e revolta.

Outro caso de violência em Copacabana

Infelizmente, este não é um caso isolado. No início do ano, um crime com características semelhantes ocorreu em Copacabana, na Zona Sul. Uma adolescente de 17 anos também foi vítima de estupro coletivo em um apartamento, após ser enganada pelo ex-namorado.

A jovem foi convidada para o imóvel e, ao chegar, foi surpreendida pela presença de outros rapazes. Mesmo com sua recusa, ela foi agredida fisicamente e submetida a atos sexuais forçados por todos os presentes. A vítima relatou que foi impedida de sair do local e que os agressores a confrontaram sobre seus ferimentos.

Em abril, o ex-namorado da vítima, apontado como o principal articulador do crime, foi submetido à internação por decisão da Vara da Infância e da Juventude. A similaridade entre os casos, como apurado pelo Campo Grande NEWS, acende um alerta sobre a violência contra mulheres e a necessidade de proteção às adolescentes.