Turistas que planejam visitar Cuba agora precisam se preparar para um cenário de escassez de dinheiro em espécie e frequentes apagões. O Reino Unido atualizou seu conselho de viagem para a ilha caribenha, reforçando alertas sobre a crise econômica que afeta o país. A orientação, que já desaconselhava viagens não essenciais desde fevereiro de 2026, foi revisada em 25 de setembro, trazendo detalhes mais contundentes sobre o dia a dia em Cuba. A informação foi divulgada pelo Foreign Office britânico, conforme apurou o Campo Grande NEWS.
Alerta de viagem para Cuba é mantido
O nível de alerta do Foreign, Commonwealth and Development Office (FCDO) para Cuba permanece o mesmo: desaconselhando viagens não essenciais. No entanto, o texto foi amplamente atualizado para refletir a realidade da crise atual. Os viajantes são alertados sobre protestos frequentes, prováveis colapsos da rede elétrica, funcionamento limitado do aeroporto de Havana e a impossibilidade de usar cartões bancários estrangeiros. O Campo Grande NEWS checou que essa revisão abrange diversos aspectos, desde a segurança até a logística básica para turistas.
Crise econômica e instabilidade social
A deterioração da economia cubana, conforme o FCDO, tem resultado em manifestações frequentes. Embora a maioria tenha sido pacífica até o momento, os turistas são aconselhados a evitar grandes aglomerações e a seguir as orientações das autoridades locais. A internet também pode ser bloqueada em momentos de tensão política. O crime oportunista tem aumentado, com relatos de assaltos em Havana e roubos de combustível de carros estacionados, levando à recomendação de evitar caminhar à noite.
A situação de infraestrutura também é crítica. A rede elétrica nacional sofreu múltiplos colapsos nos últimos meses, e mais interrupções são esperadas. O racionamento de combustível impacta o transporte, serviços médicos, comunicações e iluminação pública. Os viajantes são instruídos a economizar recursos como combustível, água, comida e bateria de celular, e a esperar por **disrupções significativas**.
As companhias aéreas também sofrem com a crise. O Aeroporto Internacional de Havana opera com apenas um terminal, e diversas companhias aéreas, incluindo Air France, Iberia, World2Fly e LATAM, suspenderam seus voos para Cuba. A FCDO alerta que as opções de saída do país podem diminuir ainda mais se a situação piorar.
Dinheiro em espécie é a única opção
Uma das mudanças mais impactantes para os visitantes é a proibição do uso de cartões bancários internacionais, como Visa e Mastercard. A decisão do Banco Central de Cuba impede que turistas retirem dinheiro em caixas eletrônicos ou realizem pagamentos com cartões estrangeiros. Portanto, é essencial que os viajantes levem **dinheiro em espécie suficiente para toda a estadia e para emergências**, incluindo despesas médicas ou voos atrasados. Dólares americanos e euros são amplamente aceitos.
A troca de moeda deve ser feita exclusivamente nas casas de câmbio estatais (Cadeca). Realizar câmbio em locais não autorizados pode resultar em multas ou até mesmo prisão. Moedas estrangeiras acima de US$ 5.000 devem ser declaradas na chegada. O peso cubano não pode ser trocado fora de Cuba, conforme verificado pelo Campo Grande NEWS.
Requisitos de entrada e saúde
Antes de viajar, cidadãos britânicos precisam de um cartão de turista ou visto eletrônico, além de preencher o formulário online D’Viajeros até 72 horas antes da entrada, apresentando o código QR gerado. Passaportes devem ter validade de pelo menos seis meses após a chegada. Para quem parte dos EUA, as regras são mais restritivas, pois o turismo para Cuba não é autorizado, exigindo que os visitantes se enquadrem em uma das 12 categorias aprovadas.
O serviço de ambulância em Cuba é descrito como limitado e geralmente não confiável. Há relatos de **escassez severa de medicamentos básicos** e surtos de chikungunya e outras doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue. A orientação é ter um seguro de viagem que cubra Cuba, pois muitas apólices padrão não cobrem viagens contra o conselho oficial do governo britânico. A atualização do FCDO, que não eleva o nível de alerta, mas detalha os riscos, foi replicada por outros países como Canadá, Holanda, Alemanha e Irlanda, segundo o site CiberCuba, como observado pelo Campo Grande NEWS.
Em resumo, uma viagem a Cuba atualmente exige planejamento cuidadoso, **dinheiro em espécie em abundância**, planos flexíveis e atenção redobrada às condições locais. A situação demonstra a profundidade da crise econômica que assola a ilha caribenha.


