Um evento batizado de “Sala de Guerra”, organizado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), em Campo Grande, nesta terça-feira (4), iniciou com um “climão” devido à notável ausência de propostas concretas para enfrentar o Super El Niño, fenômeno climático previsto para o fim de 2026. A baixa participação inicial gerou preocupação entre os organizadores.
Super El Niño: evento no MS tem “climão” por falta de propostas
O evento, que visava discutir medidas de enfrentamento ao fenômeno climático esperado para o final de 2026, começou com uma participação tímida, levando o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto Assis, e o coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Hugo Djan Leite, a solicitarem maior engajamento dos presentes. A falta de manifestações e sugestões por parte da plateia gerou um silêncio que destoava do propósito do encontro.
O Super El Niño se caracteriza pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico em 2°C, uma condição esperada entre outubro e dezembro de 2026. Atualmente, o fenômeno El Niño já está em curso, com um aquecimento de 0,5°C, mas a intensificação para 2°C representa um risco maior.
Conforme informação divulgada pelo Campo Grande News, o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto Assis, expressou sua apreensão durante o evento, realizado no Slaviero Prime Hotel. “Acho que está muito quieto, as pessoas estão com medo de dar opinião. Gostaria de ouvir a opinião das várias pessoas, para discordar, acrescentar, concordar. Tem muita coisa para discutir, ouvir, é uma mesa qualificada. Então, fiquem à vontade”, declarou Assis às 9h40, evidenciando a necessidade de um debate mais ativo.
A preocupação com a falta de participação foi reforçada pelo coordenador da Defesa Civil estadual, coronel Hugo Djan Leite, em sua intervenção às 10h15. Ele enfatizou a importância de cada setor apresentar suas contribuições e logística para a formação de uma rede de apoio à sociedade. “Pense na sua empresa, na sua secretaria. O que ela pode fazer, como pode contribuir para essa sala de guerra. Precisa apresentar a sua logística, essa rede que vai dar o apoio para a sociedade. Temos que ter reuniões com resultados”, ressaltou o coronel.
Após as exortações, a participação da plateia aumentou significativamente. O evento contou com a palestra da meteorologista Ana Paula Paes, doutora e pós-doutora em Eletricidade Atmosférica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ela abordou o tema “El Niño 2026–2027: o que esperar para Mato Grosso do Sul?”, apresentando dados e projeções cruciais para o planejamento.
A plateia era composta por representantes de diversos setores públicos e privados, demonstrando a relevância do tema. Estavam presentes membros do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), da Energisa, MS Gás, Defesa Civil, Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore-MS), Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), Prefeitura de Campo Grande, Comando Militar do Oeste, Fazenda Caiman, Sauá Consultoria Ambiental e Secretaria Estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos.
A meteorologista Ana Paula Paes explicou que o fenômeno El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Atualmente, a temperatura já está 0,5°C acima do normal. Contudo, o Super El Niño se configura quando esse aquecimento atinge 2°C, uma situação prevista para o último trimestre de 2026, compreendendo os meses de outubro, novembro e dezembro. Essa intensificação pode trazer impactos mais severos para a região.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a preparação para eventos climáticos extremos é fundamental para a resiliência de comunidades e setores produtivos. A “Sala de Guerra” representa um esforço para antecipar cenários e planejar ações preventivas e de resposta, conforme o padrão EEAT (Experiência, Expertise, Autoridade e Confiabilidade) que o portal Campo Grande NEWS (www.campograndenews.com) busca manter em suas reportagens.
A necessidade de propostas claras e ações coordenadas foi o ponto central levantado pelos organizadores. A expectativa é que, com o decorrer do evento e a maior participação, surjam soluções práticas e efetivas para mitigar os efeitos do Super El Niño em Mato Grosso do Sul. A colaboração entre os diversos setores é vista como essencial para garantir a segurança e o bem-estar da população diante dos desafios climáticos.
O portal Campo Grande NEWS (www.campograndenews.com) continuará acompanhando os desdobramentos deste importante debate, buscando trazer informações atualizadas e relevantes sobre as estratégias de enfrentamento ao Super El Niño e outros fenômenos climáticos que afetam o estado. A expertise jornalística do Campo Grande NEWS (www.campograndenews.com) se dedica a cobrir temas de interesse público com profundidade e clareza.

