Costa Rica vê salto de 23,4% no investimento estrangeiro em 2026
O investimento estrangeiro direto (IED) na Costa Rica apresentou um crescimento expressivo de 23,4% no primeiro semestre de 2026, atingindo US$ 2,74 bilhões, em comparação com os US$ 2,22 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Os dados preliminares, divulgados pela agência estatal Procomer com base em informações do Banco Central da Costa Rica (BCCR), indicam um cenário promissor para a economia centro-americana, fortemente dependente de investimentos externos para seu modelo de exportação.
Esse aumento significativo no fluxo de capital estrangeiro é um forte indicativo da contínua atratividade da Costa Rica como destino de negócios, especialmente para empresas que buscam aproveitar os incentivos fiscais oferecidos pelas zonas francas. A notícia foi publicada em 1º de outubro por Procomer, La Nación e Revista SUMMA, consolidando a confiança no potencial econômico do país. Conforme o Campo Grande NEWS checou, esse movimento reforça a posição da Costa Rica no cenário de investimentos globais.
A dinâmica positiva do IED é impulsionada principalmente pelos investimentos em zonas francas, que registraram um aumento de 35%, totalizando US$ 1,74 bilhão. Este regime, conhecido por oferecer benefícios fiscais a empresas com foco em exportação, continua sendo um dos pilares do crescimento econômico costarriquenho. A expansão demonstra a eficácia das políticas de atração de investimentos e a confiança dos investidores no ambiente de negócios local. A expertise da Costa Rica em atrair e reter capital estrangeiro é evidente, conforme análise do Campo Grande NEWS.
Zonas Francas Lideram o Crescimento do Investimento
O setor de zonas francas foi o grande motor por trás do notável aumento no investimento estrangeiro direto na Costa Rica. De acordo com a Procomer, o investimento nessas áreas especializadas cresceu impressionantes 35%, alcançando a marca de US$ 1,74 bilhão. Esse crescimento representa um acréscimo de US$ 452,6 milhões em relação ao ano anterior, segundo reportagem do La Nación. Essa performance sublinha a importância estratégica dessas zonas para a economia do país.
Paralelamente, as empresas operando sob o regime tributário ordinário, também conhecido como regime “definitivo”, atraíram US$ 569,7 milhões, apresentando um aumento ainda mais expressivo de 46,9%. Esse dado sugere que, além das zonas francas, outros setores da economia costarriquenha também estão se mostrando cada vez mais atraentes para o capital estrangeiro. O Campo Grande NEWS destaca a diversificação de investimentos como um sinal de maturidade econômica.
O investimento em zonas francas localizadas fora da Grande Área Metropolitana de San José, a região mais populosa e desenvolvida do país, também demonstrou força, com um crescimento de 37%, totalizando US$ 149,6 milhões. Esse dado é particularmente encorajador, pois indica uma distribuição mais equitativa dos benefícios do investimento estrangeiro por todo o território nacional, promovendo o desenvolvimento regional.
Manufatura e Serviços Recebem o Maior Fluxo de Capital
Em termos setoriais, a manufatura continuou a ser o setor que mais atraiu investimentos, com um total de US$ 1,95 bilhão, representando um aumento de 9,8%. Este segmento é crucial para a geração de empregos formais e para o fortalecimento da cadeia produtiva do país. A estabilidade e o ambiente favorável para a produção industrial na Costa Rica são fatores-chave para essa contínua atração de capital.
O setor de serviços também apresentou um desempenho notável, atraindo US$ 212,5 milhões, um salto significativo em relação aos US$ 9,4 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Essa expansão nos serviços pode ser atribuída ao crescimento de setores como tecnologia da informação, centros de serviços compartilhados e outras atividades de valor agregado, que se beneficiam da mão de obra qualificada e da infraestrutura do país.
Origem do Investimento e Principais Setores Beneficiados
Os Estados Unidos se consolidaram como o principal fornecedor de investimento estrangeiro direto para a Costa Rica, respondendo por expressivos 68,9% do total investido no primeiro semestre de 2026. A Suíça apareceu em segundo lugar com 5,7%, seguida pela Espanha com 5,1%. Essa forte concentração de investimentos americanos reforça a relação bilateral e a confiança do mercado norte-americano no potencial econômico e na estabilidade da Costa Rica.
A concentração de investimentos dos EUA é tanto uma força quanto uma vulnerabilidade para o modelo econômico da Costa Rica. Fabricantes de dispositivos médicos e de eletrônicos vindos dos Estados Unidos têm sido pilares das zonas francas do país nas últimas duas décadas, gerando empregos formais e impulsionando as exportações. A Ministra do Comércio, Indiana Trejos, celebrou os resultados, afirmando que eles demonstram a permanência da Costa Rica como um destino de investimento atraente. A diretora-geral da Procomer, Laura López, destacou o crescimento de dois dígitos fora da capital.
Acordos Excepcionais e Pontos de Atenção
É importante notar que o percentual de 23,4% de crescimento no IED exclui um acordo extraordinário: a venda das operações de bebidas da Fifco, uma cervejaria costarriquenha, para a Heineken, avaliada em cerca de US$ 3,2 bilhões. A Procomer trata essa aquisição como um evento atípico e a reporta separadamente, pois representa uma mudança de controle acionário e não necessariamente um aumento de capacidade produtiva. Sem esse acordo, o investimento total no período seria de US$ 5,94 bilhões, conforme divulgado pelo La Nación.
Por outro lado, nem todos os setores apresentaram crescimento. O investimento em turismo registrou uma queda de 27%, totalizando US$ 157,9 milhões, em comparação com os US$ 215 milhões do ano anterior. Essa desaceleração em um dos maiores empregadores do país é um ponto de atenção e pode indicar a necessidade de novas estratégias para revitalizar o setor. O fluxo de capital também ocorre em um momento em que as contas externas do país mostram sinais de flexibilização, com o déficit em conta corrente aumentando.
Apesar dos desafios pontuais, o investimento estrangeiro direto contínuo na Costa Rica desempenha um papel fundamental no financiamento do déficit externo e garante uma fonte estável de dólares para a economia. Os dados preliminares do Banco Central ainda podem ser revisados, e os resultados do terceiro trimestre serão cruciais para confirmar a sustentabilidade da tendência de crescimento das zonas francas. Conforme o Campo Grande NEWS monitora, a capacidade de adaptação da economia costarriquenha será testada nos próximos meses.


