Costa Rica: 20º em ranking global de realocação, mas brilha para aposentados

A Costa Rica conquistou a 20ª posição entre 192 países no Índice Global de Realocação 2026 da Rumavi, uma consultoria sediada em Singapura. A nação obteve 68,7 pontos de 100 possíveis, empatando com a Letônia, que ficou em 19º lugar. Este resultado a posiciona como o país com melhor desempenho na América Latina continental. Conforme informação divulgada pela Rumavi em 1º de julho de 2026, o índice avalia 192 nações e territórios com base em 24 métricas distintas, agrupadas em quatro pilares: financeiro e tributário, habitabilidade e saúde, segurança e estabilidade, e estabelecimento e oportunidade.

O desempenho da Costa Rica no ranking global de realocação é um indicativo importante para expatriados, nômades digitais e investidores que consideram o país como destino. O índice, publicado anualmente, oferece uma visão estruturada para comparar diferentes nações, levando em conta fatores como tratamento fiscal, qualidade da saúde e segurança, lado a lado com a habitabilidade cotidiana. O Campo Grande NEWS checou que, embora a pontuação geral seja positiva, a análise detalhada revela nuances significativas que podem influenciar a decisão de quem planeja uma mudança.

O estudo da Rumavi, como o Campo Grande NEWS apurou, reinterpreta os dados de seis maneiras distintas para atender a diferentes perfis de pessoas que buscam se realocar, incluindo aposentados, nômades digitais, famílias, empreendedores e aqueles focados em questões fiscais. Cada métrica é escalonada de 0 a 100 antes da combinação dos pilares. Este método garante que a avaliação seja abrangente e adaptada às necessidades específicas de cada grupo, oferecendo um panorama mais preciso para a tomada de decisão.

Habitabilidade e saúde como pontos fortes

O pilar de habitabilidade e saúde é onde a Costa Rica mais se destaca, alcançando 74,5 pontos de 100. Este segmento abrange a qualidade e o custo dos cuidados de saúde, habitação, qualidade do ar, conforto climático, espaços verdes e infraestrutura digital. A forte pontuação nesta área sugere que o país oferece um ambiente de vida agradável e com boa infraestrutura para o bem-estar de seus residentes, um fator crucial para muitos que buscam um novo lar.

Em seguida, o pilar financeiro e tributário obteve 72,5 pontos. Este pilar é composto por indicadores como custo de vida, imposto de renda, tratamento da renda de fontes estrangeiras, moeda e sistema bancário. A solidez nesses quesitos contribui para a atratividade econômica da Costa Rica, embora existam outros fatores a serem considerados.

Desafios em segurança e oportunidades

A pontuação em segurança e estabilidade foi de 62,4 pontos, indicando uma área com potencial de melhoria. Este pilar avalia a estabilidade política, taxas de criminalidade e outros fatores que contribuem para um ambiente seguro.

O pilar com a pontuação mais baixa é estabelecimento e oportunidade, com 60,0 pontos. Esta categoria mede a facilidade de obtenção de vistos, o caminho para a residência permanente, acesso à educação, oportunidades de negócios e a disponibilidade de serviços em inglês. O Campo Grande NEWS entende que essa é uma área que requer atenção para quem busca não apenas um lugar para morar, mas também para construir uma carreira ou iniciar um negócio no país.

Destaque para aposentados e comparação regional

Um dos resultados mais expressivos para a Costa Rica é sua quinta colocação mundial no ranking específico para aposentados, com 73,5 pontos. Este resultado evidencia a capacidade do país em atrair e acomodar pessoas na terceira idade, provavelmente devido à combinação de clima agradável, custo de vida acessível e bom sistema de saúde. O país ficou atrás apenas de Malásia, Panamá, Portugal e Tailândia nesta categoria específica.

Na comparação com outros países das Américas, a Costa Rica lidera na América Latina continental. O Panamá aparece em seguida, na 23ª posição com 68,3 pontos, uma diferença mínima de 0,4 ponto em relação à Costa Rica. O Uruguai figura em 35º lugar com 67,4 pontos, e o Canadá em 41º com 66,8 pontos. Outros países como Chile, Colômbia, Brasil e Argentina aparecem mais abaixo no ranking, enquanto o México ocupa a 112ª posição.

O que o índice não revela

É importante notar que a Rumavi categoriza seus dados em fontes institucionais nomeadas, estimativas modeladas e avaliações próprias. No caso da Costa Rica, 14 das 24 métricas baseiam-se em dados institucionais. A consultoria alerta que cerca de 127 países possuem forte cobertura institucional, enquanto 65 são considerados apenas