Colombiano chora em júri e alega choque após matar motociclista

Colombiano em júri alega choque e pede desculpas por morte de motociclista

Carlos Hugo Naranjo Alvarez, de 36 anos, sentou no banco dos réus nesta terça-feira (19) no Tribunal do Júri de Campo Grande, mais de quatro anos após o acidente que tirou a vida do motociclista Matheus Frota da Rocha. Visivelmente emocionado, o colombiano iniciou seu depoimento chorando e pedindo desculpas à família da vítima, mas sua versão dos fatos diverge de alguns registros, como o teste de bafômetro que indicou 0,30 mg de álcool. Ele fugiu do local e foi preso horas depois.

O acidente ocorreu em 28 de fevereiro de 2022, no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes da Laguna, no bairro Amambaí. Matheus morreu no local após ter a perna esquerda decepada. Samira Ribeiro dos Santos, passageira da motocicleta, ficou gravemente ferida e foi socorrida para a Santa Casa. O julgamento, presidido pelo juiz Carlos Alberto Garcete, busca esclarecer as circunstâncias da colisão e a responsabilidade de Alvarez.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Carlos Hugo dirigia uma Mercedes-Benz C180 em alta velocidade e sob efeito de álcool, assumindo o risco de matar. O teste de bafômetro realizado após sua prisão apontou 0,30 miligrama de álcool por litro de ar. Ele fugiu do local e só foi detido horas depois na MS-080. Atualmente, o colombiano trabalha com comércio de roupas e calçados.

Versão do Réu: Choque e Medo Levaram à Fuga

Durante o interrogatório, Carlos Hugo Naranjo Alvarez respondeu apenas às perguntas de seus advogados de defesa. Ele relatou ter passado o dia com a esposa e o filho de dois meses e, à noite, saiu com amigos para uma tabacaria. Segundo ele, não bebeu no local, apenas “tomou alguns goles”, e sua conta na tabacaria ficou zerada.

O réu afirmou acreditar ter batido em outro carro e disse que só soube que havia atropelado duas pessoas no hospital. “Somente no hospital os policiais falaram que eu tinha atropelado duas pessoas e uma havia morrido”, declarou, com a voz embargada. Ele explicou que fugiu do local por medo e choque com a situação. “Pensei que havia batido em mim. Fiquei em choque, só pensava na minha família”, confessou.

Alvarez mencionou que os R$ 20 mil pagos como fiança foram destinados à vítima Samira. Ele também teria pago uma pensão mensal de R$ 800. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a família de Matheus Frota da Rocha não se pronunciou sobre o recebimento dos valores, mas a busca por justiça segue em andamento.

A Vítima Samira Relata o Trauma e a Falta de Socorro

Samira Ribeiro dos Santos, vítima das lesões causadas pelo acidente, prestou depoimento por videoconferência. Ela afirmou não se lembrar do momento exato da colisão, apenas que o semáforo estava verde para a motocicleta conduzida por Matheus. Ela sofreu fratura no crânio, paralisia no nervo facial direito e precisou ficar internada por 15 dias.

Até hoje, Samira enfrenta sequelas como dores de cabeça e tonturas frequentes. Ela também destacou a ausência de socorro imediato após o acidente. “Não teve prestação de socorro imediato”, declarou, reforçando a gravidade da situação e o sofrimento vivenciado. O Campo Grande NEWS apurou que a recuperação da vítima ainda é um processo contínuo.

O Acidente e as Consequências Legais

O acidente que vitimou Matheus Frota da Rocha e deixou Samira Ribeiro dos Santos gravemente ferida ocorreu às 5h40 da manhã. A colisão foi registrada no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes da Laguna, no bairro Amambaí. A violência do impacto resultou na morte instantânea de Matheus.

O julgamento, que teve início nesta terça-feira, segue com os debates entre a acusação e a defesa. O resultado do júri, que decidirá sobre a condenação ou absolvição de Carlos Hugo Naranjo Alvarez, deve ser divulgado no período da tarde. A comunidade aguarda um desfecho para este trágico caso que chocou Campo Grande. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desenrolar do processo.