A cesta básica em Campo Grande registrou um aumento significativo de 2,6% em abril, comparado a março deste ano, conforme dados divulgados pelo Dieese. A elevação, que já vinha sendo sentida pelos consumidores, foi impulsionada principalmente pela alta expressiva nos preços da batata, tomate e leite integral, itens essenciais na mesa dos brasileiros. O valor médio da cesta alcançou R$ 826,89 no mês passado, refletindo um aperto no orçamento das famílias campo-grandenses.
Essa variação representa um desafio adicional para os moradores da capital sul-mato-grossense, que já enfrentam um cenário econômico instável. A escalada dos preços dos alimentos básicos levanta preocupações sobre a segurança alimentar e o poder de compra da população. O Dieese aponta que, em 12 meses, a cesta básica acumulou alta de 2,71%, e no acumulado do ano, o aumento já chega a 6,57%, evidenciando uma tendência de encarecimento persistente.
O levantamento detalhado do Dieese revela que, entre março e abril, 10 dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram seus preços majorados. A batata inglesa liderou o ranking de aumentos, com uma escalada de 19,57%. O tomate também apresentou uma alta considerável de 11,89%, seguido pelo leite integral, que subiu 8,78%. Outros itens como óleo de soja, feijão carioca, arroz agulhinha, manteiga, carne bovina de primeira, café em pó e pão francês também registraram elevações em seus valores médios.
Itens essenciais puxam a inflação da cesta básica
A disparada no preço da batata inglesa, com um aumento de 19,57% em abril, é um dos fatores mais preocupantes para o bolso do consumidor. Este tubérculo, um componente fundamental em diversas receitas, teve seu valor elevado de forma acentuada, exigindo um planejamento financeiro mais rigoroso. O tomate, outro item indispensável na culinária brasileira, seguiu a mesma tendência, com uma alta de 11,89% no período.
O leite integral também figura entre os vilões do mês, com uma valorização de 8,78%. O aumento no preço do leite afeta diretamente famílias com crianças e idosos, grupos que frequentemente dependem deste produto para uma nutrição adequada. O óleo de soja e o feijão carioca também contribuíram para o encarecimento da cesta, com altas de 3,64% e 3,14%, respectivamente. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o arroz agulhinha apresentou um aumento de 3,02%.
A carne bovina de primeira e o pão francês, embora com aumentos menores, também pesaram no orçamento. A carne bovina de primeira subiu 1,32%, enquanto o pão francês teve uma alta de 0,50%. A manteiga e o café em pó completam a lista de produtos com variação positiva, com 1,98% e 0,80% de aumento, respectivamente. Esses dados, divulgados pelo Dieese, mostram a amplitude do impacto inflacionário em itens de consumo diário.
Produtos que tiveram queda e o cenário de 12 meses
Apesar da maioria dos itens ter sofrido aumento, três produtos registraram queda nos preços em abril: açúcar cristal (-3,88%), banana (-3,07%) e farinha de trigo (-0,90%). Essas reduções, embora pontuais, oferecem um pequeno alívio para os consumidores em meio ao cenário de alta geral. No entanto, o impacto dessas quedas é diluído pela expressiva elevação dos demais itens.
Olhando para o acumulado dos últimos 12 meses, o cenário se mostra igualmente desafiador. O feijão carioca lidera a lista de aumentos com uma impressionante alta de 34,50%. A carne bovina de primeira também apresentou elevação significativa de 8,42%, seguida pelo pão francês (6,18%) e óleo de soja (3,79%). O café em pó acumulou alta de 2,26%, o leite integral de 1,68% e a batata de 0,20%.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram quedas expressivas no acumulado de 12 meses, como o arroz agulhinha (-27,69%) e o açúcar cristal (-22,03%). O tomate (-14,86%), a farinha de trigo (-1,79%), a manteiga (-1,32%) e a banana (-0,33%) também registraram redução de preços nesse período mais longo. Conforme o Campo Grande NEWS checou, esses dados indicam uma volatilidade considerável nos preços dos alimentos.
O impacto no tempo de trabalho e na renda familiar
A alta na cesta básica em Campo Grande tem um impacto direto na vida dos trabalhadores. Em abril, um morador com salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 112 horas e 13 minutos para adquirir a cesta básica, um aumento em relação às 109 horas e 23 minutos de março. Em abril de 2025, com um salário mínimo de R$ 1.518,00, o tempo necessário era de 116 horas e 41 minutos.
Considerando o salário líquido, após o desconto da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 55,15% da renda para comprar a cesta em abril. Em março, esse percentual foi de 53,75%, e em abril do ano passado, 57,34%. Esses números evidenciam a crescente dificuldade em manter o poder de compra, com uma parcela cada vez maior do salário sendo destinada apenas para a alimentação básica. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa situação exige adaptações significativas no planejamento financeiro das famílias.
O Dieese ressalta que a persistência desses aumentos na cesta básica pode levar a uma reconfiguração nos hábitos de consumo, com famílias buscando alternativas mais baratas ou reduzindo a quantidade de certos produtos. A análise detalhada dos dados de Campo Grande, como feito pelo Campo Grande NEWS, é fundamental para entender as dinâmicas inflacionárias e seus efeitos socioeconômicos na região, fornecendo informações cruciais para o planejamento de políticas públicas e para a orientação dos consumidores.

