Campo Grande: 13º morcego com raiva em 2026 acende alerta; saiba o que fazer

Campo Grande registrou o 13º caso de raiva em morcegos neste ano, um número que acende o alerta sanitário na capital. O animal infectado foi encontrado no bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal, e o diagnóstico confirmado pelas autoridades de saúde reforça a necessidade de atenção e prevenção. A presença do vírus em morcegos na área urbana de Campo Grande é uma realidade desde 2001, segundo Maria Aparecida Conche, chefe do Serviço de Controle de Raiva do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

A confirmação de mais um caso reforça a circulação do vírus da raiva na cidade e a importância de seguir as orientações para evitar contaminações. A prevenção é a chave principal, especialmente para impedir o contato direto com animais potencialmente infectados. O CCZ enfatiza que a melhor maneira de se proteger é evitar qualquer tipo de aproximação com os morcegos encontrados caídos no chão, sejam eles vivos ou mortos, ou caso invadam acidentalmente um imóvel.

Em situações como essas, é fundamental isolar o animal para que não haja contato, tanto por parte de pessoas quanto de animais domésticos. O recolhimento seguro e a análise laboratorial para detecção do vírus são realizados exclusivamente por servidores do CCZ. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a raiva é uma doença viral grave, com alta taxa de mortalidade em mamíferos, incluindo humanos, quando os sintomas se manifestam. Por isso, a atenção redobrada é essencial para a saúde pública da cidade.

Orientações essenciais ao encontrar um morcego

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande é categórico: moradores jamais devem tentar capturar, tocar ou remover morcegos encontrados no chão. Essa tarefa é exclusiva dos profissionais do órgão. O animal recolhido é encaminhado para exames que confirmam ou descartam a presença do vírus da raiva. Caso um morcego adentre sua residência sem querer, a orientação é isolar o local e impedir o acesso de animais domésticos até a chegada da equipe de recolhimento.

É importante salientar que a maioria dos morcegos encontrados na área urbana de Campo Grande não são hematófagos, ou seja, não se alimentam de sangue. As espécies predominantes na cidade consomem frutos e insetos. No entanto, mesmo esses animais, se infectados pelo vírus da raiva, podem transmitir a doença através de mordidas ou arranhões acidentais, representando um risco para humanos e pets.

Vacinação de cães e gatos: uma barreira de proteção

O CCZ também aproveita para reforçar a importância crucial da vacinação anual contra a raiva para cães e gatos. Essa medida funciona como uma importante barreira de proteção, evitando a disseminação do vírus caso um animal doméstico entre em contato com um morcego infectado. Manter a carteirinha de vacinação dos seus pets em dia é um ato de responsabilidade e cuidado com a saúde de toda a família.

O órgão esclarece que não realiza a captura de morcegos em locais altos, nem o desalojamento de colônias ou a higienização de telhados e forros. Essas responsabilidades recaem sobre os proprietários dos imóveis, que devem contratar empresas especializadas e licenciadas para tais serviços. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a atuação do CCZ foca no recolhimento de animais em situações de risco direto de contato.

Serviço de recolhimento: como acionar o CCZ

Moradores de Campo Grande que encontrarem morcegos caídos no chão (vivos ou mortos) ou pendurados em locais de fácil acesso devem entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O atendimento é realizado por diferentes canais, dependendo do dia e horário:

De segunda a sexta-feira, das 7h às 17h:
Telefone: (67) 3313-5000
WhatsApp: (67) 99142-5701
Telefone: (67) 2020-1801
Telefone: (67) 2020-1789

De segunda a sexta-feira, das 17h às 21h:
Telefone: (67) 2020-1794

Sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h:
Telefone: (67) 2020-1794

A orientação principal é não tocar ou tentar capturar o morcego por conta própria. A ação de profissionais capacitados é fundamental para garantir a segurança e permitir a análise laboratorial do animal, que pode ser crucial para o controle epidemiológico da raiva na região. O Campo Grande NEWS reforça a importância de seguir estas recomendações para proteger a comunidade.