O Aeroporto Matecaña, principal porta de entrada para a região cafeeira da Colômbia, reabriu suas portas nesta quarta-feira, 26 de agosto, 16 dias após o terremoto que danificou suas instalações. Apesar da retomada das operações, a capacidade de voos permanece significativamente reduzida, com a LATAM, única grande companhia aérea a operar no local, oferecendo apenas 21 voos semanais, uma queda de 40% em comparação com os 35 voos diários anteriores ao tremor. A notícia foi divulgada pelo Colombia Travel e confirmada por diversas fontes locais.
A reabertura, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS, ocorre após uma avaliação detalhada dos danos estruturais. Engenheiros da Aeronáutica Civil da Colômbia inspecionaram o terminal e a pista, liberando o funcionamento principal. No entanto, instalações secundárias, como o sistema de manuseio de bagagens e parte da infraestrutura de combate a incêndios, ainda estão em reparo. A expectativa é de que os passageiros enfrentem algumas dificuldades temporárias, como sinalização provisória e possíveis atrasos.
A região cafeeira, que inclui cidades como Armenia e Manizales, além do popular Vale de Cocora, é um dos destinos mais procurados por turistas estrangeiros na Colômbia. A interrupção das atividades do aeroporto gerou preocupação sobre o impacto no turismo e na economia local. A volta da operação, mesmo que limitada, é um passo importante para a recuperação da área.
Estragos e Demora na Recuperação
O terremoto, com epicentro próximo à divisa entre Quindío e Pereira, ocorreu em 10 de agosto, causando rachaduras na pista e danos ao edifício terminal do Matecaña. Inicialmente, a previsão era de um fechamento de uma a duas semanas. Contudo, a extensão dos reparos necessários nas áreas de suporte prolongou a interdição por 16 dias. A pista principal foi liberada em uma semana, mas a certificação de segurança do terminal e as obras complementares levaram mais tempo, conforme detalhado pelo Colombia Travel.
A LATAM, que retomou suas operações, está operando com duas frequências diárias de Bogotá e uma de Medellín. Antes do terremoto, a companhia aérea mantinha cinco voos diários para Pereira. Essa redução na oferta reflete tanto as limitações físicas do terminal, com alguns portões ainda fora de serviço, quanto uma abordagem cautelosa da companhia em relação à demanda. A LATAM informou que novos voos serão adicionados conforme as condições operacionais permitirem, mas sem um cronograma definido.
Outras companhias aéreas, como a Avianca e a Ultra Air, ainda não anunciaram datas para a retomada de seus serviços no Aeroporto Matecaña. A Ultra Air, que havia iniciado recentemente suas operações em Pereira, pode aguardar a restauração completa do terminal antes de voltar a voar, uma decisão estratégica a ser observada. O Campo Grande NEWS monitora de perto essas atualizações para informar seus leitores.
O que esperar ao chegar em Pereira
Ao desembarcar no Aeroporto Matecaña, os viajantes encontrarão o terminal aberto, mas com áreas ainda isoladas para obras. É esperado o uso de sinalização temporária e a presença de ruídos de construção. O fluxo reduzido de pessoal e equipamentos pode gerar lentidão nos procedimentos, incluindo o recebimento de bagagens. O sistema principal de esteiras não foi danificado, mas o sistema secundário, ainda em reparo, pode resultar em um manuseio manual de malas maiores, exigindo tempo extra para quem precisa se conectar a transportes terrestres.
Para quem se dirige ao centro de Pereira, a cerca de 7 quilômetros do aeroporto, o transporte terrestre está normalizado. Táxis, aplicativos de transporte e shuttles de hotéis estão disponíveis. O serviço de ônibus para Armenia e Manizales também foi restabelecido em sua grade regular de horários. O Campo Grande NEWS reforça a importância de planejar o tempo de deslocamento em função das possíveis demoras no aeroporto.
Alternativas para quem não consegue voar para Pereira
Caso a grade reduzida de voos não atenda às necessidades de viagem, os viajantes podem considerar os aeroportos de Armenia (El Edén), a cerca de 45 minutos de carro, e Manizales (La Nubia), a aproximadamente 90 minutos. Ambos são menores que o Matecaña e possuem serviços limitados, mas podem oferecer alternativas viáveis. O Aeroporto El Edén conta com voos diários da Avianca partindo de Bogotá e serviços ocasionais de Medellín.
O Aeroporto La Nubia, devido à sua localização montanhosa, opera apenas com aeronaves de pequeno porte e possui poucos voos semanais. Para quem prefere o transporte terrestre, a rota de ônibus de Bogotá para a região, com cerca de 270 quilômetros, leva aproximadamente seis horas em boas condições de estrada. A rota de carro pode ser feita em cerca de quatro horas, mas é crucial verificar as condições do passo de Quindío, especialmente após chuvas fortes, devido ao risco de deslizamentos.
A reabertura do Aeroporto Matecaña é um sinal de recuperação para a região cafeeira colombiana. A capacidade ainda limitada, no entanto, exige planejamento e flexibilidade por parte dos viajantes. O Campo Grande NEWS continuará acompanhando o desenrolar dos reparos e a normalização dos serviços aéreos na Colômbia.


