Polícia investiga crime premeditado na Zona Oeste
Um caso de extrema violência chocou os moradores do Rio de Janeiro. Uma adolescente de apenas 12 anos foi vítima de um estupro coletivo, e os vídeos do crime foram vendidos por R$ 5 em aplicativos de mensagens. A denúncia foi registrada na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) na noite de quarta-feira (13), depois que a mãe da vítima descobriu a brutalidade através das imagens que circulavam nas redes sociais.
O crime, que aconteceu em 22 de abril, teria sido premeditado pelo ex-namorado da vítima, que a convidou para ir até sua casa. Ao chegar, ela foi surpreendida por outros sete jovens. Segundo as investigações, após a recusa da menina em ter relações sexuais, ela foi submetida a agressões físicas e psicológicas. As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornal EXTRA.
A investigação está a cargo da Deam de Campo Grande, bairro onde o crime ocorreu. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a situação gerou grande comoção e um forte esquema policial foi montado para localizar todos os envolvidos. A rápida identificação dos suspeitos foi possível graças à própria divulgação das imagens feitas por eles.
Emboscada e venda de vídeos por R$ 5
A delegada Fernanda Caterine, responsável pelo caso, afirmou em entrevista ao g1 que a ação foi totalmente planejada. “Ela não sabia, foi tudo premeditado, armado pelo namorado dela. Chegou, foi surpreendida e submetida a agressões e ofensas durante esse ato”, declarou a delegada.
A crueldade dos agressores não parou na violência sexual. Eles gravaram o estupro e, em um ato de completo desprezo pela vítima, começaram a comercializar as imagens. “Um deles estava vendendo por R$ 5. Quer dizer, a imagem dessa menina valia R$ 5”, lamentou a delegada, destacando a banalização da violência.
Foi justamente essa circulação dos vídeos que permitiu que o crime viesse à tona. As imagens chegaram a adultos da comunidade, que, chocados, fizeram com que o conteúdo chegasse até a mãe da adolescente. Até aquele momento, a menina, traumatizada, não havia contado nada para a família.
Investigação e apreensão dos envolvidos
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a mãe da vítima procurou a delegacia e registrou a ocorrência. A Deam agiu rapidamente, solicitando à Justiça mandados de busca e apreensão contra os oito menores identificados, com idades entre 12 e 16 anos. Os pedidos foram autorizados na sexta-feira (15).
A Justiça determinou a internação provisória de todos os envolvidos. Até o momento, seis dos oito adolescentes foram apreendidos e dois continuam sendo procurados pela polícia. A operação também autorizou a apreensão de celulares e computadores que serão periciados para aprofundar as investigações, conforme checado pelo Campo Grande NEWS.
A vítima já prestou depoimento e passou por exame de corpo de delito. Ela está recebendo todo o suporte necessário para lidar com o trauma. “Essa menina recebeu todo cuidado. Ela vai ter acompanhamento médico, psicológico e também do conselho tutelar”, garantiu a delegada Fernanda Caterine.
Outros casos acendem alerta no Rio
Este crime brutal na Zona Oeste ocorre poucos meses após um caso semelhante ganhar repercussão na cidade. Em janeiro, uma adolescente de 17 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul. Na ocasião, ela também foi atraída ao local por um ex-namorado.
A repetição de casos com modus operandi parecido levanta um alerta sobre a segurança de jovens e adolescentes. A equipe do Campo Grande NEWS segue acompanhando o desenrolar das investigações e a busca pelos dois suspeitos que ainda estão foragidos. A identidade dos menores é mantida em sigilo, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


