Estupro coletivo choca Campo Grande: menina é vítima de 8 menores

Justiça determina internação de suspeitos

Um crime brutal chocou os moradores de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma menina de apenas 12 anos denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo praticado por oito adolescentes, todos menores de idade. O caso, que teria ocorrido no dia 22 de abril, veio à tona após a mãe da vítima registrar a ocorrência na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) do bairro. A Polícia Civil agiu rapidamente e, em poucas horas, conseguiu identificar todos os envolvidos, levando a Justiça a expedir mandados de busca, apreensão e internação provisória para os suspeitos.

A investigação aponta para um cenário ainda mais grave, pois há indícios de que os adolescentes gravaram o ato criminoso e divulgaram as imagens nas redes sociais. Por essa razão, a Justiça também autorizou a apreensão de todos os celulares e computadores pertencentes aos menores, buscando coletar provas digitais que ajudem a esclarecer a dinâmica completa do ocorrido e a participação de cada um.

Um dos adolescentes se apresentou voluntariamente à polícia na tarde de sexta-feira (15), data em que as ordens judiciais foram emitidas. A Polícia Civil informou que diligências e oitivas já permitiram determinar a participação individual de cada um dos suspeitos no crime. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o caso segue em andamento para a completa apuração dos fatos.

Ação rápida da Polícia Civil

A denúncia foi formalizada pela mãe da vítima na noite de quarta-feira (13), na Deam de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, a partir da comunicação do crime, foi iniciado um intenso trabalho investigativo que resultou na identificação de todos os oito menores envolvidos em um curto período.

Em nota, a corporação destacou a agilidade da operação. “Desde o registro da ocorrência, a autoridade policial realizou diligências ininterruptas, levantamentos de inteligência e oitivas, permitindo esclarecer rapidamente a dinâmica dos fatos e individualizar a participação de cada envolvido”, afirmou o comunicado.

Essa eficiência foi crucial para que a autoridade policial pudesse representar rapidamente pela busca e apreensão dos adolescentes, uma medida que foi prontamente acatada pelo Poder Judiciário. A investigação busca agora reunir todas as provas necessárias para a responsabilização dos envolvidos.

Busca por provas digitais é prioridade

Um dos aspectos mais perturbadores do caso é a suspeita de que o crime foi filmado e compartilhado. A apreensão dos dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, é uma etapa fundamental para confirmar essa informação e identificar a extensão da divulgação do material.

Caso a gravação e o compartilhamento sejam confirmados, os adolescentes podem responder por atos infracionais análogos a outros crimes, além do estupro de vulnerável. A análise desses equipamentos será realizada por peritos especializados, que buscarão recuperar os vídeos e rastrear sua disseminação online.

A polícia trabalha com sigilo para proteger a identidade da vítima, que está recebendo todo o amparo necessário. O Campo Grande NEWS acompanha o caso e trará novas informações assim que forem divulgadas oficialmente pelas autoridades responsáveis.

O que acontece agora com os menores?

Com a expedição dos mandados de internação provisória, os adolescentes identificados devem ser encaminhados para unidades do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase). Essa medida, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode durar até 45 dias.

Durante esse período, o Ministério Público irá analisar as provas coletadas pela polícia para decidir se oferece ou não uma representação contra os menores pela prática de ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável. O caso corre em segredo de Justiça para preservar a identidade dos envolvidos, especialmente a da vítima.

A comunidade local está abalada e espera por justiça. A investigação, conforme atestou o Campo Grande NEWS, continua com o objetivo de esclarecer todos os detalhes deste crime que expõe a grave realidade da violência sexual contra crianças e adolescentes.