A América Latina viveu uma sexta-feira de notícias impactantes, com a Argentina registrando a menor inflação mensal em quase um ano, o Brasil mergulhando em um escândalo envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Cuba enfrentando um recorde de apagões. Estes eventos, divulgados nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, moldam o cenário político e econômico da região, com desdobramentos que prometem agitar os próximos meses. A economia argentina mostra sinais de recuperação, enquanto o cenário político brasileiro se complica e a crise energética cubana agrava a situação social.
Notícias Urgentes da América Latina
A Argentina celebra um alívio na inflação, com o INDEC divulgando dados que indicam uma desaceleração significativa. Este cenário contrasta com a turbulência política em Brasília, onde investigações apontam para transferências financeiras polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. Enquanto isso, Cuba lida com um colapso energético sem precedentes, gerando protestos e agravando a crise na ilha caribenha. O dia também trouxe notícias do Peru, com a definição do segundo turno presidencial, e do México, com rebaixamento da nota de crédito pelo S&P.
Argentina: Inflação em Queda Traz Alívio a Milei
A Argentina registrou em abril uma inflação mensal de 2,6%, o menor índice em onze meses. Segundo o INDEC, a taxa interanual desacelerou para 32,4%. Estes números representam uma vitória para o presidente Javier Milei, cuja tese de desinflação, abalada por choques anteriores, volta a ganhar força. O índice de preços ao consumidor (IPC) mostrou que transportes lideraram os aumentos com 4,4%, seguidos por educação com 4,2%. Alimentos e bebidas não alcoólicas subiram 1,5%. Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa desaceleração é um respiro para o governo, que busca estabilizar a economia em meio a desafios persistentes. O mercado reagiu positivamente, com o MERVAL fechando em alta de 0,33%, e o peso argentino (ARS) mantendo-se estável em 1.392.
A tese de desinflação de Milei, que sofreu um abalo com a impressão de março, volta a estar em pauta. O mercado financeiro argentino, representado pelo MERVAL, mostrou otimismo com a notícia, fechando em alta. A expectativa é que o país retome um caminho de maior estabilidade econômica, apesar dos desafios estruturais.
Brasil: Escândalo Envolve Flávio Bolsonaro e Transferências Milionárias
O Brasil está no centro de um escândalo após a publicação pelo Intercept Brasil de mensagens de WhatsApp, recibos bancários e uma gravação de áudio. As evidências sugerem que o senador Flávio Bolsonaro teria intermediado R$ 134 milhões em transferências do CEO preso do Banco Master, Daniel Vorcaro, entre fevereiro e maio de 2025. O destino declarado seria um filme documental sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal prendeu o pai do banqueiro, Henrique Moura Vorcaro, em Belo Horizonte. Conforme o Campo Grande NEWS checou, o áudio revela que o senador falava em “parcelas para trás” ainda devidas. O presidente Lula, em Camaçari, limitou-se a dizer que não comentaria, classificando o caso como “um caso de polícia”.
A divulgação dessa informação abala a corrida eleitoral, especialmente considerando que pesquisas recentes indicavam um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. A estratégia política parece ser de deixar que o processo institucional desgaste a posição de Flávio como potencial candidato. O Ibovespa fechou em alta de 0,72%, enquanto o dólar recuou para 4,98.
Cuba: Apagões Recordes Agravam Crise Social e Energética
Cuba enfrenta um colapso energético sem precedentes. A Unión Eléctrica previu que 70% da ilha seria desconectada no pico de demanda nesta quinta-feira, um recorde anual. O déficit de geração atingiu 2.174 MW, com oito das dezesseis unidades termoelétricas offline. Um colapso parcial do sistema elétrico nacional (SEN) desconectou todo o terço oriental da ilha. As consequências sociais são graves, com protestos e “cacerolazos” se espalhando por Havana e outras cidades. A situação é agravada pela escassez de combustível, com apenas dois navios-tanque chegando em 2026, e o prazo para sanções secundárias dos EUA se aproxima.
O presidente Miguel Díaz-Canel lamentou em redes sociais que “o cerco energético que negam está asfixiando Cuba”. As interrupções diárias de energia em Havana chegam a 22 horas, impactando severamente a vida dos cidadãos e a economia do país. A situação energética cubana é um reflexo de problemas estruturais e da escassez de recursos, agravada por fatores externos.
Outros Destaques da América Latina
Na Bolívia, a crise social se intensifica com a primeira morte confirmada durante o “paro” indefinido. Anna Enns, uma turista belizenha de 56 anos, faleceu em Desaguadero após bloqueadores impedirem o acesso médico. O governo atribuiu a culpa aos manifestantes. O país registra sessenta pontos de bloqueio, com cinco mil caminhões paralisados diariamente, gerando perdas de US$ 720 mil. A intervenção das Forças Armadas é iminente.
O México viu sua nota soberana cortada pela S&P, que também rebaixou as perspectivas da PEMEX e CFE. A agência citou a lentidão na consolidação fiscal, crescimento fraco e aumento da dívida. O governo mexicano defendeu sua posição, destacando o baixo desemprego e um déficit orçamentário abaixo do previsto. A presidente eleita Sheinbaum prometeu “provar que a S&P está errada”.
Na Colômbia, o presidente Petro confirmou o bombardeio contra o ELN, resultando na morte de sete combatentes. No entanto, quatro soldados colombianos morreram em uma emboscada atribuída a dissidentes das FARC. A violência se intensifica às vésperas do primeiro turno presidencial.
A Venezuela anunciou o início formal do processo de reestruturação de suas dívidas soberana e da PDVSA, com estimativas privadas apontando para valores entre US$ 150-170 bilhões. O país está em default desde 2017-2018. A oposição prepara uma mobilização em Táchira.
No Peru, Roberto Sánchez foi confirmado como o oponente de Keiko Fujimori no segundo turno presidencial, com uma margem apertada sobre seu rival. A disputa promete ser acirrada, com alegações de fraude já circulando.
O fechamento da cúpula Trump-Xi em Pequim e a ratificação do acordo comercial México-UE pela União Europeia também marcaram o cenário internacional, com reflexos nos mercados de commodities. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a volatilidade em metais preciosos e petróleo reflete o ambiente de incertezas globais.


