Desemprego em MS sobe e atinge 4ª maior alta do país após demissões

Mato Grosso do Sul registrou a quarta maior alta no desemprego do país no primeiro trimestre de 2025, com um aumento de 1,4 ponto percentual na taxa de desocupação em comparação com o trimestre anterior. Os dados, divulgados hoje (14) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, indicam que o estado pode não ter conseguido absorver integralmente as vagas temporárias que foram encerradas ao final do ano passado.

Apesar dessa elevação, Mato Grosso do Sul ainda figura entre os estados com taxas de desemprego mais baixas do Brasil, apresentando um índice geral de 3,8%, o que o coloca na sexta posição entre os menores índices nacionais. Na capital, Campo Grande, o cenário é semelhante, com uma taxa de desocupação de 4,1%, a quarta menor entre as capitais brasileiras.

Os estados que apresentaram variações mais expressivas na taxa de desocupação foram Ceará (2,3 pontos percentuais), Acre (1,8 ponto percentual) e Tocantins (1,6 ponto percentual). A variação em Mato Grosso do Sul foi de 1,4 ponto percentual, posicionando o estado nessa lista de maior crescimento.

Entenda o aumento sazonal do desemprego

O analista da pesquisa, William Kratochwill, explica que o aumento da desocupação no primeiro trimestre é um fenômeno histórico, diretamente ligado ao encerramento de contratos de trabalho temporário. Essa dispensa em massa ocorre frequentemente após períodos de pico de vendas, como o Natal, ou com o término de vínculos em setores como educação e saúde no serviço público municipal.

“Outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano”, ressalta Kratochwill. Ele cita como exemplos Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas, Sergipe, Piauí, Pernambuco e Amapá, que não registraram aumentos significativos.

Comparativo anual mostra estabilidade em MS

Quando a comparação é feita com o mesmo período do ano anterior, ou seja, o primeiro trimestre de 2024, o resultado para Mato Grosso do Sul é mais animador. A taxa de desemprego caiu de 4% para os atuais 3,8%, indicando uma recuperação em relação ao ano passado.

Apesar de figurar entre as maiores variações trimestrais, o estado mantém uma posição de destaque com um dos menores índices gerais de desemprego. A taxa de 3,8% é a sexta menor do país, ficando atrás apenas de Rondônia (3,7%), Paraná (3,5%), Espírito Santo (3,2%), Mato Grosso (3,1%) e Santa Catarina (2,7%). Conforme o Campo Grande NEWS checou, essa consistência reflete a força do mercado de trabalho local.

Campo Grande também se destaca entre as capitais

No cenário das capitais, Campo Grande apresenta um índice de desemprego de 4,1%, o que a coloca como a quarta menor taxa entre as 27 capitais brasileiras. O índice mais alto registrado entre as capitais foi o de Salvador, Bahia, com 10,2%.

Em relação ao trimestre anterior, Campo Grande também observou um aumento, de 1 ponto percentual, similar ao movimento estadual. No entanto, a análise do Campo Grande NEWS sobre os dados do IBGE reforça que a capital mantém uma performance positiva quando comparada a outras grandes cidades do país.

A pesquisa Pnad Contínua do IBGE, conforme publicado pelo Campo Grande NEWS, é fundamental para entender as dinâmicas do mercado de trabalho e as particularidades regionais. A capacidade de absorção de mão de obra após a sazonalidade de fim de ano é um indicador importante da saúde econômica de um estado.

O índice de desocupação mede o percentual de pessoas que, embora não estejam empregadas formal ou informalmente, estão ativamente procurando por trabalho. A variação observada em Mato Grosso do Sul, embora significativa em termos percentuais, não altera sua posição de destaque no contexto nacional de baixas taxas de desemprego.