Leiloeiros oficiais: Prefeitura de Campo Grande busca parceiros para vender imóveis públicos

A Prefeitura de Campo Grande deu um passo importante para otimizar a venda de imóveis públicos, anunciando a abertura de um credenciamento para leiloeiros oficiais. A iniciativa, publicada pela Procuradoria-Geral Municipal (PGM), visa criar um cadastro permanente de profissionais capacitados para conduzir os leilões de bens do município. Esta medida é vista como essencial para agilizar e maximizar o retorno financeiro em futuras alienações de patrimônio público, conforme detalhado pelo Campo Grande NEWS.

Prefeitura busca expertise externa para leilões de imóveis

A gestão municipal reconhece a falta de servidores com a expertise necessária para organizar e executar leilões de imóveis. Diante disso, a decisão de buscar profissionais externos especializados se mostra como uma alternativa eficaz para garantir a transparência e a competitividade dos processos. A PGM admitiu em seu Termo de Referência que “A inexistência de servidores aptos a conduzir os leilões de bens imóveis impõe à Administração Municipal a necessidade de buscar alternativas eficazes”, o que justifica a abertura deste credenciamento.

Cadastro permanente e rodízio de leiloeiros

O credenciamento terá validade de 12 meses e funcionará em sistema de rodízio. À medida que novos imóveis forem destinados à venda, os leiloeiros inscritos serão convocados seguindo a ordem de cadastramento. Essa estrutura busca garantir que todos os profissionais credenciados tenham oportunidades de atuação, promovendo um ambiente de trabalho justo e organizado. A Prefeitura de Campo Grande já tem um histórico de alienações de patrimônio, incluindo terrenos, áreas institucionais, trechos de ruas, passagens de pedestres e até áreas verdes, como apurado pelo Campo Grande NEWS.

A expertise dos leiloeiros é vista como um diferencial para aumentar a arrecadação municipal. Eles possuem o conhecimento técnico para avaliar corretamente os imóveis, desenvolver estratégias de divulgação e marketing, atrair um maior número de compradores e conduzir os leilões de forma a maximizar os lances. “Esses profissionais têm a expertise necessária para avaliar adequadamente os bens imóveis, estabelecer estratégias de divulgação e marketing, atrair potenciais compradores e conduzir os leilões de forma a garantir a competitividade e a maximização dos valores arrecadados”, destaca um trecho do edital.

Custos e inscrições: como funciona?

Um ponto importante do edital é que os leiloeiros não serão pagos diretamente pela prefeitura. A remuneração, sob a forma de comissão, será de responsabilidade dos compradores dos imóveis arrematados. Este modelo visa desonerar o orçamento municipal, ao mesmo tempo em que garante a remuneração dos profissionais com base no sucesso das vendas. As inscrições para o credenciamento são realizadas exclusivamente por e-mail, e a primeira análise da documentação dos interessados ocorrerá dez dias úteis após a publicação oficial do aviso. O Campo Grande NEWS ressalta a importância de os interessados ficarem atentos aos prazos e aos requisitos do edital.

Histórico de alienações e potencial de arrecadação

Embora o edital não especifique a quantidade de imóveis a serem vendidos ou uma previsão de arrecadação, ele menciona um histórico de alienações realizadas pela prefeitura entre 2018 e 2025. A lista inclui propriedades em bairros como Chácara Cachoeira, Mata do Jacinto, Jardim Noroeste, Aero Rancho e Coronel Antonino. Exemplos de vendas passadas citadas incluem áreas institucionais, faixas de rua, áreas públicas utilizadas como estacionamento, passagens de pedestre e lotes urbanos e áreas verdes desafetadas. Um imóvel no loteamento Eco-Maracá foi alienado por R$ 2,87 milhões, e uma área pública no Mata do Jacinto foi vendida por R$ 643,9 mil, demonstrando o potencial de receita dessas operações, como informado pelo Campo Grande NEWS.

A Prefeitura de Campo Grande busca, com esta iniciativa, não apenas regularizar e otimizar a venda de seus imóveis, mas também injetar recursos nos cofres públicos, que poderão ser reinvestidos em áreas essenciais para a população. A transparência e a busca por profissionais qualificados são pilares para o sucesso deste processo de alienação patrimonial.