A Expogrande 2026 se tornou palco para um projeto inovador da Prefeitura de Campo Grande, focado em garantir a perenidade de um dos cartões-postais mais queridos da cidade: as figueiras centenárias da Avenida Afonso Pena. Através da técnica de estaquia, a administração municipal está produzindo mudas clonadas que mantêm as características genéticas das árvores originais, assegurando a continuidade da paisagem urbana e a preservação da memória afetiva da população. A iniciativa, que já começa a dar frutos com o plantio de novas mudas na Avenida Mato Grosso, visa não apenas manter a beleza da cidade, mas também implementar uma gestão responsável da arborização urbana, substituindo gradualmente os exemplares que chegam ao fim de seu ciclo de vida.
Projeto de clonagem de figueiras históricas na Expogrande
A Prefeitura de Campo Grande está utilizando a Expogrande 2026 como vitrine para apresentar um projeto de extrema relevância para a identidade visual e histórica da Capital: a clonagem das tradicionais figueiras da Avenida Afonso Pena. Essas árvores imponentes, testemunhas vivas de décadas de história campo-grandense, estão sendo replicadas por meio da técnica de estaquia, garantindo que suas características genéticas sejam preservadas nas novas mudas.
O objetivo principal desta iniciativa é assegurar a continuidade da paisagem urbana emblemática da Avenida Afonso Pena. As figueiras não são apenas elementos paisagísticos, mas também símbolos de afeto e memória para os moradores de Campo Grande. O projeto, conforme divulgado pela prefeitura, busca oferecer um futuro para essas árvores icônicas, permitindo que as próximas gerações também desfrutem de sua presença.
Conforme o Campo Grande NEWS checou, a produção das mudas clonadas é um processo técnico minucioso. A técnica de estaquia, uma forma de reprodução assexuada, permite que as novas plantas sejam geneticamente idênticas às árvores-mãe. Isso garante que as futuras figueiras apresentem a mesma resistência às condições climáticas e ambientais de Campo Grande, herdando a robustez que tornou os exemplares originais tão duradouros.
Preservando a identidade urbana de Campo Grande
A preservação da identidade urbana é um dos pilares deste projeto. As figueiras da Avenida Afonso Pena são reconhecidas por todos os campo-grandenses e turistas, compondo um cenário único e marcante. A clonagem garante que essa identidade visual seja mantida, mesmo com o natural envelhecimento das árvores existentes. O plantio das novas mudas, já em andamento na Avenida Mato Grosso, representa um passo concreto para a sucessão planejada.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, enfatizou a importância da iniciativa. Ele destacou que o projeto une a aplicação de técnicas modernas de jardinagem com a valorização do patrimônio histórico e afetivo da cidade. “A clonagem dessas figueiras é uma estratégia fundamental para mantermos viva a identidade de Campo Grande”, afirmou Silva Junior.
Ele complementou, ressaltando o compromisso com o futuro: “Estamos garantindo que as futuras gerações encontrem a cidade com a mesma paisagem que hoje é tão simbólica para todos nós, mas com árvores preparadas para enfrentar os desafios urbanos atuais.” Essa visão garante que a beleza e o significado das figueiras transcendam o tempo.
Gestão responsável da arborização urbana
Além do valor estético e histórico, o projeto de clonagem se insere em uma política mais ampla de gestão responsável da arborização urbana. Árvores, como seres vivos, possuem um ciclo natural. Com o passar dos anos, os exemplares mais antigos podem entrar em processo de senescência, necessitando de substituição gradual para garantir a segurança pública e a continuidade da cobertura vegetal.
A prefeitura, por meio desta ação, demonstra um planejamento cuidadoso. As mudas são cultivadas em viveiros e introduzidas na paisagem urbana de forma estratégica. Essa abordagem evita perdas drásticas na paisagem e assegura uma transição suave e respeitosa, tanto para o meio ambiente quanto para a memória afetiva dos cidadãos. Conforme o Campo Grande NEWS apurou, a técnica de estaquia garante que as novas árvores já nasçam com a resiliência necessária para o ambiente urbano.
Ademar Silva Junior também abordou o caráter preventivo da ação: “Estamos trabalhando com planejamento. Essas mudas são produzidas em viveiro e plantadas de forma gradual, o que evita perdas bruscas na paisagem e assegura uma transição responsável, respeitando tanto o meio ambiente quanto a memória afetiva da população.” Essa antecipação é crucial para a manutenção da qualidade de vida urbana.
As figueiras como patrimônio vivo de Campo Grande
As figueiras da Avenida Afonso Pena transcendem sua função ecológica e paisagística, tornando-se verdadeiros patrimônios vivos de Campo Grande. Elas representam um elo tangível com o passado, e sua preservação é um ato de respeito à história e à cultura local. O projeto de clonagem, ao garantir a continuidade dessas árvores, reforça o sentimento de pertencimento e a identidade da cidade.
A exposição na Expogrande 2026 oferece ao público a oportunidade de conhecer de perto esse projeto e entender a importância de cada muda clonada. É um convite à reflexão sobre como a tecnologia e o planejamento podem andar de mãos dadas com a preservação ambiental e histórica. O Campo Grande NEWS ressalta que iniciativas como essa são fundamentais para construir uma cidade mais sustentável e com forte conexão com suas raízes.
A escolha da figueira (Ficus microcarpa) para este projeto não é aleatória. Sua longevidade, porte majestoso e capacidade de adaptação a ambientes urbanos a tornam ideal para compor a paisagem de Campo Grande por muitos e muitos anos. A clonagem assegura que a próxima geração dessas árvores mantenha as mesmas qualidades, garantindo a beleza e a funcionalidade da arborização urbana.
O futuro das figueiras centenárias
O futuro das figueiras centenárias de Campo Grande parece mais seguro graças a este projeto pioneiro. Ao apresentar as mudas clonadas na Expogrande, a prefeitura não apenas exibe uma conquista técnica, mas também reforça seu compromisso com a memória e o desenvolvimento sustentável da Capital. A iniciativa é um exemplo de como é possível conciliar o progito com a preservação do legado histórico.
A população de Campo Grande pode acompanhar de perto o desenvolvimento e o plantio das novas figueiras, participando ativamente da construção de uma cidade que valoriza seu passado ao mesmo tempo em que se projeta para o futuro. A Expogrande 2026 se consolida, assim, como um espaço de aprendizado e de celebração da identidade campo-grandense.

