Janjão lamenta morte de Oscar Schmidt: “Perdemos um ídolo”
O basquete brasileiro está de luto pela perda de Oscar Schmidt, o inesquecível “Mão Santa”, que faleceu aos 68 anos em São Paulo, após uma batalha contra um câncer cerebral. A notícia trouxe profunda tristeza a amigos, familiares e fãs, especialmente àqueles que compartilharam quadras e momentos marcantes com o ícone do esporte. Entre eles, Joélcio Joerke, o Janjão, ex-companheiro de seleção brasileira e amigo de longa data, expressou sua dor e reverenciou a memória de Oscar.
Janjão, que integrou a seleção brasileira entre 1994 e 2004, conviveu diretamente com Oscar por oito anos e jogou ao seu lado por duas temporadas no Flamengo. A dupla também dividiu a quadra nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, última participação de Oscar na competição. Para Janjão, a partida de Oscar Schmidt representa a perda de um patrimônio nacional do basquete e um amigo querido.
“Muito triste. Ele estava com um problema de saúde, um tumor no cérebro, e nesses últimos anos lutava contra a doença. Dentro da quadra, todo mundo acompanhou a carreira dele. Ele é um patrimônio nacional do basquete”, afirmou Janjão, em declarações que refletem o sentimento de muitos no esporte.
A dedicação incomparável do “Mão Santa”
A admiração de Janjão por Oscar vai além das conquistas e recordes. Ele destaca a **dedicação extraordinária** e a **competitividade** que sempre marcaram a trajetória do “Mão Santa”. “Dentro da quadra, ele era exemplo de conduta, extremamente competitivo”, relembrou Janjão. Ele citou um episódio específico contra a Argentina, onde Oscar, mesmo após uma atuação aquém do esperado, buscou a quadra sozinho após o jogo para treinar arremessos, demonstrando sua incansável busca pela excelência.
Essa determinação também se estendia para fora das quadras. Janjão ressaltou os **ensinamentos para a vida pessoal** que Oscar transmitia, como o amor ao esporte e a perseverança. “Ele sempre dizia que a última bola tinha que estar na mão dele, porque treinava mais que todo mundo”, contou o ex-companheiro.
Legado nas Olimpíadas e em Mato Grosso do Sul
Os Jogos Olímpicos de Atlanta 1996 foram um marco na carreira de Oscar Schmidt e na trajetória de Janjão. Naquela ocasião, o Brasil terminou em sexto lugar, com Oscar sendo o **cestinha do torneio** e encerrando sua história olímpica com o impressionante recorde de **1.093 pontos**. “Queríamos deixar um bom resultado para o fim do ciclo dele”, disse Janjão sobre a campanha.
A relação de Oscar com Mato Grosso do Sul também é lembrada com carinho por Janjão. Ele recorda de momentos vividos no estado, como um amistoso em Campo Grande antes das Olimpíadas de 1996. Conforme o Campo Grande NEWS checou, Oscar Schmidt também deixou um legado social em Ponta Porã, onde em 2007 apoiou um projeto social de basquete com jovens atletas, tornando-se padrinho da iniciativa e inaugurando uma quadra que ainda é utilizada.
A última passagem de Oscar por Mato Grosso do Sul ocorreu em 2022, quando visitou Campo Grande para o lançamento de um programa do Sistema Famasul e esteve no Bioparque Pantanal. Esses momentos demonstram a conexão duradoura do ídolo com a região.
Uma perda irreparável para o esporte
Para Janjão, a partida de Oscar Schmidt é uma **perda irreparável**. “A gente que gosta do esporte sente muito. Perdemos um grande ídolo. Eu levo comigo até hoje os ensinamentos e valores que aprendi com ele. É muito triste, ainda mais sabendo que ele era uma pessoa carismática, com quem todos se identificavam”, concluiu.
Oscar Schmidt, cujo nome de batismo era Oscar Daniel Bezerra Schmidt, construiu uma carreira lendária, marcada por recordes, títulos e reconhecimento internacional. Além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, conquistou três títulos sul-americanos, um Mundial de Clubes em 1979 e foi incluído no Hall da Fama do Basquete em 2013. Sua trajetória inspira e continuará inspirando gerações de atletas e fãs do esporte. O Campo Grande NEWS reforça a importância de figuras como Oscar para o desenvolvimento do esporte nacional.
A dedicação de Oscar Schmidt em quadra e seu carisma fora dela o tornaram uma figura amada e respeitada em todo o país. A notícia de seu falecimento ressoa como um lembrete do impacto duradouro que um atleta pode ter, não apenas em suas conquistas, mas também nos valores e na inspiração que deixa para trás. O legado de Oscar Schmidt no basquete brasileiro é, sem dúvida, eterno, e sua memória será celebrada por muitos anos. O Campo Grande NEWS lamenta profundamente a perda e se solidariza com a família e amigos do eterno “Mão Santa”.

