A tão esperada apresentação do Guns N’ Roses em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, se transformou em um pesadelo para muitos fãs e moradores da cidade. O que deveria ser uma noite de celebração do rock’n’roll se tornou palco de um cenário de caos, com um gravíssimo incidente registrado: a morte de um motorista de aplicativo, Leandro Pereira Alfonso, de 36 anos, que sofreu um infarto em frente ao Autódromo Internacional de Campo Grande. A situação foi agravada pela **demora de mais de uma hora no atendimento do Corpo de Bombeiros**, conforme relatou a esposa da vítima, atribuindo o atraso ao intenso trânsito que tomou conta da cidade.
Show do Guns N’ Roses: Caos e Tragédia em Campo Grande
A turnê brasileira do Guns N’ Roses, que conta com nove shows pelo país, teve seu capítulo mais sombrio em Campo Grande. A chegada dos fãs ao autódromo se tornou um desafio hercúleo, com relatos de **mais de três horas de congestionamento** para acessar o local. A situação não melhorou na saída, onde um engarrafamento de mais de 13 quilômetros se formou na BR-262, o único acesso viário, segundo a Guarda Civil Metropolitana (GCM). A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apontou falhas na organização do evento como principal causa da retenção de veículos.
Afatalidade e a demora no socorro
Leandro Pereira Alfonso, de 36 anos, teve sua vida interrompida por um infarto enquanto estava em frente ao local do show. Sua esposa denunciou a **demora de mais de uma hora para a chegada do Corpo de Bombeiros**, um tempo inaceitável em uma situação de emergência médica. Embora a PRF tenha informado que o atendimento inicial foi prestado pela Polícia Militar e por pessoas que se identificaram como profissionais da saúde, a demora na chegada do socorro oficial é um ponto crítico levantado pela família e que gerou grande comoção. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de agilidade no atendimento médico em eventos de grande porte é um problema recorrente e que exige atenção das autoridades e organizadores.
Congestionamento quilométrico e insatisfação geral
A frustração tomou conta dos presentes, que enfrentaram não apenas o trânsito caótico na chegada, mas também a longa espera para deixar o autódromo. Relatos nas redes sociais descrevem o desespero de quem passou horas preso em engarrafamentos. “Eu moro em Campo Grande e ontem, que deveria ter sido um dia incrível para todo mundo, foi simplesmente horroroso. Pela primeira vez a cidade recebe um show de grande porte e simplesmente as pessoas não conseguem ir”, desabafou uma moradora. A situação se estendeu pela madrugada, com veículos ainda tentando se deslocar pela BR-262 horas após o fim da apresentação, que terminou à 0h40. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a infraestrutura da cidade e a logística de eventos de grande escala precisam ser urgentemente reavaliadas para evitar que episódios como este se repitam.
Falhas na organização apontadas pela PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) se manifestou sobre o caos generalizado, indicando que as falhas na **organização interna do evento** foram o principal gatilho para o congestionamento. Dentre os problemas citados estão a lentidão na leitura de QR Code nas entradas e o atraso na abertura dos estacionamentos. Esses fatores, somados à concentração de veículos em um único ponto de acesso, criaram o cenário de paralisação. A Mercury Concerts, produtora responsável pela turnê, ainda não emitiu pronunciamento oficial sobre os ocorridos. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a falta de comunicação por parte da produtora agrava a insatisfação dos fãs e da população local, que esperam por respostas e providências.
Impacto na cidade e lições para o futuro
O evento, que prometia movimentar a economia local e trazer uma experiência inesquecível, acabou marcando a cidade por uma série de problemas logísticos e pela trágica perda de uma vida. A noite de caos em Campo Grande serve como um **alerta para a necessidade de um planejamento mais rigoroso** em grandes eventos. A segurança, o fluxo de pessoas e veículos, e a agilidade no atendimento de emergências devem ser prioridades absolutas. A expectativa agora recai sobre um possível posicionamento da produtora e sobre as medidas que serão tomadas para garantir que a experiência de futuros eventos seja satisfatória e segura para todos os envolvidos.

