Guns N’ Roses em Campo Grande: Trânsito caótico com 13 km de fila e apps de R$ 80

O aguardado show do Guns N’ Roses em Campo Grande, que aconteceu nesta quinta-feira (9), transformou a saída para o autódromo da cidade em um cenário de caos. A principal via de acesso, a BR-262, registrou um congestionamento impressionante de mais de 13 quilômetros, conforme confirmado pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). A situação gerou transtornos significativos para os fãs que se dirigiam ao evento, com muitos relatando longas horas de espera em seus veículos. O problema não se limitou à rodovia, afetando também o transporte público e os aplicativos de mobilidade urbana, que viram seus preços dispararem.

Trânsito parado e preços nas alturas

Fãs que se deslocavam para o show da banda Guns N’ Roses em Campo Grande enfrentaram um verdadeiro pesadelo no trânsito. A BR-262, rota fundamental para o autódromo, ficou completamente parada, com filas que ultrapassaram os 13 quilômetros. Segundo relatos de alguns fãs ao g1, a espera dentro do carro para chegar ao local do evento já ultrapassava uma hora. A prefeitura de Campo Grande, por meio de nota, informou que o transporte para o show é de responsabilidade particular e não da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Impacto na mobilidade urbana

O aplicativo Waze apontou que a Avenida Ministro João Arinos, também afetada pelo fluxo intenso, registrava um congestionamento superior a 13 km. Essa lentidão generalizada teve um impacto direto nos aplicativos de transporte por aplicativo. Uma corrida simples, que em condições normais levaria poucos minutos, podia custar mais de R$ 80. O trajeto da TV Morena, na Rua Santana, 170, até o autódromo, que em dias comuns dura cerca de 9 minutos, nesta quinta-feira, segundo aplicativos de localização, estava estimado em 50 minutos.

A falta de planejamento para o evento também se refletiu nos bairros da capital, que não contaram com linhas de transporte público exclusivas para atender à demanda gerada pelo show. O transporte coletivo, essencial para muitos fãs, também sofreu com os atrasos. Conforme o Google Maps, a linha 075, que conecta o terminal General Osório ao Guaicurus, apresentou um atraso de quase 40 minutos. Outras linhas importantes, como a 070 (General Osório para Bandeirantes), atrasou 30 minutos, e a linha 122 (centro ao terminal Aero Rancho), registrou 35 minutos de atraso. Esses dados, apurados pelo Campo Grande NEWS, evidenciam a dificuldade de locomoção para os participantes do evento.

Fãs relatam frustração com a espera

A frustração era visível entre os fãs que ficaram presos no trânsito. “A gente se planejou, saiu com antecedência, mas o trânsito está impossível”, comentou uma fã que preferiu não se identificar. A promessa de ver seus ídolos no palco parecia cada vez mais distante diante da realidade de horas parados em engarrafamentos. A falta de informações claras sobre o fluxo e opções de transporte alternativo agravou o cenário. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a expectativa era de que a organização do evento e as autoridades locais tivessem previsto um esquema especial de trânsito e transporte para um evento de tamanha magnitude.

Preços exorbitantes em aplicativos de transporte

Além do congestionamento, os preços dos aplicativos de transporte dispararam em toda a capital. A alta demanda, combinada com a oferta limitada de veículos disponíveis devido ao trânsito, fez com que as tarifas fossem multiplicadas. Uma corrida que normalmente custaria cerca de R$ 20, podia facilmente ultrapassar os R$ 80, tornando o acesso ao show proibitivo para muitos. Essa situação gerou reclamações nas redes sociais e entre os presentes, que se sentiram explorados diante da necessidade de chegar ao evento. O Campo Grande NEWS buscou entender as justificativas para essa variação, mas as empresas de aplicativo não se pronunciaram oficialmente sobre os aumentos contextuais.

O evento, que prometia ser uma noite inesquecível para os fãs de rock, acabou sendo marcado também por uma demonstração de problemas de infraestrutura e planejamento urbano. A experiência de ir ao show do Guns N’ Roses em Campo Grande, para muitos, se tornou sinônimo de paciência e altos custos, gerando um debate sobre a organização de grandes eventos na cidade e a necessidade de melhorias no sistema de transporte e trânsito.