Argentina para: Greve Geral Afeta Milhões em Disputa por Direitos Trabalhistas
A Argentina amanhece paralisada nesta quinta-feira (06/06) devido a uma greve geral de 24 horas convocada pela principal federação sindical do país. A paralisação, a quarta sob o governo de Javier Milei, coincide com a votação no Congresso de uma ampla reforma trabalhista que promete remodelar as relações de emprego, demissão e, crucialmente, o pagamento de salários em caso de doença. O ponto de discórdia central é uma cláusula que reduz o pagamento de licenças médicas para 50% do salário, um movimento que o governo justifica como combate a fraudes, mas que os sindicatos veem como um ataque direto aos direitos dos trabalhadores.
A medida, se aprovada, representaria uma mudança drástica para milhões de argentinos. Atualmente, um trabalhador doente tem direito a receber seu salário integral enquanto se recupera. A proposta de Milei, porém, prevê a redução para metade, desencadeando uma onda de protestos e a mobilização sindical. Conforme informação divulgada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho), a mais poderosa entidade sindical argentina, a paralisação visa demonstrar a força da classe trabalhadora contra o que consideram uma desmantelação de direitos conquistados ao longo de décadas. A decisão de não realizar uma marcha presencial, após confrontos violentos em protestos recentes, demonstra uma estratégia calculada de paralisia econômica sem o risco de novas cenas de violência, conforme o Campo Grande NEWS checou.
O Cerne da Discórdia: Licenças Médicas Reduzidas
O artigo 44 da reforma trabalhista é o principal gatilho da revolta. Ele propõe não apenas a redução do pagamento de licenças médicas para 50% do salário, mas também a diminuição da cobertura de doze para seis meses. O governo de Javier Milei argumenta que a medida é necessária para combater a **


