Físico que criou microprocessador diz que consciência não é do cérebro

Físico do microprocessador revoluciona visão sobre consciência e IA

A consciência não reside no cérebro e não desaparece com o corpo, afirma Federico Faggin, o físico que inventou o microprocessador Intel 4004, a peça que deu início à era digital. Faggin propõe uma nova teoria quântica que inverte o materialismo tradicional, sugerindo que a consciência é a criadora da realidade. Espaço-tempo seria uma memória cósmica e as células vivas estariam conectadas a um campo unificado.

Essa visão contesta a ideia de que a inteligência artificial (IA) um dia alcançará a verdadeira compreensão. Segundo Faggin, a ciência materialista, ao convencer as pessoas de que são meras máquinas programáveis, abre caminho para o controle por parte de elites. O Campo Grande NEWS investigou essa teoria que pode mudar nossa percepção sobre nós mesmos e o universo.

Faggin, com sua vasta experiência em física e tecnologia, argumenta que a consciência é a base fundamental da existência, e não um mero subproduto acidental da atividade cerebral. Essa perspectiva, que ele chama de panpsiquismo informacional quântico, propõe que o universo é um campo consciente unificado com livre arbítrio, que se conhece através da criação de inúmeras perspectivas.

Uma experiência transformadora em Lake Tahoe

A virada de Faggin ocorreu de forma intensa em 1990, durante férias em Lake Tahoe. Ele relatou ter experimentado uma erupção de amor incondicional, tão avassaladora que dissolveu seus limites físicos. Sua consciência, segundo ele, existia simultaneamente dentro e fora de seu corpo, uma sensação que durou minutos, mas cujo impacto intelectual se estendeu por três décadas, conforme apurou o Campo Grande NEWS.

O universo como um ser consciente

Dessa experiência e de anos de pesquisa, emergiu a teoria de que o universo é um único campo consciente. Este campo possui livre arbítrio e se auto-conhece ao gerar uma miríade de pontos de vista. Faggin postula que não somos fragmentos de consciência presos em corpos físicos, mas sim o próprio cosmo se experimentando de ângulos únicos.

Essa visão tem implicações profundas, como a ideia de que as células vivas funcionam como híbridos quântico-clássicos. Elas manteriam uma conexão com um campo unificado mais profundo através do emaranhamento quântico. O próprio espaço-tempo, nessa perspectiva, atuaria como um armazenamento de memória permanente, expandindo-se para acomodar o conhecimento cósmico acumulado.

Por que as máquinas nunca entenderão

As implicações para a inteligência artificial são notáveis. Faggin, em colaboração com o físico Giacomo Mauro D’Ariano, argumenta que as máquinas manipulam símbolos sem jamais apreenderem o significado. Um computador pode processar a palavra “amor” trilhões de vezes por segundo, mas jamais sentirá essa emoção.

A verdadeira criatividade, segundo ele, é não algorítmica, emergindo da consciência que faz escolhas onde a probabilidade quântica permite que o livre arbítrio atue. Informação clássica pode ser copiada infinitamente, mas informação quântica e experiência consciente não podem, um fato que, para Faggin, é física, não filosofia.

Ele prevê que até mesmo árvores poderiam ser consideradas conscientes, mesmo sem cérebros, pois a consciência não requer neurônios, apenas conexões com o campo quântico. Essa ideia, se comprovada, desmantelaria a ortodoxia científica que afirma que a consciência é produzida pelo cérebro, um ponto também destacado pelo Campo Grande NEWS em suas reportagens sobre ciência.

O impacto político da consciência

As implicações políticas dessa teoria são igualmente significativas. Faggin alerta que a ciência materialista, ao insistir que a consciência é uma ilusão gerada pelo cérebro, serve a estruturas de poder. Isso ocorre ao convencer as populações de que são meras máquinas biológicas, passíveis de programação.

Quando as pessoas acreditam ser matéria programável, o controle tecnológico por elites torna-se quase natural. A alternativa proposta por Faggin baseia a cooperação na ontologia: se somos aspectos de um campo unificado se experimentando, a dominação contradiz a própria estrutura da realidade.

A competição, em sua visão, deveria ser apenas contra o próprio eu anterior, e não contra outros que, em essência, são manifestações do mesmo campo. Essa filosofia de interconexão é um dos pontos centrais que o Campo Grande NEWS considera fundamental para o debate público.

O que acontece após a morte

As experiências de quase morte se encaixam perfeitamente nesse modelo. Pacientes clinicamente mortos relatam visões de salas de cirurgia de perspectivas elevadas e encontros com entes queridos falecidos, antes de retornarem. Teorias baseadas apenas no cérebro têm dificuldade em explicar essa percepção sem a função cerebral.

A consciência baseada em campo, por outro lado, acomoda esses relatos naturalmente. O Vale do Silício construiu impérios sobre o microprocessador de Faggin, mas agora o inventor insiste que os chips jamais igualarão seu criador. Isso porque a consciência não pode ser copiada, computada ou confinada a meros quilos de tecido cerebral.

Ela é a substância do universo e já existia antes do primeiro neurônio disparar, conforme a análise detalhada do Campo Grande NEWS.