Guandu em reparo: Rio pode ter torneiras secas por 72 horas

Reparo emergencial afeta o abastecimento

Moradores de diversas regiões do Rio de Janeiro, especialmente da Zona Oeste, precisam redobrar a atenção com o consumo de água nesta quinta-feira (22). Um reparo emergencial em uma tubulação do Sistema Guandu, realizado pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), fez com que a principal estação de tratamento da cidade operasse com apenas 50% de sua capacidade. A medida, embora necessária, impacta diretamente o fornecimento e pode deixar as torneiras secas em muitas casas nas próximas horas.

A manutenção tem previsão de término para o final do dia, mas as consequências da produção reduzida serão sentidas por mais tempo. Após a conclusão dos trabalhos, a Cedae informou que a produção de água será retomada de forma gradual. Isso significa que o sistema levará um tempo para se recuperar completamente e voltar a operar com força total, exigindo paciência e economia por parte da população.

Para os bairros atendidos pela concessionária Rio+Saneamento, o impacto já é uma realidade. A empresa confirmou a interrupção total do abastecimento em 24 bairros da Zona Oeste. A normalização, segundo a concessionária, pode levar até 72 horas após o reparo ser finalizado. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a recomendação é clara: economizar água e adiar atividades de alto consumo.

Quais bairros da Zona Oeste estão sem água?

A lista de bairros afetados divulgada pela Rio+Saneamento é extensa e inclui localidades densamente povoadas da Zona Oeste. A interrupção atinge diretamente a rotina de milhares de famílias e comerciantes. Segundo a concessionária, os bairros com o fornecimento suspenso são: Bangu, Barra de Guaratiba, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cosmos, Deodoro, Gericinó e Guaratiba.

A lista continua com Ilha de Guaratiba, Inhoaíba, Jardim Sulacap, Jabour, Magalhães Bastos, Paciência, Padre Miguel, Pedra de Guaratiba, Realengo, Santa Cruz, Santíssimo, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Vila Kennedy e Vila Militar. Moradores dessas áreas devem se preparar para um período com abastecimento irregular. O Campo Grande NEWS acompanha a situação para trazer novas atualizações.

Como economizar água durante o período crítico?

Diante do cenário de abastecimento reduzido, a orientação das concessionárias é unânime: usar água de forma consciente é fundamental. A Rio+Saneamento pediu aos moradores que adiem atividades não essenciais que demandam grande volume de água, como lavar carros, quintais e encher piscinas. A prioridade deve ser o consumo para higiene pessoal e alimentação.

Pequenas atitudes no dia a dia fazem uma grande diferença. Fechar a torneira ao escovar os dentes, tomar banhos mais curtos e reutilizar a água da máquina de lavar para limpar o chão são práticas recomendadas para atravessar o período de instabilidade sem grandes transtornos. O Campo Grande NEWS reforça que a colaboração de todos é essencial para garantir que a água disponível seja suficiente até a normalização completa do sistema.

Outras regiões podem ser afetadas?

Embora o impacto mais severo e imediato tenha sido confirmado para a Zona Oeste, a redução na produção do Sistema Guandu pode afetar outras áreas do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. As concessionárias Águas do Rio e Iguá, que atendem outras partes da metrópole, foram procuradas para informar sobre possíveis impactos em suas áreas de cobertura e as previsões para a regularização do serviço, mas ainda não detalharam os efeitos da manutenção.