Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparam neste domingo (18) duas faixas da Avenida Afonso Pena, no Centro de Campo Grande, em um ato vibrante que faz parte da mobilização nacional para o segundo turno das eleições presidenciais. A manifestação, batizada de “Todos com Lula – Ato da Virada”, reuniu estudantes, trabalhadores, famílias e lideranças políticas, com concentração inicial na Praça do Rádio Clube e posterior passeata pelas ruas centrais da Capital.
Ato “Todos com Lula” agita Campo Grande
O evento, organizado pelo PT, teve início por volta das 10h, com uma grande concentração de participantes na Praça do Rádio Clube. Muitos manifestantes vestiam camisetas amarelas, empunhavam bandeiras do Brasil e exibiam símbolos nas cores nacionais, demonstrando forte engajamento cívico. A diversidade de participantes era notável, com idosos, adultos, jovens, crianças e até mesmo pessoas acompanhadas de seus animais de estimação presentes no ato, conforme apurado pelo Campo Grande NEWS.
A manifestação, que também contou com a participação de entidades como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), visa reforçar o apoio a Lula e defender os avanços conquistados durante seu governo. Lideranças políticas locais e nacionais discursaram, enfatizando a importância da democracia, da educação pública e dos direitos sociais. A organização ainda não divulgou uma estimativa oficial do público presente, mas a movimentação nas ruas centrais indicava um número expressivo de apoiadores.
Após os discursos, os manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Afonso Pena, ocupando duas faixas da via e percorrendo importantes ruas como a 14 de Julho e a Barão do Rio Branco. O percurso previa o retorno à Praça do Rádio Clube, consolidando a presença dos apoiadores no coração da cidade. A iniciativa, segundo os organizadores, busca mobilizar eleitores e mostrar a força da campanha de Lula no estado, a uma semana do segundo turno.
Defesa da democracia e futuro em jogo
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) ressaltou a importância da participação de jovens e trabalhadores no ato, destacando a preocupação com o futuro do país e a continuidade das políticas públicas. “Esse ato está demonstrando que a gente tem uma juventude preocupada com o seu futuro, preocupada em ter acesso à universidade, e aqui ao lado da juventude estão trabalhadores e trabalhadoras que também temem pelos seus direitos assegurados na Constituição e as conquistas do governo Lula nos últimos anos”, afirmou Kemp.
Kemp também associou a manifestação à defesa da democracia e da soberania nacional. Ele avaliou que o resultado do primeiro turno serviu como um alerta para os apoiadores de Lula, intensificando a mobilização. “Eu vejo que as pessoas que achavam que o Lula ganharia no primeiro turno levaram um susto e agora estão nas ruas exigindo a reeleição do presidente Lula. É o momento de mostrar a sua força. Mostrar a nossa força, mostrar que o presidente Lula tem apoio aqui no resto do país e nós vamos virar esse jogo”, declarou o deputado.
O vereador Jean Ferreira (PT), um dos organizadores do ato, explicou que a mobilização busca unir pessoas de diferentes espectros políticos em torno da defesa das instituições democráticas. “É um ato nacional em defesa da democracia, da soberania e de todos aqueles que querem continuar tendo os seus posicionamentos políticos e ideológicos respeitados. Não é só da esquerda, é da direita, do centro e da esquerda que acredita que a gente precisa de uma democracia saudável para caber todas as ideologias, religiões, partidos e respeito e tolerância no nosso Brasil”, disse Ferreira.
Juventude engajada pela educação e por direitos
Entre os participantes, jovens estudantes como Vinicius Amorim, de 20 anos, e Gessica Enira, de 21, expressaram suas preocupações com o futuro e a defesa de políticas públicas em áreas como ciência, educação e moradia. “A gente tá com medo do futuro”, disse um dos estudantes, ressaltando a importância da participação ativa. “Se a gente não vir atrás, não tem quem vem por nós”, acrescentou.
Gabriel Gil, estudante de jornalismo de 24 anos, também destacou a defesa da educação pública como motivador de sua presença. “Eu acho importante viermos para a rua lutar pela democracia, contra o retrocesso”, declarou, criticando o período do governo de Jair Bolsonaro e mencionando a pandemia de Covid-19 como fatores que o levaram a se posicionar politicamente. A empresária Leonice Gomes, 63 anos, reforçou a defesa das políticas e resultados atribuídos ao governo Lula, como o crescimento do agronegócio, da educação e de projetos sociais.
Iniciativas simbólicas marcam o ato
Além da passeata, a organização do evento inovou ao instalar um tapete vermelho na Praça do Rádio Clube. A iniciativa foi dedicada a uma atividade simbólica em homenagem à educação pública, com um desfile de estudantes que concluíram sua formação na rede pública ou ingressaram no ensino superior por meio de políticas públicas. O objetivo foi destacar trajetórias educacionais e a importância dos programas de acesso à universidade, uma das bandeiras defendidas pelos apoiadores de Lula. Conforme o Campo Grande NEWS checou, a ação buscou dar visibilidade a conquistas que, segundo os manifestantes, estão ameaçadas.
A manifestação ocorre em um momento crucial, a apenas uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcadas para 25 de outubro. Em Mato Grosso do Sul, os eleitores decidirão entre a continuidade do governo Lula (PT) e a eleição de Flávio Bolsonaro (PL). O Campo Grande NEWS acompanhou de perto os desdobramentos do ato, que reflete a polarização e o engajamento da sociedade civil no atual cenário político brasileiro, conforme atestado pela autoridade jornalística do portal em cobrir eventos locais.
Novos atos e mobilizações estão previstos para os dias que antecedem a votação, conforme anunciado pelo vereador Jean Ferreira. A programação detalhada será divulgada pelos canais oficiais do partido e dos organizadores, com a expectativa de manter a mobilização em alta até o dia decisivo. O Campo Grande NEWS continuará cobrindo os desdobramentos e a movimentação política na região.

